31 de julho de 2010

Conversas de Sábado: Sob o sol de Toscana

Você não tem o sonho de lugar? uma moradia no meio do nada ou então um desejo de mudar de ares de vez em quando, pois é tenho estes tipos de sonho, queria viver na Toscana, região que considero mágico na costa oeste da Itália, banhado pelo mar Adriático

Por que lá? Imagine a grandiosa época do Renascimento e Humanismo com toda sua história, monumentos e cultura. Começando por Firenze (ou Florença) por grandes obras arquitetônicas civis e religiosas, esculturas e pinturas de extraordinário valor artístico, testemunhos de talentos de gênios como Leonardo da Vinci, Michelangelo Buonarroti e Filippo Brunelleschi.

E prosseguindo por Siena com a praça do Campo, palco do famoso Palio que acontece no verão. Na província de Siena (célebre pelos seus vinhos, como o Chianti ou Brunello) sobressaem-se Montepulciano e Pienza, jóias da arte renascentista, e San Gimignano, com suas célebres torres.

E depois se encontram Pisa, sonhada pelo mundo por sua torre pendente; Carrara, com sua catedral revestida com o prestigioso mármore que dá o nome a cidade; Lucca, Pistoia,Arezzo, Grosseto, Livorno, Prato, que se orgulham por sua urbanística e monumentos de altíssimo valor.

Versilia
Image by luigi9555 via Flickr
Quem sabe uma bela casa na praia de Versilia (foto)  em Livorno, banhado pelas águas do Adriático?
Se gostou da minha sugestão e quer uma dica de filme para este fim de semana, lá vai, assista Sob Sol da Toscana (sinopse e trailer abaixo), depois deixe sua opinião.

A vida de Frances (Diane Lane), escritora de São Francisco, recém-divorciada, está prestes a dar uma guinada radical mas muito necessária. Tentando arrancar Frances da letargia do período pós-divórcio, a amiga Patti (Sandra Oh) lhe dá um presente que ela espera que ajude: uma viagem de dez dias pela Toscana, no coração da Itália. E é justo lá, sob o sol da Toscana, que o mais improvável acontece: Frances, num ato impulsivo, compra uma casa praticamente abandonada chamada "Bramasole" - que significa "algo que anseia pelo Sol" - e ao fazer isso, começa uma vida nova. 

Enquanto se familiariza com o estilo de vida local e se dedica à reforma do novo lar, Frances faz amizade com as pessoas que estão ao seu redor e, aos poucos, redescobre os prazeres de sorrir, de fazer amigos e de se apaixonar. Mesmo trilhando, aos trancos e barrancos, uma jornada incerta, uma coisa fica clara: na vida, há segundas chances.

(Com informações do Webcine e Versilia

Trailer

29 de julho de 2010

Trocando as bolas nas redes sociais

Somos seres pensantes na frente do computador e fora dele também, mas proponho uma reflexão: o que determina o meu comportamento: herança genética ou meio social que estamos inseridos? Teremos uma vida dupla : real e/ou virtual igual? 

Será que na hora que lemos este meu arrozoado você está pensando com ser real ou virtual? 

Pressupondo que o comportamento seja o mesmo, vamos a minha questão principal do artigo:  Você acredita que a nossa vida (e nosso comportamento) seja fruto de herança genética ou de meio social?

Mais uma vez coloco-me citando um filme (ou as vezes um livro) para ilustrar melhor a minha idéia. O filme em questão é Trocando as bolas (1983) (no original Trading Places), que conta com Eddie Murphy no seu segundo trabalho no cinema e com Dan Aykroyd estreando, sinopse abaixo:

Um milionário acredita que é possível transformar um pilantra qualquer num executivo de sucesso, e, também, ser possível transformar um executivo de sucesso num zé-ninguém. Como seu irmão duvida, eles fazem uma aposta de um dólar e armam uma brincadeira para ver quem está certo. Pra começar, dão um jeito de fazer com que o executivo Louis Winthorpe III (Dan Aykroyd) seja tido como ladrão, perca o emprego, a casa e a namorada. Já o pilantra pé-rapado Billy Ray (Eddie Murphy) ganha um bom emprego e uma boa vida. Mas as duas "cobaias" descobrem a bricadeira e se unem para dar o troco aos dois milionários. 

Não quero aqui fazer apologia a uma idéia ou outra, mas colocando que não necessiamente teríamos que acreditar em uma hipótese  ou na outra, até por somos seres globais de influências repetidas no dia a dia.

Gostaria de citar uma personalidade brasileira a quem devemos a salvação de várias pessoas picadas (ou mordidas) por animais peçonhentos : Vital Brasil

Este mineiro da cidade de Campanha estudou medicina na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em meio a grandes dificuldades financeiras, vindo a formar-se com brilhantismo em 1891. Retornando a São Paulo clinicou em várias cidades do interior do Estado. Presenciou durante essa época a morte de várias pessoas mordidas por serpentes, principalmente lavradores.

Vital Brazil é mundialmente conhecido pela descoberta da especificidade do soro antiofídico, dos soros específicos contra picadas de aranha, do soro antitetânico e antidiftérico e do tratamento para picada de escorpião. 

Então reflita comigo: herança genética ou meio social? Agora é contigo..
Se você é real na frente do pc ou fora dele, pode achar estranho.. mas o bullying virtual, comportamentos agressivos e libidinosos estão presentes na índole da pessoa ou faz apenas parte de um ser virtual, imaginário que se insere por causa do anonimato.

Te esconde atrás de um nick (apelido) e com ele autorizas comportamento típicos de um ogro, colocando para fora tudo aquilo que o real (persona) não aceita ou não quer dar visibilidade no meio social inserido?

