30 de março de 2010

Construindo Pontes

Vou utilizar a metáfora do Construindo Pontes para começar este artigo, "Certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro."  Pois bem vamos transportar para a vida digital, utilizando exemplo das redes sociais e outras ferramentas que nos conectam na internet.

A não ser que você seja alguém famoso em sua área de atuação, você vai  precisar  no  início  construir uma imagem, um produto ou uma relevância que mostra quem é você, mesmo que digitalmente, mas isto por si só não basta, como disse ser famoso ou relevante eva tempo, muito tempo. Claro que você quer compartilhar suas idéias, pensamentos e ações com as pessoas, o mais certo seria procurar criar grupos de relação antes de "forçar a barra" e ficar com aquela impressão: eu quero o comentário das pessoas, mas eu próprio não comentada nada fora em sites, blogs ou redes sociais do outros. Mas o que você tem a oferecer, que valha a visita aos seus endereços virtuais?
É muito chato você querer ser relevante ou apenas visível se não compartilhamos e colabora mos com as pessoas que estão com os mesmos objetivos que almejas.

Naquela posição egoística de que eu sigo quem me segue, comento só nos locais de pessoas que comentam nos meus espaços. Descobrimos a duras penas que a teia mundial tem lugar para todos os tipos de comportamento, mas os colaborativos são muito mais representativos que os "chorões", "gritões" e similares. Afinal, quem constroi pontes, fica emocionado com o retorno de seus esforços em fazer seu "mundo" melhor.

E você, o que está esperando para construir novas pontes por ai? Vamos lá, se precisar eu ajudo.

26 de março de 2010

Entendendo a Esquizofrenia na vida real e no cinema

Estas duas últimas semanas foram intensas no noticiário, assassinato do cartunista Glauco e seu filho Raoni, além do julgamento dos suspeitos pelo assassinato da Isabela Nardoni. Antes do julgamento estavam falando muito sobre os transtornos de Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, possível portador de um transtorno psiquiátrico denominado Esquizofrenia.Fui pesquisar mais sobre assunto, além de falar com uma amiga minha, especialista em Saúde Mental, os conceitos aqui transcritos são do site Entendendo a Esquizofrenia :

A esquizofrenia é um dos principais transtornos mentais e acomete 1% da população em idade jovem, entre os 15 e os 35 anos de idade. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é a terceira causa de perda da qualidade de vida entre os 15 e 44 anos, considerando-se todas as doenças. Apesar do impacto social, a esquizofrenia ainda é uma doença pouco conhecida pela sociedade, sempre cercada de muitos tabus e preconceitos. Crenças como “as pessoas com esquizofrenia são violentas e imprevisíveis”, “elas são culpadas pela doença”, “elas têm dupla personalidade”, “elas precisam permanecer internadas” são fruto do desconhecimento e do preconceito.   

A esquizofrenia caracteriza-se por uma grave desestruturação psíquica, em que a pessoa perde a capacidade de integrar suas emoções e sentimentos com seus pensamentos, podendo apresentar crenças irreais (delírios), percepções falsas do ambiente (alucinações) e comportamentos que revelam a perda do juízo crítico. A doença produz também dificuldades sociais, como as relacionadas ao trabalho e relacionamento, com a interrupção das atividades produtivas da pessoa. O tratamento envolve medicamentos, psicoterapia, terapias ocupacionais e conscientização da família, que absorve a maior parte das tensões geradas pela doença. A esquizofrenia não tem cura, mas com o tratamento adequado a pessoa pode se recuperar e voltar a viver uma vida normal.

Este tema já amplamente filmado, compilei duas obras (inclusive oscarizadas) que já falaram sobre o assuntos.

Shine - Brilhante

Título original: Shine 
Direção: Scott Hicks
Elenco: Geoffrey Rush (vencedor do Oscar de melhor ator em 1996), Lynn Redgrave, Noah Taylor.
Ano: 1996
 
Sinopse:

Aclamado pela crítica mundial e vencedor de vários prêmios, incluindo o Oscar de Melhor Ator para Geoffrey Rush, em 1996, Shine – Brilhante é inspirado na história verídica de um menino prodígio australiano, David Helfgott. Quando David é aceito numa prestigiada academia de música em Londres, ele sai de seu ambiente opressor e segue sua paixão pela música clássica. Mas, a rejeição de seu pai e pressão para que domine com perfeição os concertos, o levam ao desequilíbrio mental. Somente o amor da única mulher que o compreende (Lynn Redgrave) pode ajudá-lo a se readaptar à sociedade e a compartilhar seu talento musical com o resto do mundo. Uma celebração do espírito humano e da força redentora do amor.

