29 de agosto de 2010

Conversas de Domingo: Batalha da Inglaterra

Ontem (28/08/2010) comemorou-se os setenta anos da batalha da Inglaterra. Breve volta ao meu túnel do tempo : Junho de 1979, estava indo para o alistamento militar obrigatório, filas imensas, frio intenso. Nas minhas mãos, um companheiro inseparável, o livro Batalha da Inglaterra, de Alexander McKee.

Volto ao presente, vejo o texto no site da BBC sobre a batalha e sobre a comemoração dos 70 anos  
 
A batalha pela supremacia aérea entre a RAF e a Luftwaffe em 1940 foi um capítulo decisivo na II Guerra Mundial.   
 
Os duelos diários nos céus do sul da Inglaterra salvou-Bretanha e evitou uma invasão alemã.
 
Bons tempos quando apenas comemoramos guerras que ficaram apenas na história .

Afinal o mundo atual é tão pacífico ou não?

26 de agosto de 2010

A amizade segundo Emerson

Signature of U.S. author Ralph Waldo Emerson.Image via WikipediaQuero abrir o espaço deste artigo com as palavras de Ralph Waldo Emerson, escritor, filósofo e escritor norte-americano sobre a amizade :

"A glória da amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delícia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você."

Eis aqui a danada da confiança, quantas vezes alguém disse que confia em você e existe um descrédito nisto?

Será que temos amigos melhores ou piores ?

Será a amizade um valor em descrédito?

Acreditamos que ora, muitas questões poderiam ser levantadas aqui, porém não tenho todas as respostas para isto, mas deixo o clipe da música do Milton Nascimento (Canção da América)  para embalar esta reflexão.

 

24 de agosto de 2010

A morte de Getulio Vargas e vitória da corja política

Getúlio Vargas 08111930Image via Wikipedia
Agosto de 1954, fica na história como o dia em que  a nação e o povo são surpreendidos por uma notícia triste e que poucos poderiam esperar. Traído por muitos, inclusive aqueles que estavam próximos, para retirá-lo da liderança de seu povo, isolado politicamente... 

Getúlio Vargas suicida-se com um tiro. 

Foi o único presidente a oferecer a sua vida, para não "morrer" com desonra. Dessa forma, morreu pelo seu ideal e avisou o povo quem é o inimigo. 
 
O golpe não pode se concretizar, a corja política temia que o choro da nação inocente se transformasse em ódio declarado

Hoje em dia, a honra e o comportamento político já não inspiram atos extremados, até porque a vida deles não mais carrega mais estes valores.

Era o que tínhamos para dizer hoje, quando comemora-se o triste vinte e quatro de agosto. 

(veja o vídeo do Arquivo Nacional sobre a morte de Getúlio Vargas)

23 de agosto de 2010

A liberdade de idéias e pensamentos, um sonho possivel?

"A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil"
Joaquim Nabuco

Joaquim Nabuco era político, diplomata e abolocionista pernambucano, teve grande participação na política do século XIX, conheceu e junto com Machado de Assis fundou a Academia Brasileira de Letras. Um homem a frente de seu tempo, lutou contra a escravidão. 

Atualmente estamos longe de contar com um Nabuco ou um Rui Barbosa para libertar-nos da escravidão de idéias e de sentimentos. Já não somos livres para pensar e nem para sentir.

Joaquim Nabuco, brazilian writer (1845-1910) Joaquim NabucoImage via WikipediaOs políticos com suas campanhas ufanistas e fantasiosas querem nos fazer acreditar que "eles" estão certos. Mas onde existe certeza na fome, na insegurança, na falta de saúde e educação?

Querem nos escravizar na idéia que vivemos em país ideal, sem problemas e quase perfeito.

Não importa que quadrilhas invadam hotéis para escapar da polícia nem que isto seja minimizado. 

Tudo bem, agora na eleição tudo se resolve.. ou não

22 de agosto de 2010

Conversas de Domingo : O Dry Martini

Esta semana o blog está etílico, depois das origens "principescas" da "caipirinha", um amigo do blog resolveu perguntar sobre as origens de outro drinque famoso : Dry Martini.