Verdade ou mito, quem é você? O que você gera ou informa para aqueles que convivem com você. Aqui encerro, não a opinião, mas o artigo, já que por vasto, não para comentar em apenas um artigo.

26 de julho de 2010

Os miseráveis e as pobres relações sociais

"Não há nada como o sonho para criar o futuro. Utopia hoje, carne e osso amanhã."
Victor Hugo
  
Andando pelas grandes cidades (ou em algumas pequenas também) notamos a ocorrência de vários tipos de caos sociais, vítimas de uma falência (não nova) em nossa sociedade. Talvez o que mais agrida nossa visão e principalmente nossa percepção seja a quantidade e qualidade da vida de pessoas sem teto, muitas vezes chamados de "mendigos".
Van Gogh Museum - Paul Gauguin - Self-portrait...
Image by MicheleLovesArt via Flickr

Estes acontecimentos não são novos, e já rendeu uma obra magistral como "Os Miseráveis" de Victor Hugo foi escrito em 1862 e é uma narração de caráter social em que o misticismo, a fantasia e a denúncia das injustiças formam uma trama complexa, onde descreve vividamente, ao tempo de condenação, a injustiça social da França do século XIX. 

O romance conta a triste história de um homem (Jean Valjean), que, por ver os irmãos passarem fome, rouba um pedaço de pão e é condenado a 5 anos de prisão. Devido às tentativas de fuga e mau comportamento na cadeia, acaba sofrendo outras condenações, pagando 19 anos de reclusão. O livro é uma denúncia contra as injustiças do poder judiciário que vem se repetindo em todas as épocas. Para o autor, o mundo é o terreno onde se defrontam os mitos, o bem e o mal, a bondade e a crueldade.  

Hoje defrontamos com as várias facetas (reais e/ou virtuais) de uma sociedade que se mostra cada vez mais fria e insensíveis a nossas necessidades. Trabalhar para o bem social é um atitudes que muitas vezes rende visibilidade e pouco efeito prático. Lembro-me bem que trabalhando em uma vila carente de minha cidade, com uma sopa comunitária que atingia na época 350 famílias, aquele alimento era um alento para sua fome física, mas longe estava de ajudar na fome social, econômica e psico-emocional.

O mais triste nisto que vejo os nossos governantes gastando muitos recursos em fornecer o peixe. Com esta política assistencialista acabam atrelando os seus suplicantes a necessidade de os seguir para conseguir a sua sobrevivência. 

A dignidade do ser humano fica em segundo plano, muito por ódios e perseguições daqueles excluidos sociais, que a margem da sociedades, mancham de sujeira obras faraônicas e belos monumentos. O cheiro pútrido cobra o preço do descaso, da falta de atenção a necessidades não satisfeitas desta dita "escória" social.

Não queremos nos contaminar em nublar a nossa visão com tantos quadros tristes, por isto é mais fácil "limpar" e os acomodar (ou confinar-los)  em lugares distantes de onde passamos.

E não vamos resolver um problema que é mundial e milenar, apenas querendo "fazer tudo pelo social"  "num país de todos". País de todos? de quem ? Apenas daqueles que pensam como nós, os "amigos" ?

Recomendo que a obra de Victor Hugo não fique só na indicação, no nosso rol de livros lidos ou então de lembrança do imortal escritor francês.

Pensem nisto!!!
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25 de julho de 2010

Jim Parson e o repeteco no Emmy 2010

Jim Parson / Sheldon Cooper's CaricatureImage by seiho via Flickr
Confesso que sou fã de última hora (conheci a série no início do ano) do The Big Bang Theory.  Isto não impediu de ter visto  todos os episódios  (revisto alguns) das três temporadas deste seriado cômico, o segundo em preferencia do público brasileiro (o primeiro é Two and Half Man). Agora um ator que acaba sendo indissociável desta série é Jim Parson, interpretando o hilário Dr. Shledon Cooper. Jim Parsons e Christine Baranski novamente representarão The Big Bang Theory no Emmy Awards. Em 2009 a dupla também concorreu ao Emmy e, infelizmente, não sairam vitoriosos.

Jim Parsons, o Sheldon, concorre na categoria de Melhor Ator em Série de Comédia. Christine Baranski, que interpreta a mãe de Leonard, concorre na categora de Melhor Atriz convidada em Série de Comédia pelo episódio 3x11 - The Maternal Congruence.
 

Os vencedores serão anunciados dia 29 de agosto, na cerimônia do Emmy Awards
2010.


(com informações do blog Big Bang Theory)





23 de julho de 2010

O Bom, o mau e o feio nas redes sociais


O homem é um animal social – Aristóteles


Aristóteles fundamenta a tese que “o homem é um animal social” dizendo que a união entre os homens é natural, porque o homem é um ser naturalmente carente, que necessita de coisas e de outras pessoas para alcançar a sua plenitude. Aristóteles afirma:


“As primeiras uniões entre pessoas, oriundas de uma necessidade natural, são aquelas entre seres incapazes de existir um sem o outro, ou seja, a união da mulher e do homem para perpetuação da espécie (isto não é resultado de uma escolha, mas nas criaturas humanas, tal como no outros animais e nas plantas, há um impulso natural no sentido de querer deixar depois de individuo um outro ser da mesma espécie).” (Política, I, 1252a e 1252b, 13-4)

Negar esta realidade tão bem descrita e fundamentada por Aristóteles, parece ser heresia. 
Robinson crusoe rescues friday-1868
Image via Wikipedia

Nem todos pensam assim

A Vida e as Estranhas Aventuras de Robinson Crusoé (em inglês Robinson Crusoe) é a mais célebre aventura de Daniel Defoe, escrito em 1719.

