28 de abril de 2010

A Politica, Lorenzo de Medici e a conspiração Pazzi

Acabei de ver o excelente documentário do The History Channel : Conspiração Pazzi. Trata-se um estudo do Doutor em História Marcello Simonetta da Wesleyan University, Middleton,USA.  

Narra uma conspiração para assassinar os irmãos Medici, Lorenzo e Giuliano. Mas quem eram estes irmãos pelos quais foram decretado uma sentença de morte? Pertencente a uma riquíssima família de banqueiros, exerceram o governo da cidade (1453-1492), inicialmente  Lorenzo em conjunto com o irmão, Giuliano, e depois sozinho após o assassinato do irmão (1478), até morrer. 

Mas vamos a conspiração dos Pazzi (1478), banqueiros rivais dos Medici, que contavam com a proteção do pontífice Sisto IV. Os Pazzi, com a cumplicidade do arcebispo de Florença, decidiram assassinar os irmãos governantes na catedral metropolitana. Giuliano perdeu a vida no atentado, porém Lorenzo conseguiu salvar-se, refugiado na sacristia. Imediatamente depois de sufocada a rebelião, o arcebispo foi dependurado de uma das janelas do Palazzo Vecchio, ainda vestido com suas roupas cerimoniais, enquanto os demais conspiradores foram agarrados pela multidão e esquartejados. Sufocando a rebelião, após conseguir o apoio do Rei de Nápoles, Fernando I, governou como um déspota esclarecido.

Cognominado como o Magnífico casou com uma Orsini, de família pertencente à nobreza romana, casou sua irmã Madalena a um filho do papa Inocêncio VIII e conseguiu que seu filho Giovanni fosse nomeado cardeal, ficou famoso pelas legendárias festas, torneios e carnavais além de promoveu o esplendor artístico da cidade. Promotor da histórica explosão cultural, econômica e científica da cidade, sua corte ficou famosa pelos sábios e artistas que acolheu e que foram mantidos às expensas do príncipe, a exemplo do humanista Giovanni Pico della Mirandola, o poeta Angelo Poliziano e os pintores Leonardo da Vinci e Sandro Botticelli, entre muitos outros. Nos jardins de São Marcos, abriu uma escola de escultura onde o jovem Michelangelo Buonarroti fez sua aprendizagem, e morreu em Careggi (fonte: DEC/UFCG

Uma das suas filhas, Catarina, casou com Henrique II, rei da França, e ficou tristemente célebre pela Noite de São Bartolomeu, que em outro artigo falaremos.

Se interessou pela história da conspiração da Conspiração Pazzi? Ainda não ? Ou quer mais informações, veja nesta resenha do livro "A Conspiração Contra o Médici - Arte e Traição do Domo de Florença à Capela Sistina", do autor Marcello Simonetta, editora Record, publicada no Jornal Correio do Povo / POA :  O professor de História e Literatura revela os bastidores de uma trama, em plena Renascença italiana, que culminou no célebre atentado a uma das mais importantes dinastias da época, os Médici, poderosa família de mecenas, poetas, políticos, príncipes, mercadores e papas, No dia 26 de abril de 1478, Giuliano e o irmão Lourenço, líderes da cidade-estado, sofreram um ataque que resultou na morte do primeiro e em graves ferimentos no segundo. Lourenço acabou se tornando uma das principais figuras da Renascença. O ataque gerou violenta reação da plebe local, fiel aos Médici e ficou conhecido como a Conspiração Pazzi, mas sempre restaram dúvidas sobre quem teria orquestrado o crime. Simonetta revela que o Duque Montefeltro, melhor amigo de Lourenço, teria conspirado com o Papa que queria um líder florentino mais influenciável.

Imaginou que a Renacença foi apenas uma época de luzes? Pois é, eu também achava, mas foi uma época de guerras, intrigas, jogos políticos. Nada muito diferente de nossos dias atuais.