A gin martini, with olive, in a cocktail glass.Image via Wikipedia
Encontrei aqui um bom resumo do drinque, segundo uma história da composição original (já que existem polêmicas a respeito da receita). Teria sido inventado em 1910, no Hotel Knickerbocker, em Nova York, pelo barman John Martini, para atender a um pedido do magnata americano John D. Rockefeller, que desejava algo simples mas diferente. A partir daí, a mistura ganhou o mundo como um coquetel excitante, com sabor de viagem.

A polêmica sobre a sua receita original é tão grande que, em uma de suas passagens pelo célebre Harry’s Bar, de Veneza, o escritor americano Ernest Hemingway se saiu com a seguinte tirada: “Se algum dia você vier a se perder na selva africana, nada de desespero. Sente-se sobre uma pedra e comece a preparar um Dry Martini. Eu garanto: em menos de 5 minutos vai aparecer alguém dizendo que a dosagem de gim e vermute está errada”.

Agora que a história (com a receita original ou não) está posta, cabe a você leitor, que gosta do drinque  dar sua opinião.

20 de agosto de 2010

Carlota Joaquina, a criadora da Caipirinha

CaipirinhaImage via WikipediaNossa excêntrica Carlota Joaquina (rainha de Portugal), quando aqui esteve na Terra Brasilis em companhia de D. João VI, coletou muitas histórias curiosas, ainda mais esta que envolve uma bebida (drinque) popular brasileira : a caipirinha.  Quem afirma isto é Ana Roldão, historiadora, pesquisadora de culinárias do século 19 e chef portuguesa de raro talento.

A chef, sabe coisas do arco-da-velha e resgata muito de suas receitas pesquisando livros antigos.

"A princesa Isabel adorava pão-de-ló e sorvete", diz ela, que também especula ter sido dona Carlota Joaquina, mulher de d. João VI, a "inventora" da caipirinha, pois, para sua ala no palácio, há registros de consumo mensal de uma grande quantidade de frutas e de nada menos de 70 garrafas de cachaça.

19 de agosto de 2010

O real e o imaginário sugador de sangue alheio

Esta semana ia escrever sobre o horário político, até tinha pesquisado quando isto ia custar ao contribuinte (sim, você paga pelo candidato que inunda de fantasias e lorotas a sua televisão e seu rádio). A estimativa do valor é enorme : quase um bilhão de reais em indenizações  (via renúncias fiscais como indenizações aos espaços utilizados em rádio e televisões).
 
Mas prefiro falar de outro "sugador" do sangue alheio: o mosquito.  Lendo o artigo da revista Nature : Ecology: A world without mosquitoes  (Ecologia sem mosquitos) : Erradicar a qualquer organismo teria graves consequências para os ecossistemas - não seria? Não quando se trata de mosquitos, relata Janet Fang .   A malária infecta cerca de 247 milhões de pessoas no mundo a cada ano e mata quase um milhão. Os mosquitos causam uma enorme carga de trabalho adicional médicos e financeiros, espalhando a febre amarela, dengue, encefalite japonesa, febre do vale do Rift, o vírus Chikungunya e vírus do Nilo Ocidental.

Aqui o mosquito da dengue faz festa na incompetência do governo em erradicar-lo com política pífias de combate aos seus focos. É melhor investir em programas que possam mostrar em horário nobre na televisão e no rádio. Afinal os eleitores não são tratados como "gado" apenas na época da eleição, depois voltam a seu papel irrelevante diário. 

É que no nosso imaginário político, povo deve ser mantido longe dos políticos, para não cobrar recursos em saneamento básico (que diminui mortes por diarréia, por exemplo) nem cobrar melhor iluminação pública (que é um direito básico e diminui a sensação de insegurança). 

Mas você está reclamando porque ? Na propaganda política não estão prometendo trem bala, comida, saúde, educação para todos? Então fique na frente da televisão e do rádio, lá é o mundo real. Estou aqui no mundo virtual reclamando a toa, afinal sou ingrato com este país de todos.                                 

16 de agosto de 2010

Não deixe de acreditar

"Não transfugir da legalidade para a violência, nem trocar a ordem pela anarquia." "

Rui Barbosa

Por mais que queiram (as más notícias) estragar o meu início de semana, não vão conseguir, eu não deixo de acreditar.

  Já falei aqui no blog no meu artigo O Preço de uma Vida  que a coisificação  da vida humana é um distúrbio grave que ataca parte de nossa população. 