Defoe inspirou-se na história verídica de um marinheiro escocês, Alexander Selkirk, abandonado, a seu pedido, numa ilha do arquipélago Juan Fernández, onde viveu só de 1704  a 1709. Robinson Crusoe herda desta história o mito da solidão, na medida em que, depois de um naufrágio de que é o único sobrevivente, vive sozinho durante vinte e oito anos, antes de encontrar o personagem Sexta-Feira. O romance simboliza a luta do homem só contra a natureza, a reconstituição dos primeiros rudimentos da civilização humana, testemunhada apenas por uma consciência e dependente de uma energia própria. 

A realidade é que estamos inseridos em grupos sociais desde que nascemos, já que a familia é nosso primeiro meio social que somos inseridos, depois temos a escola, o meio profissional e os grupos de afinidades.

Nem sempre as relações nos grupos sociais são pacificos e por isto o meu título, inspirado no filme de Sérgio Leone (1966), leva-nos acreditar que a história de uma fortuna escondida em uma "mina" de relacionamentos e influências sobre nossos pares. 

Conflitos fazem parte desta convivência as vezes passando do real para o mundo virtual e vice-versa. Pacificação não parece ser palavras que mobilizem muito os seus integrantes, já que uma vez unidos em grupos ou "panelas", procuram defender suas opiniões, alguns com violência, outros com sutileza. 

As regras escritas e "principalmente" as não escritas regulam os relacionamentos entre os grupos, até porque com afinidades não existem regras legais e sim comportamentos tácitos. 

Queremos um objetivo, seja ele qual for e para isto estamos sempre indo em busca dele, cada vez mais. Achar que a idéia de Robinson Crusoé vingue em nosso dias, é no mínimo, ingênuo.

(Com informações da Wikipédia  )

20 de julho de 2010

Educação, o calcanhar de aquiles do desenvolvimento

Western Tech a high school in Toronto, Ontario...Image via Wikipedia
Mais de 24 mil escolas participaram do Enem. Entre as mil piores, mais de 90% são públicas.

O Colégio Estadual Vicente Maia, em São Luis, ficou entre as três menores médias do país. Numa escala que vai até mil, marcou 320 pontos. Alguma surpresa nisto? 

A muito que a educação básica não é prioridade para o governo, em qualquer nivel. 

Falta de condições de infraestrutura, motivação dos professores e remuneração adequada são entraves que emperram nosso desenvolvimento socio-economico.

Sou de opinião que a educação, segurança pública e saúde sejam profissionais que teriam as maiores remunerações para que a justiça social seja feita na base da administração pública. 

Mas no nosso país de faz de conta, alguns politicos semi-alfabetizados e outros que não ligam para o interesse público dirigem os destinos da nossa pujante nação.

Enquanto vibramos com eventos esportivos, nossos estudantes tem condições precárias para sua formação educacional, com pouca ou nenhuma informação reelevante para o destino de seu futuro.

Enquanto a prioridade foram eventos pirotécnicos como copa e olimpiadas, a nossa educação patina e perde competitividade para o mundo globalizado.

19 de julho de 2010

Petrosal e os possiveis riscos ambientais

O Brasil foi destaque com as descobertas de petróleo na camada pré-sal no litoral do sudeste, notícias boas que colocavam-nos com muita ênfase nos países produtores desta importante fonte de energia. 

Durante muito tempo, nenhuma notícia coloca o risco de perigo ambiental decorrente da prospecção do petróleo. Não quero dar uma de alarmista, mas o problema que aconteceu com a British Petroleum não poderia aconteceu aqui?

Olhem só esta reportagem : " Quanto vai custar o desastre de petróleo no Golfo do México? "

Petróleo polui praia em Port Fourchon, Louisiana
A BP está gastando milhões na limpeza de águas e praias e em campanhas de marketing e concordou com a criação de um fundo de 20 bilhões de dólares para ressarcir prejuízos. Se a conta vai parar por aí, ninguém sabe. 

Foi uma declaração delicada a que o presidente da BP América, Lamar McKay, deu em maio passado diante de uma comissão do Congresso dos Estados Unidos: "A BP pagará todos os trabalhos de limpeza que se mostrarem necessários. E iremos, também, honrar todos os pedidos de compensação legítimos."

Nem McKay nem ninguém sabe o quanto isso de fato vai custar. Mesmo que não flua mais uma gota de petróleo no mar do Golfo do México, a região já está contaminada e todas as tentativas de atenuar os impactos causados custarão caro. (Fonte: Deutsche Welle)

Confesso que não estou muito tranquilo com esta notícia e com todos os envolvimentos paralelos que possam ocorrer. Pode ser apenas uma preocupação demasiada minha, decorrência de fato ocorrido nos EUA, tomara que isto seja apenas um fato isolado e que, nunca, possa de fato acontecer aqui, em águas brasileiras, esta tragédia ambiental.

18 de julho de 2010

Conversas de domingo, Voltaire e o embuste

Voltaire, portrait after Nicholas de LargilliereImage via Wikipedia
"Só se servem do pensamento para autorizar as suas injustiças e só empregam as palavras para disfarçar os pensamentos." (Voltaire)

Começar estas conversas de domingo sob a perspectiva de que, em agosto teremos  o famigerado horário eleitoral gratuito, como se não fosse real as palavras de  Voltaire  acima.  


Procuro como cidadão, informar-me sobre toda o transcurso da vida eleitoral dos candidatos, especialmente das candidaturas majoritárias (Presidente, Governador e Senadores) para que, na eleição, não disfarcem suas reais intenções e pensamentos. 

Não adiantam maquiar os rostos, mudando identidade visual e tentando colar em seus atributos, pensamentos induzidos e que possam conquistar corações e mentes. 

Por isto, no espaço que perderemos na TV, já tenho minhas opções, seriados, filmes e documentários. Faço isto porque, uma vez que conheço os candidatos concorrentes na majoritária, já tenho meu voto cristalizado (definido) e nada vai fazer  mudar meu voto, muito menos o horário eleitoral.