Fique de olho:

  • David sofre de esquizofrenia hebefrênica (desorganizada). Seu comportamento é desorganizado, bem como seu pensamento. Suas idéias, embora tenham sentido com suas angústias e sua história de vida, soam às vezes incompreensíveis.
  • O ambiente familiar é opressor e autoritário. O pai é muito severo e sua mãe submissa, mal aparece no filme.
  • O alto nível de pressão e exigência na busca da perfeição, em uma das peças mais difíceis de serem tocadas (Rachmaninoff), precipita seu adoecimento.
  • Ao longo da hospitalização podemos notar um David mais desorganizado e alienado, acostumado à rotina do hospital. Depois que conhece a professora de piano e que volta a tocá-lo, vemos aos poucos sua recuperação, até que consegue, apesar de sua doença, fazer sucesso e encantar a todos com seu talento.
  • Um ambiente compreensivo, acolhedor e dedicado aliado ao amor de sua esposa foram decisivos para sua recuperação e a retomada de sua vitalidade. 

 
Uma Mente Brilhante

Título original: A Beautiful Mind 

Direção: Ron Howard
Elenco: Russell Crowe, Ed Harris, Jennifer Connelly
Ano: 2001
 
Sinopse:

Vencedor de quarto Oscar, incluindo Melhor Filme, Uma Mente Brilhante é dirigido pelo vencedor do Oscar Ron Howard e produzido pelo seu parceiro de longa data, o vencedor do Oscar Brian Grazer. Uma Mente Brilhante traz Russell Crowe em uma impressionante atuação como o brilhante matemático John Nash, prestes a obter o reconhecimento internacional quando é envolvido numa misteriosa conspiração. Agora, apenas sua devota esposa (a vencedora do Oscar Jennifer Connelly) pode ajudá-lo nesta emocionante história de coragem, paixão e triunfo.

Fique de olho:

  • John Nash tem esquizofrenia paranóide. O filme mostra o desenvolvimento de sua doença desde a época de faculdade. Sua timidez excessiva, a dificuldade de interação e comunicação social e alguns tiques motores são características precoces do transtorno, que ocorriam muito tempo antes do desencadeamento dos primeiros sintomas psicóticos.
  • O espectador é surpreendido pelos delírios e alucinações de Nash no meio do filme, quando ele é hospitalizado. É difícil perceber antes que parte da trama é criação da sua mente.
  • O filme mostra também o poder do delírio e da alucinação. São tão reais para Nash como para o espectador, que assiste às fantasias com a mesma vivacidade que a realidade. A única diferença é que as alucinações e delírios só interagem com ele e mais ninguém no filme.
  • O filme mostra como é difícil a aceitação da doença por parte de Nash e sua família, representada pela esposa, o que culmina numa recaída.
  • A recuperação de Nash, com seu retorno à faculdade onde lecionava antes de adoecer, só é possível quando ele aceita a doença e passa a compreendê-la, confrontando suas fantasias com a realidade. O apoio de sua esposa foi fundamental para que isso acontecesse.

 

22 de março de 2010

Embustes nos tratamentos ortomoleculares

Não tenho muito o costume de assistir o programa Fantástico da Rede Globo. Mas ontem tinha uma reportagem sobre atendimentos em clinicas de medicina ortomolecular. Chamada era bem sugestitiva: "São testes proibidos, diagnósticos errados, tratamentos perigosos, falsas garantias de emagrecimento e rejuvenescimento. Um escândalo. Nas quatro clínicas visitadas, a produtora do Fantástico contou uma história parecida: “Desânimo, queda de cabelo, problema de memória, dormindo mal, eu tive depressão”, Sintomas iguais, diagnósticos diferentes".  

Li depois a resenha no site do programa e fiquei pensando: "Este é mais um dos embustes do Século XXI, prometendo curas milagrosas. emagrecimento, resolução de problemas diversos". O mais incrível de tudo isto é que todas as técnicas utilizavam uma gota de sangue do dedo. Só que o teste não tem comprovação científica e é vetado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Os diagnósticos mais desencontrados, legitimos "chutes". Especialistas ouvidos pelo programa, reprovaram as técnicas, diagnósticos e remédios receitados. Depois de tudo isto palavras mágicas como antioxidantes e radicais livres foram utilizados em grande quantidade, todas com conceitos errados, segundo o hematologista Daniel Tabak.

Essa é a mensagem que, na verdade, tem sido transmitida pela comunidade médica e pela comunidade de químicos e bioquímicos que trabalham com radicais livres: consumam legumes, frutas e verduras”, diz o professor Etelvino Bechara. 