Acontece principalmente que pessoas que deixaram de acreditar que teriam algo (ou alguém) para se orgulhar, estão acumulando frustrações , derrotas, baixa auto-estima. Isto tudo leva a transtornos de comportamento que os levam a matar, mutilar, agredir e corromper. 


A colocação da frase de Rui Barbosa diz muito a respeito do comportamento que hoje nos invade: a coisificação das condições a qual estamos submetidos. Entre políticos corruptos, empresários corrompedores e o "jeitinho brasileiro", tudo isto levam-nos acreditar na anarquia das instituições. 

Mas eu vou na corrente contrária, eu acredito na pessoa que mesmo sofrendo pressões continua sua jornada em busca de sua vitória pessoal e coletiva. 


Será ufanismo? com certeza que é, mas não deixe de acreditar.


Você assiste a série Glee, da Fox? Eu comecei a assistir e ter a certeza que perdedores para sociedade são aquele que não tentam vencer. 


Vencer é não apenas acreditar em si, acreditar que a derrota é só véspera da vitória.


Então vamos rumo a vitória, porque na anarquia todos perdemos.


Abaixo um trecho do vídeo do primeiro episódio de Glee :  "Don't Stop Believin'

14 de agosto de 2010

Conversas de Sábado : Entrevista com Terry Eagleton

Neste sábado estava olhando alguns jornais digitais, no Estadao surgiu esta interessante entrevista com o filósofo e crítico literário inglês Terry Eagleton. Estava divulgando no Brasil dois novos títulos, investe contra o ateísmo da moda e diz que o desafio do Ocidente, hoje, é um ''inimigo sem rosto'': o Islã. 

Extrai este pequeno trecho que achei bem legal:

" E o debate criacionismo X evolucionismo?


Tem a ver com a confusão desses autores. A ideia de Deus não está atrelada ao surgimento do mundo. Quando o mundo começa efetivamente é pergunta para os cientistas, não para os teólogos. Até São Tomás de Aquino sabia disso. Não podemos aceitar falsos embates entre teologia e ciência. Isso tanto é verdade que a maioria dos cristãos aceita a teoria da evolução sem problemas. Mas daí vem Dawkins e diz que os cristãos não aceitam! Sei que ele é bom cientista, sabe comunicar, tem livros importantes, mas é um racionalista old fashion. Pensa o progresso com cabeça do século 19, como se as guerras mundiais não tivessem acontecido, como se não tivéssemos passado por Auschwitz, comete erros embaraçosos ao escrever sobre raças."

A entrevista completa está publicada no Estadao  com o nome e divulgação dos livros

O PROBLEMA DOS DESCONHECIDOS
Autor: Terry Eagleton
Tradutora: Vera Ribeiro
Editora: Civilização Brasileira
(462 págs., R$ 54,90)

JESUS CRISTO - OS EVANGELHOS
Autor: Terry Eagleton
Tradução: José
Mauricio Gradel
Editora: Jorge Zahar
(240 págs., R$ 36,90)


13 de agosto de 2010

A Ilusão, o poder, as vidas secas e severinas

Esta semana foi difícil pegar no tranco aqui no blog, mas agora vamos lá de novo, unindo Ricardo III, de Shakespeare, Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto e Vidas Secas, de Graciliano Ramos.

Ricardo III, da Inglaterra foi um do reis mais dúbios e controversos, muito por causa de biografia encomendada por Henrique VII a John Morton. Basicamente se dedicava a denegrir a imagem do último dos York. Morton acusou Ricardo III de inúmeras malvadezes e lançou a acusação do assassinato dos sobrinhos. Recentemente, historiadores começaram a pôr em causa a correção fatual desta biografia escrita claramente com objetivos políticos. 

A peça de Shakespeare, minha favorita, Ricardo III é o personagem principal, um homem sedento de poder , disposto a qualquer coisa para atingir os seus objetivos, mas não de um forma aberta e franca. Ricardo é um mestre do disfarce e só revela as suas  verdadeiras intenções e pensamentos  nos solilóquios.No primeiro solilóquio, Ricardo dá a conhecer ao espectador que a casa de York trouxe estabilidade a Inglaterra. 

Estabelece uma comparação entre a situação presente e aquilo que era o passado e faz uma avaliação.

Será que vi alguma coisa parecida na nossa política atual? Será que nossa oligarquia atual copiou Ricardo III? Seria ali uma clara noção do plágio que nossos políticos utilizam do discurso do último dos York?