Outra expressão de Voltaire acho perfeita : " Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las"

Sim, ela é perfeita, menos para aquele que são donos da "verdade", aqueles que julgam-se  detentores de todo o poder, inclusive sobre o nosso pensamento. 

E usam de toda a violência (fisica, psicológica e emocional) para impor sua truculencia e opinião, ai entra o fundamentalismo. Minha corrente e/ou politica ideológica é a única correta, a minha religião é a única correta. 

Todos trabalhando com a infalibilidade, a politica, economica, religiosa, como se as pessoas fossem infalíveis, procurando aquele que, nos represente a magia da perfeição.

As instituições são imperfeitas exatamente por se conduzidas por pessoas imperfeitas, o que força-nos a cada vez, procurar meios e instrumentos para aperfeiçoar-los é que nos tirou das cavernas, tornou-nos civilizados. 

Ainda existe um longo caminho a percorrer,  para que a civilizações compreendam seus desafios.


(Com informações da WikipédiaPensador.Info )  

16 de julho de 2010

Amor, Casamento , Familia e histórias antigas

Sunflowers in Nova ScotiaImage via Wikipedia
Há mais de 10 anos faço palestra em minha atividade voluntária falando sobre o assunto Amor, Casamento e Familia. A estrutura da minha palestra vem mudando e se estruturando de acordo com o momento atual e platéia em que falo. O momento atual é para falar sobre a nova lei do divórcio, não sou daqueles alarmistas que acham que o casamento vai acabar ou então, criar o casamento "flash" (instântaneos ou momentaneos). 

Certos comportamentos se antecipam as leis e regulamentos, nem sempre  fazendo  que  as leis sejam normatizadores, sendo nestes casos uma adaptação de normas sociais vigentes  que, a  margem fogem aos estatudos legais. Alguns casos chegam a ser hilários, insólitos ou  inadequados, porém não podemos esquecer ou negar sua existência. 

  • Ao proibir os jogos de cassinos, o presidente Dutra queria acabar com os jogos de azar, hoje  o governo patrocina vários jogos de loteria diariamente, com prêmio tentadores, mas  disfarça a realidade com a propaganda de finalidade social.
  • O presidente Janio Quadros proibiu as rinhas de galos, mas elas continuaram firmes, fortes, com inclusive a criação de raças de galos rinheiros em vários lugares do Brasil,  inclusive conheci um destes criadores.
  •  Bingos, nem preciso tecer comentários a respeito, sabemos o quanto está inflitrado na nossa realidade.
Bom, voltemos ao casamento, voltando um pouco na história antiga, na Roma antiga tinham duas formas juridicas perfeitas de realizar a união : o cum manum (ou in manum) e o sine manum

Já o casamento no antigo Egito era um ato do foro privado, a concretização do desejo de viver em conjunto, sem qualquer tipo de enquadramento jurídico e sem necessidade de sanção religiosa.

O casamento na Grécia antiga era geralmente monogâmico, constituindo um assunto do foro privado, sem intervenção da pólis (cidade ou poder público).

Os casamentos medievais estiveram na origem de algumas das atuais tradições ligadas ao casamento. Neste tempo em que a Fé dominava os acontecimentos artísticos, intelectuais, sociais e políticos, o casamento era claramente do domínio da Igreja. 

A maioria das mulheres da nobreza casava antes dos 19 anos, e os seus noivos eram, regra geral, muito mais velhos que elas.

Foi durante a Idade Média que as leis do casamento iniciaram a sua evolução.
 
Em 1076, o Concílio de Westminster decretou que nenhum homem devia entregar a sua filha a alguém sem a bênção de um sacerdote. 

Mais tarde, foi decretado que o casamento não devia ser secreto, mas antes um ato público.
 
No entanto, apenas no século XVI, o Concílio de Trento decretou que o casamento devia ser obrigatoriamente celebrado por um sacerdote.
 
Muitas das vezes o casamento significava a celebração de um contrato entre os noivos, estipulando os direitos de cada um. A herança e a propriedade eram os principais motivos que fundamentavam estes casamentos arranjados.

É claro que também existiam casamentos por amor, mas estes verificavam-se sobretudo entre as classes sociais mais baixas.

Nesta época, a separação dos casais era tolerada e, embora não houvesse divórcio legal, a anulação do casamento era possível, mediante circunstâncias especiais.

Estas pequenas histórias vou contando ao longo da minha palestra que dura de 1h30 a 2h, e todos me perguntam : onde está o amor e a família? invariavelmente respondo : boa pergunta, acho que muitas vezes ausente, cego e egoísta, ele se esconde atrás de uma instituição respeitada, para então tomar forma de extensão individual, tornando o  casamento mero instrumento para satisfação de interesses pessoais ou sociais.

O casamento não vai acabar e nem se banalizar mais do que acontece hoje em dia, apenas pela força da nova lei do divórcio, até porque a lei chega atrazado nos usos e costumes da população brasileira. Mas claro que isto reflete minha opinião, respeitando quem pensar diferente.
 

(com informações da Wikipedia e Mini Web Educação)

15 de julho de 2010

Comportamento social e as fogueiras de hoje, um pouco de história

A cada crime ou noticiário policial amplamente divulgado pela mídia, acaba acontecendo um fenômeno cada vez mais corriqueiro: aglomeração de populares nas delegacias, presídios e lugares onde aconteceram os eventos. 

Até fatos estranhos como uma senhora que viajou mais de 400 km de ônibus só para berrar palavras de ordem contra o casal Nardoni quando de seus depoimentos (na época do indiciamento)  na polícia. 

O que justifica este atos? 

Aproveitei as minhas aulas de sociologia na Faculdade para pesquisar certos tipos de comportamentos similares na nossa história mundial da antiguidade. 