Então acompanhem a dica dos médicos, comam muita verdura (eu gosto preferencialmente das de folhas verdes), frutas (ai gosto de todas), legumes (todos). Afinal sempre faz bem para nossa saúde, a natureza sempre nos municiou com este arsenal natural de reposições nutritivas.  

(Com informações do programa Fantástico/Rede Globo)

A Fábula da Galinha - Little Red Hen

The Little Red Hen é um velho conto popular, o mais provável que seja origem russa. A versão mais conhecida nos Estados Unidos é que, popularizada por Little Golden Books, uma série de livros para crianças publicado para o mercado de massa desde os anos 1940. A história é aplicada em crianças ensinando as virtudes do ética de trabalho e iniciativa pessoal. É tão conhecida que é freqüentemente reescrita por vários especialista e retransmitida na internet em blogs. transcrevo esta versão brasileira do blog do Emilio Calil

Era uma vez uma galinha ruiva que morava numa fazenda com seus três amigos: O cão preguiçoso, o gato dorminhoco e o pato barulhento. Um dia ela encontrou alguns grãos de trigo no quintal e decidiu chamar seus amigos para ajudar a plantá-los.

    “Quem me ajuda a plantar este trigo?” perguntou a galinha.

    “Eu não” latiu o cão preguiçoso.

    “Nem eu” miou o gato dorminhoco.
 
    “Tô fora!” grasnou o pato barulhento.

    “Então eu planto sozinha” respondeu a galinha. E assim ela fez.

    Logo o trigo começou a brotar e quando a época da colheita estava próxima, ela voltou a chamar seus amigos para ajudá-la.

    “Quem vai me ajudar a colher o trigo?” perguntou a galinha.

    “Eu não, isso cansa” latiu o cão preguiçoso.
 

    “Nem eu, vou dormir” miou o gato dorminhoco.
 
    “Eu não ganho nada com isso. Tô fora!” grasnou o pato barulhento.

    “Então eu colho sozinha” respondeu a galinha. E assim ela fez.

    Sabendo que seus amigos não iriam colaborar, a galinha levou sozinha o trigo para o moinho e o transformou em farinha para preparar o pão, mas mesmo assim ela perguntou: 

“Quem vai me ajudar a preparar o pão?”

    “Eu não, se alguém souber que eu trabalhei perco a bolsa-ração” latiu o cão preguiçoso.
 
    “Nem eu, recebo pensão e seguro desemprego, vou dormir” miou o gato dorminhoco.
 
    “Você não vai me pagar hora extra! Tô fora!” grasnou o pato barulhento.

    “Então eu preparo sozinha.” respondeu a galinha. E assim ela fez.

    Quando os pães ficaram prontos os outros animais vieram pedir um pedaço para a galinha ruiva, que respondeu:

    “Não, eu fiz os pães sozinha e sozinha vou comê-los.” E assim ela fez.

    Assim termina a fábula original, a galinha come os pães e os outros animais vagabundos ficam sem nada, mas aqui o final seria bem diferente:

    Após se negar a dividir os pães, a galinha começou a ser insultada pelos outros animais.

    “Maldita galinha burguesa! Exijo direitos iguais!” latiu o cão preguiçoso.
 
    “Que falta de solidariedade! Sua egoísta insensível! Não sente pena dos que têm fome?!” 
miou o gato dorminhoco.
 
    “Gananciosa! Capitalista! Exploradora! Eu vou tomar seus pães à força!” grasnou o pato barulhento.

    Com a confusão a galinha resolveu chamar a polícia e junto com a polícia veio um burocrata do governo dizendo que ela era obrigada a dividir os pães com o governo e com os animais que nunca a ajudaram em nada.

    “Mas eu fiz tudo sozinha! Plantei o trigo, colhi, fiz a farinha, assei os pães e ninguém me ajudou em nada!” reclamou a galinha.

    “Sim, mas você fez tudo isso dentro desta fazenda e aqui não somos capitalistas, todos devem dividir seus lucros com os demais para manutenção da paz. Isso é justiça social”, disse o burocrata.

    Depois do pequeno discurso do burocrata os demais animais comemoravam enquanto a polícia confiscava os pães da galinha ruiva:

    “Bem feito! Ficou sem nada! Se ferrou galinha elitista!” gritavam histericamente.

    De posse dos pães o governo ficou com a maior parte, deixando apenas algumas fatias duras para os animais vagabundos, que comemoraram a expropriação dos pães da galinha, aplaudindo a adoção do sistema de justiça social que lhes garantia migalhas.