Agora lembre-se das obras tupiniquins:

Morte e Vida Severina : O retirante Severino deixa o sertão pernambucano em busca do litoral, na esperança de uma vida melhor. Entre as passagens, ele se apresenta ao leitor e diz a que vai, encontra dois homens (irmãos das almas) que carregam um defunto numa rede. Severino conversa com ambos e acontece uma denúncia contra os poderosos, mandantes de crimes e sua impunidade.

Poderosos, mandantes de crimes e impunes? Outro plágio? será que nossos poderosos estão em crise com a criatividade apenas repetindo atitudes e pensamentos já retratadas em obras imortais?

Vidas Secas : Em uma longa trajetória pelo sertão castigado pela seca, Fabiano, Sinhá Vitória, a cachorra Baleia, e os dois filhos do casal, o mais novo e o mais velho, passam por diversas privações. Em um dado momento, o menino mais velho deita-se, cansado, e nega-se a continuar a caminhada: "pelo espírito atribulado de Fabiano passa a idéia de abandonar o filho", mas ele decide carregá-lo.

Mudou alguma coisa na vida do nordestino castigado pela seca?

Enquanto o imaginário político de nossos políticos oligárquicos for o de um Ricardo III, nada muda, porque utiliza-se de instrumentos cada vez mais sórdidos e cruéis para vencer, convencer e derrotar o inimigo, seja ele qual for. A discussão não passa por nomes e sim por comportamento, parece que nestes 500 anos de terra brasilis, somente um pensamento fez eco na elite política : o projeto político é mais importante que o bem estar da população e o seu consequente desenvolvimento.

12 de agosto de 2010

Há algo de podre nas relações sociais e virtuais

“Há algo de podre no reino da Dinamarca”

No célebre romance de Shakespeare, Hamlet, após perceber e afirmar que havia “algo de podre no reino da Dinamarca”, passou a fingir-se de louco incapaz de compreender o que se passava ao seu redor, no intuito de meramente não ser eliminado e poder sobreviver. No final do romance, Hamlet consegue eliminar o seu cruel algoz, embora não tenha sido capaz de sobreviver porque seu algoz foi capaz de, antes de morrer, feri-lo de raspão com uma espada embebida em veneno mortal.

Vejam os tempos que vivemos, mesmo o autor é hoje uma duvida, e continuamos assim visto a probreza das nossas relações, muitas delas frias, distantes e superficiais. Houve um tempo em que o homem tinha sua dignidade e salvo tragédias maiores, nada a abalava.

Como ratos em naufrágios, muitas pessoas acabam por "pisar" metaforicamente ou realmente, por um lugar ao sol.

Visibilidade? Querem aparecer, destacar-se, ser alguém justifica qualquer atitude?

Estas situações que muitas vezes beiram o grotesco, estão prestes a mostrar sua verdadeira cara com a proximidade das eleições.

Candidatos que repaginam o rosto, o discurso e o passado para serem dignos da confiança de seus "eleitores".

Lembro-me que em 1977 quando o filme Star Wars - Episódio IV - Uma Nova Esperança, mostra-nos uma visão maniqueísta do mundo entre Darth Vader e Imperador contra Obi Wan Kenobi e Luke Skywalker, somos jogados para uma questão complexa de escolhas.

O jovem e talentoso cavaleiro Anakin Skywalker é seduzido pela promessas de poder do Senador Palpatine.

Hoje existem muitos Anakins e vários Palpatine por ai, querendo ser elevados a condições de ungidos dos eleitores.

Para isto acabam adotando duas caras, a falsa (que aparece em época de eleições) e a real (que quer distância dos "eleitores").

Isto sem contar a turma que prefere dizer que nada existiu antes dele, como a velha expressão :

"Antes de mim, o dilúvio"

8 de agosto de 2010

Pai Herói - Meu Pai

Happy Father's Day to ALL of you Daddys out there!Image by Te55♥ via Flickr
Neste Dia do Pais, reflito muito mais na condição de filho, do que de Pai..

Por que meu pai me deu o modelo, o exemplo, ele foi meu herói e meu ídolo..

E hoje ele não está mais ao meu lado..

Mas sinto ele, sempre que penso que tu me ensinou tudo..

Obrigado Pai...

* * * * * * * *

Pai

Fábio Jr.