Porta Castello Tower.
Image via Wikipedia
Relembrando comportamentos medievais na época da inquisição, muitas denúncias contra "supostos" bruxos e feiticeiras eram feitos por populares que faziam pré-julgamentos baseados em opiniões pessoais e contra padrões diferentes do comportamentos dos denunciantes.  

Para ilustrar este comportamento vamos transcrever este trecho do site historianet  :

"..... Vejamos o caso de Vincenza Pasini, esposa de mestre Francesco de Giovanni de Montemezzo, idosos proprietários de terras no século XV, na cidade de Vicenza, norte da Itália, não muito distante da Modena de Chiara Signorini, citada por Ginzburg. Segundo registros da época, a Sra. Vincenza levava uma vida simples e honesta, devotada ao Senhor e a Sua Mãe Santíssima, pela qual alimentava uma devoção excepcional: seus dias eram ritmados por muita oração e boas obras; sua freqüência à igreja e às celebrações litúrgicas, e em especial sua caridade para com todos, faziam dela uma verdadeira cristã.

 Em duas ocasiões, 1426 e 1428, com a cidade assolada há anos pela peste, Dona Vicenza teve visões da Virgem Maria, que ameaçava com a continuidade da doença a não ser que se providenciasse a construção de uma igreja em sua homenagem. No mesmo ano de 1428, a construção foi iniciada e, até hoje, o Santuário de Nossa Senhora do Monte Berico recebe, todo primeiro domingo do mês, mais de 30 mil peregrinos.

Quais as diferenças existentes entre as visões da Virgem de Vincenza Pasini, que levaram à construção de uma monumental basílica, e aquelas de Chiara Signorini, que a enviaram para a prisão perpétua? Ambas se encaixam no protótipo da “divindade popular”, que ameaça, pune e agracia, conforme a vontade, necessidade ou súplica de sua interlocutora.

No entanto, longe de serem reconhecidamente uma devota e dedicada esposa de um velho proprietário de terras, a exemplo de Vicenza e Mestre Francesco, Chiara e seu marido são “dois camponeses malvistos, temidos pelos patrões, constantemente despedidos, que se vingam das injustiças de que são vítimas”. Sendo ambas levadas frente a Inquisição, suas condições sociais e a imagem que delas se fazia as precediam.

No caso da pia Vicenza, pouco importava que sua aparição impusesse a construção de uma basílica em sua homenagem, com todo o sofrimento e privações que isso pudesse acarretar, sob a pena da desgraça de toda a comunidade. Aquela que impunha que se prostrassem aos seus pés e a adorassem havia de ser a Virgem Maria. Para a malvista Chiara, entretanto, o ser que exigia a sua adoração por algo muito pequeno (doença e desconforto para a patroa injusta), não poderia ser a Virgem, mas única e exclusivamente o diabo. "       

Independente do julgamento de valor, até porque não entramos em questão jurídicas aqui, vejam quem a população julga antes dos fatos, mandando para fogueira (ou forca) "supostos"  criminosos aos olhos da população.

Conceitos errados na expressão Vox populi, vox dei : A voz do povo [é] a voz de Deus", é um velho provérvio erroneamente atribuído a Guilherme de Malmesbury no século vinte.

Outra referência ao termo é a carta de Alcuin para Charlemagne em 798, embora acredita-se que seu uso tenho sido feito mais tarde. A citação completa de Alcuin:

Nec audiendi qui solent dicere, Vox populi, vox Dei, quum tumultuositas vulgi semper insaniae proxima sit

Tradução para Português:

E essas pessoas não devem ser ouvidas por quem continua dizendo que a voz do povo é a voz de Deus, desde que a devassidão da multidão sempre está muito próxima da loucura

12 de julho de 2010

A dificuldade de ser verdadeiro

Acabou a copa, a Espanha foi campeã, só não achei que seria uma final parecendo um vale tudo, com 47 faltas, 13 cartões amarelos e uma expulsão, a final da Copa reservou momentos de tensão, com lances ríspidos entre holandeses e espanhóis.  Ainda que as jogadas mais feias ficaram só no susto e ninguém se machucou. Confiram a figura abaixo:


Esta voadora do volante holandês De Jong sobre o também volante espanhol Xabi Alonso, fez Felipe Melo parecer ser do jardim de infância. 

No Central da Copa, na Rede Globo, o atacante Ronaldo Nazário disse que cada vez mais fica dificil para os árbitros trabalharem visto o comportamento dos jogadores que simulam faltas, pressionam o juiz e acabam induzindo-os ao erro. 

O pior que acabou a copa, mas agora nas eleições de outubro, muitos politicos também vão querer nos induzir ao erro, simulando que estão a favor do eleitor, defendendo o cidadão.

Só nos cabe, como eleitor, não ser complacente como o juiz da decisão ontem. Na primeira promessa fantasiosa dar cartão vermelho e mandar ele para casa e não para o Congresso, Assembléia e Palácios.

11 de julho de 2010

Conversas de domingo, um pouco de história romana

Este semana foi árida e tensa, notícias dramáticas e macabras abrindo e fechando o noticiário, pensei em mudar o assunto de minhas linhas aqui, falando sobre Julio César, general e estadista romano, logo a imagem de seu assassinato por Brutus, seu filho adotivo repercute. Outra notícia ruim para escrever aqui? Não!!

Melhor pensar nele na divertida história de Asterix e Obelix, os irredutíveis gauleses. Pesquiso daqui e dali para pegar uma divertida história, descubro que Asterix existiu realmente e foi vencido por ... Júlio Cesar.