25 de abril de 2010

Aquisição do conhecimento, uma palavra nunca é demais

Eu considero a aquisição do conhecimento um processo muito individual, quase íntimo, alguns não vai adquirir conhecimentos, seja por vontade própria ou por despreparo dos agentes públicos, inertes em oferecer políticas educacionais que façam a correta inclusão no mundo do conhecimento, seja ele alfabetizando com qualidade, respeito e cidadania. Pude observar isto com minha formação, feito no ensino fundamental (antigo primário/ginásio) e médio em um colégio luterano, de rígida disciplina. Lá aprendi um novo universo, a leitura de livros,  um novo local ,a biblioteca. 

As escolhas são nossas, perante as opções oferecidas, eu virei um amante dos livros, da boa música e dos bons filmes. Não entro no critério do que acho boa música e bons filmes, afinal são minhas definições. Então vou colocar aqui um assunto que já reparti com alguns amigos e hoje amplio neste espaço: a Cultura Celta.

Para quem quiser se aprofundar mais nesta cultura, recomendo uma visita a blog Celtas Today de quem sou visitante assíduo. Ontem terminei de assistir o excelente documentário da BBC "Em Busca de Mitos e Heróis - Rei Arthur (In Search Myths Heroes - King Arthur (no original) " , segundo o resumo do episódio:

Todo ano, na Cornualha, reúnem-se para comemorar a última batalha do maior de todos os heróis britânicos. As histórias de Artur tem de tudo, amor e coragem, traição, e busca espiritual maior. Esta é a busca da Lenda do rei Artur, uma viagem sobre a Grã-Bretanha, Celta, França e Irlanda. É uma história de alquimia antiga e misticismo medieval. A história da idade dourada perdida, que um dia voltará. E, mais que isso, a história de Artur, como os poetas celtas diziam, era a "substância da Grã-Bretanha."

Para complementar meu artigo, vai aqui uma música da Loreena McKennitt: The Lady of Shalott (legendado em português)


22 de abril de 2010

Responsabilidade do agente publico, um exemplo

A cidade de Porto Alegre/RS sofre, como toda cidade, acontecimentos que são rotina, passando por isto desapercebidos, poderiam simplesmente ser mais um triste relato de uma morte acontecida por enganos no serviço público.  Estou falando do estudante Valtair Jardim de Oliveira, que morreu devido a um choque em uma parada de ônibus, causado por uma pane na instalação elétrica de um poste de iluminação junto a parada, um fio elétrico acabou energizando as chapas metálicas da parada. 

A diferença no caso foi que o prefeito da cidade não se furtou a responsabilidade: José Fortunati assumiu a responsabilidade da prefeitura na manutenção das paradas de ônibus. Ele destacou que a prefeitura não foge da sua responsabilidade, mas que não estava acusando ou culpando alguém.  Para ele, o interesse é descobrir a verdadeira causa da descarga e prevenir outras tragédias. 

O que isto muda, objetivamente? Nada, afinal a tragédia já aconteceu, porém o agente público assumiu a responsabilidade, não fugiu, não se omitiu e principalmente não colocou a culpa em fatores climáticos ou em causas desconhecidas. Se assim fosse, os "santos"  teriam muito que explicar: São Paulo, São Pedro e São Sebastião teriam muita "culpa" no cartório pelas chuvas em excesso, pelas tragédias em lixões e pela incompetência de gestões na cidades e estados que são padroeiros.

E a questão dos "raios" que provocaram o apagão no ano passado? Bom acho que a culpa é de Thor, o Deus do Trovão na mitologia nórdica, mas acho que "ele" não dá expediente no Brasil.

15 de abril de 2010

Moral, ética e o exemplo

Em um país em se discute muito moral e ética nos dias atuais, recebi por e-mail esta história que transcrevo abaixo:

Em 1966 o presidente Castello Branco leu nos jornais que seu irmão, funcionário com cargo na Receita Federal,ganhara um carro Aero-Willys*, agradecimento dos colegas funcionários pela ajuda que dera na lei que organizava a carreira.

O presidente telefonou mandando que ele devolvesse o carro.

O irmão argumentou que se devolvesse ficaria desmoralizado em seu cargo.
 