Composição: Fábio Jr.
Pai!
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...
Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...
Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...
Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...
Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...
Pai!
Me perdoa essa insegurança
Que eu não sou mais
Aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...
Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Ah! Ah! Ah!...
Pai! Você foi meu herói meu bandido 
Hoje é mais Muito mais que um amigo 
Nem você nem ninguém tá sozinho Você faz parte desse caminho 
Que hoje eu sigo em paz Pai! Paz!...

4 de agosto de 2010

A censura, o não pensamento e ideologias impostas..

Começando este artigo com uma expressão de um professor que ministrava a cadeira de Marketing II, para estudantes do curso de Administração de Empresas na PUC/RS, no final dos ano 80. A expressão que não esqueço até hoje: "Pensar não cheira!

GO FREEDOM...
Image by jonycunha via Flickr
Fiquei anos com aquela expressão na cabeça, quando colei grau no curso citado, as ideologias de esquerda estavam em vias de se desestabilizarem, com a Perestroika de Gorbachev e abertura política no Brasil também já havia sido aprovada. Por um lado professores militando claramente ideologias de esquerda, como o livro obrigatório em Estudos de Problemas Brasileiros I, As Veias Abertas da América Latina. 

O professor disse que ninguém seria aprovado na cadeira sem ler o livro, provei ao contrário (mas não vou me extender nisto).   Outros faziam campanha para outros candidatos, nunca fui nem no céu e nem na terra, explico logo abaixo.

Mais uma vez usando o Túnel do Tempo, lembrei que a ditadura militar impôs também várias alterações no sistema de ensino, fui figurante nelas, a saber, nos planos de reestruração dos Ensinos de 1º e 2º Graus (atualmente ensino fundamental e médio). 

Além da reestruturação do ensino, reestruturou-se os currículos das escolas de primeiro e segundo graus criando a disciplina de Educação Moral e Cívica e dando uma nova abordagem a disciplina de OSPB (Organização Social e Política do Brasil) com o objetivo de transmitir a ideologia calcada nos princípios da Segurança Nacional. 

Além disso, transformaram as disciplinas de História e Geografia em Estudos Sociais, levando ao esvaziamento dos conteúdos, fazendo-os regredir ao método mnemônico, fazendo o aluno decorar datas, nomes e fatos importantes da nossa história com vistas ao desenvolvimento do nacionalismo, elemento importante na formação do indivíduo para a efetiva manutenção do regime instituído.

Dessa forma, os militares não se preocuparam em edificar e planejar uma escola com base no desenvolvimento do senso critico, porque colocaria em risco os planos arquitetados pela Escola Superior de Guerra. 

Com isso, as disciplinas (OSPB, Educação Moral e Cívica e Estudos Sociais) representaram o marco estratégico da propagação da ideologia defendida pelo Regime Militar. Sendo assim, os conteúdos foram planejados e direcionados para um paradigma propagandístico e cívico de educação em comum acordo com a política repressiva do governo militar.

No ensino superior foi instituído as cadeiras de Ensino dos Problemas Brasil (em dois semestres) em todos os cursos, de frequencia e aprovação necessárias para conclusão do curso.

Todas estas alterações foram efetivadas pela Lei 5.692, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1971.

Mas eu fui educado para pensar e ter senso crítico na minha escola, fazendo os meus próprios juízos de valor, pratica que levei para minha vida.

Quando vejo propaganda, campanhas ou politicos fazendo declarações totalmente fora de contexto do admissível, vejo o grande desserviço que as ideologias fazem com os cidadões.

Não importa se o viés é de esquerda ou de direita, toda a tentativa de dominar e doutrinar os pensamento é nociva, degradantes e desumana. Fiz uma vez um teste para descobrir minha posição política se fosse morador dos EUA. No Brasil, nem precisa, já sei o que quero (nem que seja utópico). O resultado foi Independente, mas que poderia votar nos Democratas. 


Achei interessante o resultado, independente foi sempre que meu pensamento quis ser.

E você, caro (a) leitor (a) gosta de pensar pela sua própria cabeça ou prefere ser conduzido?

3 de agosto de 2010

A dificil cultura parasitária

Certos assuntos não podem parar de ser citados, ter opinião e repercutir sempre, claro vamos falar aqui da cópia, plágio e a cultura parasitária. Puxando pela memória, vamos ver que esta cultura é milenar, afinal as noticias que a história nos traz é de cópias e plágios de idéias, texto, livros, músicas, atitudes em geral. A quem era dado o crédito? Aquilo teríamos uma longa lista e discussões muito acaloradas para colocar um ou outra caso pontual.
Amor Parasita (escolhido para a Digital Arts E...