Conheciam esta história? Eu não, então vou colocar um trechinho que li no blog Fascinante Mundo da História, em seu artigo O verdadeiro Asterix foi derrotado por César :

"O líder histórico dos gauleses que inspirou a criação de Asterix, liderou a resistência contra Roma. Derrotado no campo de batalha, e forçado a se render, sua epopéia foi transformada em mito a serviço do nacionalismo francês. Vercingetorix cruzou a história como um meteoro. Sua principal epopéia durou apenas nove meses do ano de 52 a.C.. Ela foi narrada no último livro de César sobre sua conquista das terras onde hoje existe a França, a Guerra das Gálias. Muitos séculos depois, esse chefe gaulês se transformaria em um mito fundador da história francesa, e depois em ícone mundial, ao servir de inspiração para o personagem de história em quadrinhos Asterix.

Vercingetorix se entregado para César. Os relatos do
imperador romano imortalizaram e enalteceram
seu inimigo. Vercingetorix joga suas armas
aos pés de César, oléo sobre tela, Lionel Noel Royer,
1899, Crozatier, Le Puy-en-Velay.

O historiador latino Florus descreveu o líder gaulês como “aterrorizante por seu aspecto físico, por suas armas e por seu caráter”. Para o grego Dion Cassius era “impressionante por seu tamanho e por suas armas”. Nesses dois retratos estereotipados, reconhecemos o lugar-comum da Antigüidade clássica sobre os gauleses: todos eram grandes e assustadores. E loiros, de pele branca, cabelos longos, bigode, comiam e bebiam muito, enfim, verdadeiros gauleses de quadrinhos! O único que viu Vercingetorix e que poderia fazer uma descrição física apropriada foi César. Mas este preferiu falar sobre seu caráter."

Este trecho que coloquei aqui está no blog citado e é baseado na Revista História Viva. 

 

9 de julho de 2010

Sociopatia, Violência contra a mulher e a plutocracia

Esta semana, nos meus últimos artigos aqui, falei sobre a violência contra a mulher, através da notícia publicada no site da CNN, da condenação à morte, por lapidação, de uma mulher no Irã.  

(Atualização importante da notícia:)  Irã suspende apedrejamento de mulher condenada por adultério

Autoridades do governo iraniano cedem à pressão internacional e cancelam execução de Shakine Mohammadí Ahstiani

Pressionado por instituições de defesa dos direitos humanos, o governo iraniano anunciou, por meio de sua embaixada em Londres, que cancelará o apedrejamento público de Shakine Mohammadí Ahstiani, condenada por adultério. Ainda assim, pesa sobre a mulher uma sentença de execução.

Desde a Revolução Islâmica, em 1979, as leis iranianas advoga que adúlteros devem ser executados por apedrejamento - enterra-se o corpo do condenado até a altura do pescoço, deixando a cabeça à mostra e à mercê das pedras atiradas pelos populares.


Ahstiani havia sido condenada por supostamente manter relações extraconjungais com o assassino do seu marido. Mas o julgamento foi bastante criticado por órgãos internacionais pela insuficiência de provas e pela dificuldade da ré, que é não fluente em persa, em se comunicar com os juízes.
"Jack The Stripper" Shop, Twickenham...
Image by Jim Linwood via Flickr

Enquanto aqui no Brasil, um crime bárbaro, com requintes de crueldade, nos levam a acreditar que foi obra de um sociopata (atualizando o termo antigo psicopata).  Principalmente, leva-me a recordar a história de Jack, o Estripador, tamanha a violência relatada em um depoimento divulgado na imprensa.

Segundo o conceito de transtorno de personalidade sociopata temos que, é um transtorno de personalidade descrito no DSM-IV-TR, caracterizado pelo comportamento impulsivo do indivíduo afetado, desprezo por normas sociais, e indiferença aos direitos e sentimentos dos outros. 

Não raramente os sociopatas têm um comportamento agressivo e indiferente que varia de caloroso para frio ou cruel dependendo de como quiser manipular, inteligência acima da média e possuem uma variedade grande de talentos como escrever e juntar rimas. A maioria dos sociopatas (72%) é do sexo masculino, ao contrário do transtorno de personalidade limítrofe, cujo a maioria dos doentes é do sexo feminino. 

A maioria dessas pessoas tem uma família desestruturada e tiveram uma infância difícil, e quando atingem o fim da adolescência ou início da fase adulta, utilizam comportamento violento como meio de se "vingar" do passado, inconscientemente. Na psicanálise tal comportamento é característico das estruturas ligadas as modalidade de perversão, que diferem das neuroses e das psicoses. 

A psicopatia, bastante próxima do transtorno de personalidade anti-social, em geral, é mais severa que este. Na Classificação Internacional de Doenças, este transtorno é chamado de Transtorno de Personalidade Dissocial (Código: F60.2). Indivíduos com este diagnóstico são usualmente chamados de sociopatas. É uma psicopatia generalizada: aversão de tudo e a todos.
  
Critérios Diagnósticos pelo DSM-IV-TR (Código: 301.7)

A. Um padrão pervasivo de desrespeito e violação aos direitos dos outros, que ocorre desde a adolescência, como indicado por pelo menos três dos seguintes critérios:
  1. Fracasso em conformar-se às normas sociais com relação a comportamentos legais, indicado pela execução repetida de atos que constituem motivo de detenção;
  2. Impulsividade ou fracasso em fazer planos para o futuro;
  3. Irritabilidade e agressividade, indicadas por repetidas lutas corporais ou agressões físicas;
  4. Desrespeito irresponsável pela segurança própria ou alheia;
  5. Irresponsabilidade consistente, indicada por um repetido fracasso em manter um comportamento laboral consistente ou honrar obrigações financeiras;
  6. Ausência de remorso, indicada por indiferença ou racionalização por ter ferido, maltratado ou roubado outra pessoa;
  7. Tendência para enganar, indicada por mentir repetidamente, usar nomes falsos ou ludibriar os outros para obter vantagens pessoais ou prazer;
B. O indivíduo tem no mínimo 18 anos de idade.