O presidente Castelo Branco interrompeu- o dizendo:
 
"Meu irmão, afastado do cargo você já está. Estou decidindo agora se você vai preso ou não"


* Para que ainda não era nascido naquela época, o Aero-Willys foi um luxuoso automóvel lançado no Brasil em 1960, fabricado pela Willys Overland dos EUA, com os componentes mecânicos dos Jeep Willys.

13 de abril de 2010

Calamidade, politica e atitudes

Foto BBC/AFP
Após as tragédias das zonas de risco no estado do Rio de Janeiro, o governo decidiu retirar moradores das encostas e morros. Agiu agora com rapidez que deveria ter tido antes, atitude que poderia ter preservado a vida de mais de 200 pessoas, este problema não é exclusivo do Rio e muito menos do Brasil, o que diferencia é o comportamento dos governos. Vejamos duas situações semelhantes ocorridas na França e Estados Unidos.

No estado de Rhode Island, pequeno estado dos EUA, fica a três horas de Nova York, no nordeste dos Estados Unidos, praticamente espremido entre o oceano, lagos e rios, teve a pior tempestade em 40 anos, a chuva forte chegou de repente como no Rio de Janeiro, mas ninguém morreu. 

Em um determinado ponto, a água do rio subiu mais de três metros. E chegou com tanta violência que acabou derrubando uma ponte. Foi tudo arrastado pela correnteza.

Sorte é que os moradores do asilo que fica na beira do rio tinham sido obrigados a sair. 

Sorte?

Mais de duas mil famílias receberam ordens para sair às pressas.

O cartaz na porta não é aviso, é uma ordem: proibido viver nesta casa.

Depois de chuvas tão violentas e de uma enchente histórica, não há sequer um único registro de morte na região. A geografia certamente ajuda, as cidades não têm montanhas, são planas, e por isso também não houve nenhum deslizamento de terra. Mas há ainda outros motivos para que a fúria da natureza não se tornasse uma tragédia muito maior.

Em 122 centros, meteorologistas passam os dias monitorando os céus dos Estados Unidos.

Foram eles que, cinco dias antes da tragédia, deram o primeiro alerta.

Depois, o hidrologista Ed Capone percebeu que o nível dos rios subia com uma rapidez que em 30 anos de experiência ele jamais tinha visto.

E dois dias antes da enchente, num domingo, Capone convocou uma teleconferência de emergência com o governador do estado.

"Eu disse ao governador que estávamos convencidos de que haveria uma enchente histórica. Disse a ele que era preciso começar um processo de evacuação porque muitas casas seriam atingidas", diz Capone.

As informações chegam de 14 satélites, mais de 600 radares e oito mil medidores terrestres.

Equipamentos são capazes de prever com exatidão onde vão ocorrer as "tempestades-relâmpago".

Um volume de chuva brutal que em menos de seis horas provoca grandes enchentes.

Segundo Capone, as previsões têm 90% de acerto. O alerta geral é feito 48 horas antes. Mas só se sabe o lugar exato de tempestades-relâmpago como as do Rio de Janeiro, 65 minutos antes.

(Fonte: Programa Fantástico / Rede Globo)  

Viram a diferença ? O investimento em tecnologia de radares metereológicos preveniu uma catástrofe com uma cidade, resguardando a vida em detrimento do patrimônio das pessoas. A atitude de governos utilizando recursos públicos para beneficiar a população, evitando a retórica populista.

Vamos para o caso francês, em que o furacão Xynthia causou 51 mortes, o governo do Presidente Nicolau Sarkozy mandou remover mais de 1,5 mil famílias que estavam numa área de risco. A decisão foi tomada após um relatório de técnicos e políticos. Seguradoras privadas pagaram as indenizações. A polícia francesa trouxe o aviso que arrancou lágrimas dos moradores: as 1.510 casas em áreas de risco serão demolidas.

O governo da França tomou a decisão depois de receber o relatório de uma comissão mista formada por técnicos e políticos. A comissão identifica construções perigosas, avalia os riscos e aponta a solução.