Por isto não me surpreende a matéria publicada na edição digital da Veja : "Nova geração não se envergonha de copiar e colar"

 "Pesquisas americanas mostram que a internet pode estar redefinindo a forma como os jovens compreendem o conceito de autoria de textos e imagens. No Rhode Island College, um calouro copiou e colou a página de perguntas mais frequentes sobre os sem-teto - e não pensou que precisasse da fonte de informação em sua missão, porque a página não incluía informação sobre o autor.

O número de alunos que acredita que copiar da Web é “farsa grave” está declinando: caiu de 34%, no início da década, para 29%"


Para não me extender demais neste artigo, vai aqui a recomendação de três excelentes artigos sobre plágios na internet e complementam (acrescentando ainda mais).

O primeiro artigo, da Juliana Sardinha, ícone de seriedade e reputação na blogosfera, no Dicas Blogger : Reflexões sobre plágio e direitos autorais 

O segundo artigo, do Marcos Lemos, no Ferramentas Blog : Sobre Plágio e Blogueiros Parasitas 

O terceiro artigo, por Clau, do Gothic Darkness : Sobre Plágio e Cópia de Conteúdo   

Agora que já coloquei aqui a minha opinião, cabe a você que lê este artigo, escolher seu caminho e lado.

2 de agosto de 2010

O preço de uma vida


Todos sabemos (ou deveríamos saber) que uma vida humana não tem preço. 

Porém perguntem para um traficante quanto vale a vida de um "vapor" que não entregue o dinheiro arrecado com a venda ou repasse da droga : 5 ou 10 reais, para manter o respeito. Centenas ou milhares de reais para eliminar o concorrente, conseguir seus pontos de vendas de droga. Um carro, uma moto, um tênis de marca (ou não), um boné, uma pulseira, um celular para um assaltante,

Agora pergunte para um profissional que jurou defender a ética e a vida de seus semelhantes, ele dirá que dependendo do caso custará mais ou menos que nada, comparado que o "benefício" que trará a posterior.

Não quero entrar aqui nas razões e nem porque o aborto é tão praticado no mundo inteiro, apenas quero colocar aqui o porque que uma pessoa que faz o juramento abaixo, esquece tudo depois.

Hipócrates retratado por Peter Paul Rubens, 1638.
" Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higéia e Panacéia, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.

Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.

Conservarei imaculada minha vida e minha arte.

Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.

Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.

Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.

Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça. " (Fonte : Wikipédia


O Juramento de Hipócrates foi atualizado em 1948 pela Declaração de Genebra, a qual vem sendo utilizada em vários países por se mostrar social e cientificamente mais próxima da atual realidade.

Grafo os seguintes itens do Juramento:  

"Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém."
"A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva. "
  
Agora que já expus minha indignação, depois que vi a reportagem no programa Fantástico (que não assisto regularmente), pergunto: onde estão nossos valores? A sociedade ainda cultiva algum ou finge que não vê, não sente e não age. Até quando?

1 de agosto de 2010

Conversas de Domingo: Você gosta de levar vantagem?

O meia Gersón, "canhotinha de ouro", era um craque dentro do campo de futebol, cerebral fez toda a diferença na conquista da copa de 1970 junto com aquele time dos sonhos. A sua biografia também conta com uma propaganda (no mínimo "infeliz") para os cigarros "mata-rato" Vila Rica (vídeo abaixo) . A frase que o eternizou como a "Lei de Gerson" : Eu gosto de levar vantagem em tudo, certo? 

Nueva propaganda política
Image by Lucas_B via Flickr

Esta expressou levantou uma polêmica por várias décadas, você gosta de levar vantagem em tudo?

O jeitinho e a pretensa malandragem ficaram anos sendo reproduzidas, até que um conhecido cantor que consumia uma determinada marca de cerveja, optou por "estrelar" uma nova campanha da bebida concorrente com o bordão: Experimenta!!  

Agora, em Agosto, temos o início da propaganda política em rádio e tv, já imagino políticos com o seguinte bordão : "Você caro eleitor ("otário") pode levar vantagem em tudo votando em mim, então EXPERIMENTA!!