C. Existem evidências de Transtorno de Conduta com início antes dos 15 anos de idade.

D. A ocorrência do comportamento antissocial não se dá exclusivamente durante o curso de Esquizofrenia ou Episódio Maníaco.

Importante notar que o termo antissocial, na psiquiatria, não significa (como rotineiramente costuma ser entendido) um tipo de inibição social, timidez ou o facto de ser introvertido/reservado, mas sim, atitudes contrárias às regras da sociedade. Nesse caso de timidez ou ser introvertido ou reservado na psiquiatria contemporânea o termo usado é conduta defensiva.

As características dos sociopatas englobam, principalmente, o desprezo pelas obrigações sociais e a falta de consideração com os sentimentos dos outros. Eles possuem um egocentrismo exageradamente patológico, emoções superficiais, teatrais e falsas, pobre ou nenhum controle da impulsividade, baixa tolerância para frustração, baixo limiar para descarga de agressão, irresponsabilidade, falta de empatia com outros seres humanos, ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento. 

Essas pessoas geralmente são cínicas, manipuladoras, e incapazes de manter uma relação leal e duradoura. Eles mentem exageradamente sem constrangimento ou vergonha, subestimam a insensatez das mentiras, roubam, abusam, trapaceiam, manipulam dolosamente seus familiares e parentes, colocam em risco a vida de outras pessoas e, decididamente, nunca são capazes de se corrigirem. Esse conjunto de caracteres faz com que os sociopatas sejam incapazes de aprender com a punição ou incapazes de modificar suas atitudes. 

Quando os sociopatas descobrem que seu teatro já está descoberto, eles são capazes de darem a falsa impressão de arrependimento, falseiam que mudarão "daqui para a frente", mas nunca serão capazes de suprimir sua índole maldosa. Não obstante eles são artistas na capacidade de disfarçar de forma inteligente suas características de personalidade. Na vida social, o sociopata costuma ter um charme convincente e simpático para as outras pessoas e, não raramente, ele tem uma inteligência normal ou acima da média.

Mas claro que este caso não é único, o mandante (e/ou executores) tem repercussão na plutocracia nacional, pois o personagem principal tem visibilidade por estar em clube popular e com apelo na mídia, então não dá para jogar a "sujeira" debaixo do tapete. Diariamente 10 ou 11 mulheres são mortas com as mesmas caracteristicas deste caso, conforme foi falado no Bom Brasil de hoje (09/07).

Então, para não entregar os dedos, vão-se os anéis e a Polícia investiga o caso mais em evidência, que também tem maior conjunto de indicios e provas. 


7 de julho de 2010

As leis em país com comportamento plutocrata

Gostaria de começar aqui com algumas citações do estadista alemão Otto Von Bismarck [1815-1898]:

"A política não se faz com discursos, festas populares e canções; ela faz-se apenas com sangue e ferro"

"Um grande estado não pode ser governado com base nas opiniões de um partido"

"Praticamente não existe palavra nos dias de hoje que se tenha usado tão mal como a palavra ''livre'' ... Não confio nela porque ninguém quer a liberdade para todos; todos a querem para si" 

"Leis são como salsichas. É melhor não ver como elas são feitas.
"

Confesso que este estadista alemão tem um que de atualidade, já que no nosso glorioso país, tudo é feito a socapa (disfarçadamente) para os reais objetivos não venham a luz do esclarecimento popular : Nosso Brasil brasileiro é um  país plutocraca, sigam-me:

Para melhor compreendermos o que é nosso regime econômico e político, vejamos algumas definições do que vem a ser plutocracia:

1) o poder daqueles que detêm a riqueza;

2) o governo regido pelas classes mais favorecidas economicamente;

3) a influência das elites econômicas no exercício do poder.

O artigo 1º da Constituição Brasileira de 1988, a chamada constituição cidadã, diz: "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos, ou diretamente, nos termos desta constituição".

Vamos ver também a questão dos nossos nobres representantes nos estados e no Congresso Nacional:

- 1ª, nós somos obrigados a votar numa relação de pessoas que se apresentam como candidatos a nossos procuradores, não temos, pois, o direito de livremente escolhê-los;

- 2ª, não é o representado que diz o que deve ser feito, mas, sim, o representante, e, normalmente, o que é feito é alheio aos interesses do representado, do povo trabalhador e explorado.

Então cada vez mais em épocas de eleições, o fervor cívico não me toma, porque sei que não temos uma verdadeira representação popular, sim um grande acordo de grupos politicos querendo assumir o poder, assim podem beneficiar seus principais representantes (e seguidores).

Nenhum presidente, por mais popular que seja, tem força suficiente para preincidir de um acordo politico com o Congresso Nacional e a troca de favores e benesses acabam por tirar todo o encanto que, por ilusão, tivessemos quando da renovação de esperanças.

Sei que um dia eu tive um sonho (parafraseando o genial Martin Luther King) : que nossas leis fossem tão eficientes quanto esta noticia, repercutida em todos veículos de comunicação:

"Lindsay Lohan viola condicional e é condenada a 90 dias de cadeia

Audiência determinou que a atriz desrespeitou os termos de sua condicional e não foi semanalmente à clínica de reabilitação."

Posso dizer o seguinte: tive inveja desta noticia!!! Aqui a realidade é bem diferente, mas fazer o que ? quem sabe um dia copiamos o que eles tem de bom no sistema legal de lá.
  
(Com informações do soartigos.com  e ego)

6 de julho de 2010

Violência contra a mulher, cultura diferente justifica?