"A ordem é para ser cumprida", diz o prefeito de Aiguillon, uma das cidades da costa francesa mais atingidas pelo Furacão Xinthia, que varreu o continente europeu no fim de fevereiro. Passeatas, greves de fome e até a ameaça de invadir prédios públicos, nada disso adiantou. O presidente Nicolas Sarkozy disse que acima do desejo natural dos moradores de ficarem em suas casas, está o dever do estado de protegê-los a qualquer custo. 


Por isto cada vez mais penso que um governo é feito muito menos de discursos, mais de atitudes, se isto afeta ou não a populariedade de um governante, não interessa, os governantes vão e vem, as pessoas tem suas vidas (e suas mortes) marcadas para sempre.

9 de abril de 2010

Educação, lixo e politica

Voltamos para falar do lixo, da educação e da política, tudo se encaixa como se você um, são coexistentes. Por que lixo é resto de consumo da sociedade, seja a atividade que for, educação é ter consciência que o lixo tem que ser tratado, separado e coletado em locais específico, não jogando no chão, nas estradas, terrenos baldios. É efetuando a separação para reciclagem e reaproveitamento que estaremos dando uma correta destinação para este grave problema ambiental.

Se você não acha importante, esta semana foi demonstrado que lixo mata e não é mera preocupação de ambientalistas, situação já denunciada várias vezes na imprensa. A diferença entre um aterro sanitário e um lixão clandestino foi a tragédia ocorrida em Niterói, onde um deles, desativado há mais de 20 anos, foi ocupado irregularmente, urbanizado pela prefeitura (instalando lá água e luz), o resultado está ai, centenas de desaparecidos no meio da lama e do lixo. 

Engenheiros sanitaristas já tinham alertado que aquele local era impróprio para as moradias, mas nenhuma ação ou politica de reacomodação das pessoas foi efetivado pelos politicos locais. Talvez isto não os qualificaria para conseguir o apoio e voto daquela população, hoje chorando os mortos e desaparecidos. 

Enquanto isto em um bairro de Tóquio recicla quase 100% do lixo é algo meio futurista. O que está dentro das nossas possibilidades é tratar melhor o lixo. O lixo não tratado mata. Lixo separado, bem tratado, vira energia e matéria-prima. Isso o Brasil pode fazer.

Mas somente se  uma lei de resíduos sólidos no Congresso  que há 19 anos "dorme"  nas gavetas for aprovada, essa lei estabelece formas de tratar o lixo.

Vejam o vídeo do programa Bom Dia Brasil sobre o bairro de Tóquio que recicla quase 100% do seu lixo, contando inclusive com o testemunho de um brasileiro lá residente.

8 de abril de 2010

Campanha Meritória do GRAACC - Doe seu site

Campanha do GRAACC - Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer pede a divulgação e o primeiro acesso ao seu site / blog para a campanha desenvolvida pela Ogilvy para o GRAACC no Dia Mundial de Combate ao Câncer. A transcrição da campanha é a seguinte:

A Ogilvy Brasil convida empresas, internautas e blogueiros a doar a URL de seus endereços eletrônicos para o GRAACC no próximo dia 8 de abril, dia Mundial de Combate ao Câncer. A ação foi idealizada pela própria agência, que atende a instituição desde 2002 e que também doará o seu site. O objetivo é gerar tráfego para a home page do GRAACC e conquistar novos doadores, fortalecendo o trabalho de combate ao câncer infantil. Para doar, basta acessar www.doeseusite.com.br.

A doação, válida somente no dia 8 de abril, consiste em redirecionar automaticamente os visitantes do site da empresa parceira para www.graacc.org.br . Na home do GRAACC, um destaque explica que a empresa doou seu site para o GRAACC divulgar o Dia Mundial de Combate ao Câncer e convida o internauta a contribuir com o trabalho da instituição. Também pede que o usuário faça uma doação para ajudar no tratamento de mais de 2,5 mil crianças e adolescentes (botão rosa) que são atendidos pelo GRAACC mensalmente.

O redirecionamento é programado para acontecer apenas na primeira vez que o usuário tenta acessar o site da empresa doadora. Internautas e blogueiros também podem participar. Basta acessar a landing page da ação e cadastrar a URL de seus sites e blogs. Após o cadastro, o JavaScript é automaticamente gerado. O blogueiro precisa somente copiar e colar a linha de código em seu blog. O mesmo deve fazer quem possui site.