Eu não gosto muito do assunto, já que ele me revolta profundamente, fui criado em um ambiente onde o respeito era fundamental, independente de ser homem ou mulher, reverenciava meus parentes mais velhos e um carinho muito grande ainda me é caro com minhas tias, senhoras de uma certa idade.

Agora falar da violência contra a mulher, seja ela física, moral, espiritual ou psicológica revolta qualquer pessoa coerente com seus valores morais. Não gosto da falácia dos extremos, seja ele machismo ou feminismo, lembrar que a mulher já foi tratada (em casos e lugares ainda é) como mercadoria e artigo de segunda classe faz-me duvidar do futuro da humanidade. Getúlio Vargas, presidente (e também ditador) do Brasil deu o direito de a mulher expressar-se politicamente (votar e ser votada) em 1932. Criou-se o Dia Internacional da Mulher para comemorar atos que libertassem o sexo feminino do jugo milenar.

Criou-se a Lei Maria da Penha para colocar um freio nos desmandos (e violências) dos homens contra as mulheres, mas a dura realidade ainda é de que, muitas sem acesso a justiça e segurança acabam perecendo. 

Bom estou falando tudo isto depois que leio no site da CNN : "Ativista dos direitos humanos tenta impedir a morte por apedrejamento para a mulher iraniana.  Um veterano ativista dos direitos humanos iraniano advertiu que Sakineh Mohammadie Ashtiani , mãe de dois filhos , poderia ser apedrejada até a morte a qualquer momento , nos termos de uma sentença de morte proferida por autoridades iranianas. Apenas uma campanha internacional para pressionar o regime de Teerã pode salvar sua vida , de acordo com Mina Ahadi , chefe da Comissão Internacional contra a lapidação e da Pena de Morte"

Respeitando as diferenças culturais que impedem-me de opiniar sobre a cultura religiosa de outro país, porém não acredito que a inteligência suprema do universo, seja lá o nome que tiver : Deus, Alá, Jeová concorde com esta crueldade.

Posso até respeitar outras crenças, mas rituais cruéis contra pessoas não consigo entender, aceitar ou concordar.

5 de julho de 2010

A Ficha Limpa e a fogueira das vaidades

Esta semana vimos alguns recursos de políticos atingidos pela Lei da Ficha Limpa, mesmo que eles estivessem expostos a críticas dos adversários, querem concorrer.

Padre Girolamo Savonarola,
Muitos apostam no esquecimento e/ou falta de memória dos eleitores com os delitos que os incluíram na lista de inelegíveis. São como que imposições que fazem as suas vaidades, impossíveis de reconhecer que o erro julgados por colegiados de juízes afigura-se injusto contra suas pretensões. Vêem ali uma perseguição política, uma fogueira de vaidades de inimigos que os querem destruir, impondo com a proibição, uma prática medieval. 

Medieval ? Sim, o termo “Fogueira das Vaidades” nasceu no dia de Carnaval de 1497, quando os fanáticos seguidores do padre Girolamo Savonarola, (o mesmo que é retratado no livro “A regra de quatro”, de Ian Caldwell), reuniram e queimaram publicamente milhares de objetos em Florença. Entre estes encontravam-se livros, manuscritos de peças musicais, quadros e muitos artigos de luxo como espelhos, cosméticos ou vestuário, mesas de jogo, e outros objetos supostamente pecaminosos a que conseguiram deitar as mãos. Conta-se que terão sido queimadas todas as cópias do Decameron de Bocaccio e das obras de Ovídio que haviam, na época, em Florença e que o próprio Boticelli foi obrigado deitar quadros seus ao fogo.  

Hoje, já não queimamos obras literárias em fogueiras, mas a todo custo, alguns políticos sem escrúpulos tentam (e muitas vezes conseguem) "queimar"  a  reputação de seus adversários. 

Não que eles não tenham algo para ser queimados, mas alguns gostam de esterotipar comportamentos e carreiras.  Talvez por isto que Tom Rolfe em seu livro (excelente por sinal) Fogueira das Vaidades tenha feito tanto sucesso, confira a sinopse:

"Sherman McCoy, um ambicioso corretor de Wall Street, vê sua vida desmoronar após atropelar um rapaz negro. Ele se torna o alvo preferido do oportunismo de políticos, líderes raciais e imprensa. Uma visão cheia de ironia sobre Nova York e seus habitantes, num romance símbolo dos anos 80". 

Vejam bem, Tom Rolfe colocou bem: o oportunismo de políticos, líderes raciais e imprensa.

Quer melhor definição?
Cabe a você, como eleitor, substituir o joio do trigo, comparar curriculos, propostas e tentativas de politicos fazerem política suja.  Você quer iniciativas ou apenas promessas?


1 de julho de 2010

O Código de Platão e a descoberta de pesquisador inglês

Pode até ser coincidência, já que escrevi aqui no blog sobre Platão,  mas vendo ontem o site da BBC Brasil, li esta manchete:  

Pesquisador britânico diz ter desvendado o ‘Código de Platão’

Um pesquisador britânico afirma ter desvendado os segredos ocultos nas obras do filósofo grego Platão, mais de dois mil anos após sua publicação.

A existência de um suposto ‘Código de Platão’, com mensagens ocultas em seus textos, era debatida há tempos por estudiosos da filosofia.

Segundo Jay Kennedy, professor de história da ciência na Universidade de Manchester, sua descoberta tem o potencial de revolucionar o entendimento da história da origem do pensamento ocidental.

Segundo ele, Platão utilizaria um padrão regular de símbolos, herdados dos antigos seguidores do filósofo e matemático Pitágoras, para dar aos seus livros uma estrutura musical.

Um século antes de Platão, Pitágoras declarou que os planetas e as estrelas produziam uma música inaudível, chamada por ele de “harmonia das esferas”. Platão teria seguido essa ideia em seus escritos, segundo Kennedy.

A noticia completa você lê aqui