Eu estou participando com meus blogs, além do Blog do Pharis, o RS em Foco também está participando. Abaixo coloco um dos vídeos veiculados no site do GRAAC (Deixe esta causa te abraçar) .

5 de abril de 2010

Educação e infância jogados no lixo

Foto: Rodrigo Petterson/AE
O Bom Dia Brasil hoje tocou em um assunto que longe de ser glamuroso, enfoca a cruel realidade dos nossos dias. Em dias que se combate o desperdício na alimentação, combate a obesidade, a infância acaba em meio a lixões e convive desde o nascimento com a triste falta de esperança de dias melhores. Alguns trechos da matéria são de entristecer qualquer pessoa mesmo aquelas que não se surpreendem mais com as cenas do cotidiano de uma grande cidade. 

"Renata (21 anos, 3 filhos, grávida de 2 meses do quarto) tem pressa. A concorrência de catadores em Arco Verde, no sertão de Pernambuco, é grande. Ela não para nem para amamentar a bebê.

Maria (4 anos, a filha mais velha de Renata) também trabalha. A menina aprendeu muito cedo a revirar os sacos de lixo à procura do que precisa. A comida que a pequena catadora encontra logo é divida com os irmãos.

“Elas começam a comer, gostam. A gente é acostumada assim. Muita coisa que a gente acha no lixo as crianças comem. Elas são muito novinhas, mas a gente só pode criar assim, não tenho com quem deixar, tenho que levar para onde for”, conforma-se Renata.
 

Esta realidade infelizmente é um aspecto mostrado no premiado curta de Jorge Furtado, Ilha das Flores, para quem não viu o curta, estou o colocando abaixo (ele tem 10m28s). O Ano é 1989, o local é uma das ilhas do Rio Guaíba, em Porto Alegre, agora é 2010, o local é  Arco Verde, sertão de Pernambuco. Nestes 21 anos nada mudou, mata-se a infância e a vida de Renatas e Marias.

1 de abril de 2010

Educação medieval, o bufão e falta de modos

Aqueles que me conhecem sabem que gosto de história medieval.  Este período de mil anos, que compreende do século V com as invasões bárbaras ao Império Romano do Ocidental até o século XV, com a retomada comercial e o renascimento urbano, transforma-se no minha motivação para escrever o presente artigo. 

Falarei mais especificamente na figura do bufão, que segundo a Wikipédia era o nome pelo qual era chamado o "funcionário" da monarquia encarregado de entreter o reis e rainha e fazê-los rirem. Muitas vezes eram as únicas pessoas que podiam criticar o rei sem correr riscos.O bufão teve origem no Império Bizantino. No fim das Cruzadas, tornou-se figura comum nas cortes européias, e seu desaparecimento ocorreu durante o século XVII. Vestia uniformes espalhafatosos, com muitas cores e chapéus bizarros com guizos amarrados.

No nosso mundo digital não é raro encontrar-los, são aqueles que vivem fazendo piadas inconvenientes, comportamentos toscos e atitudes de puro deboche, querem aparentar bom humor, mas acabam sendo, na realidade, pessoas que escondendo seus problemas, tentam desqualificar opiniões e comportamentos de terceiros. 

Por isto apenas tenho a dizer aos bufões do mundo digital:  a vocês é reservado o mundo do Coringa, o eterno adversário (inimigo) do Batman, não existe ninguém que vive sorrindo a todo o momento, podendo ser portador de sérios problemas mentais, (já falei sobre isto no artigo Comportamentos Histriônicos na Blogosfera ) está sempre desconectado da realidade, vive em um mundo imaginário. Ele até pintou um sorriso no rosto para enganar as pessoas. Seu sorriso é artificial. É pintado e não verdadeiro. É forçado e não natural.

Frases de efeito dos bufões assim como o sorriso do Coringa, são falsas e artificiais.  Então simplesmente ignore quando ele tentar desconsiderar seus textos, suas opiniões e seu comportamento, a eles é dado a superficialidade e a você a realidade.