    Entretanto, depois de algum tempo eles começaram a se questionar porque nunca mais a galinha voltou a fazer pão…

21 de março de 2010

Classicos da Musica Mundial - Mozart , Bodas de Figaro

Um dos setes filhos do compositor, cantor, ator e violinista profissional Leopold Mozart (1719-1787) e de Anna Maria Walburga Pertl (1720-1778), Johann Chrisostomus Wolfgang Amadeus Mozart, mais conhecido como Amadeus Mozart, destaca-se pela sua precoce genialidade que se considera o maior prodígio da história da música.

Teve os primeiros contatos com o cravo aos quatro anos de idade, quando seu pai dava aulas a sua irmã Maria Anna (1751-1829), apelidada de Nannerl. Nessa aulas, após Maria Anna deixar o instrumento para o descanso, o menino Amadeus tomava o seu lugar e começava a tocar, demonstrando uma habilidade espantosa. E isso chamou a atenção do pai que resolveu investir nesse talento, passando a ensinar ao casal de irmãos.

Aos cinco anos de idade já compunha e tocava minuetos. O pai concluiu que esse prodígio devia ser mostrado e divisou aí também uma possibilidade de ganhar dinheiro, visto que vivia em dificuldades com o pequeno salário que recebia pelo trabalho na igreja do Arcebispo Schrattenbach.

O religioso foi condescendente com Leopold o tempo todo, permitindo que este se ausentasse com os filhos, em exaustivas excursões artísticas iniciadas em 1762, que os levaram à Alemanha, França, Inglaterra e Itália, colocando-os em contato com os maiores músicos e compositores da época. Amadeus e a irmã, logo superada em talento, tocaram para os reis, rainhas e duques em grandes festas das cortes desses países.

Ainda criança, Amadeus passa a compor. Aos nove anos já era autor de sinfonias e, aos quinze, já havia compilado mais de uma centena de obras substanciais. Em 1771, fixa-se em Salzburgo para trabalhar com o pai na corte do arcebispo local, mas continua a viajar e a aceitar pedidos de composições vindos do exterior.

Mas Amadeus quer uma vida independente e passa a viver como professor, pianista e concertista, mudando-se para Viena, em 1781. Dedica-se com afinco à opera e cria obras que são hoje consideradas as melhores de todos os tempos, entre elas, "Idomeneo" (1781), "O Rapto no Serralho" (1782), "As Bodas de Fígaro" (1786), "Don Giovanni" (1787), "Cosi fan Tutte" (1790), "A Clemência de Tito" (1791) e "A Flauta Mágica", também de 1791, a sua obra mais conhecida, feita a partir de uma história oriental de contos de fadas. Além destas, Mozart compôs ainda 27 concertos para piano de 26 quartetos para cordas.

Divulgou-se que o talento de Mozart provocou a inveja do compositor italiano Antonio Salierei e que este seria o responsável pela sua morte, por envenamento. Essas suspeitas estão descritas na ópera de Rimski-Korsakov, "Mozart e Salieri" (1898). O escritor Peter Shaffer escreveu uma peça teatral sobre o mesmo tema, adaptada para o cinema por Milos Forman, com o título "Amadeus".

O filme, de 1984, retrata um Salieri medíocre musicalmente e um Mozart genial. Mas esse fato nunca foi comprovado, ficou no terreno da lenda e também Salieri jamais foi um músico medíocre, pois teve alunos ilustres, como Schubert, Liszt e Beethoven. A divulgação do nome de Salieri deve muito a esse episódio.

Mozart sempre teve a saúde debilitada, talvez pelas constantes viagens da primeira infância, nem sempre em condições adequadas, e foi acometido de diversos males durante a sua vida, vindo a falecer precocemente aos 35 anos de idade, vítima de febre reumática-inflamatória, deixando inacabada a encomenda de um "Réquiem". (AAR)

Vídeo - Abertura das Bodas de Figaro - English Baroque Soloists
 
Fonte: Folha de S. Paulo, Nova Enciclopédia Ilustrada

20 de março de 2010

Alvares de Azevedo, pioneiro nos contos fantásticos

Semana passada falei em Alvares de Azevedo e minha poesia favorita, Se eu morresse amanhã. Agora é a vez de apresentar meu conto favorito dele, Noite na Taverna. Sigam-me e surpreendam-se com esta faceta do imortal poeta e contista brasileiro.

A obra foi escrita em 1878. São contos fantásticos, macabros. Numa taverna, em noite escura de tormenta, entre mundanas bêbadas e adormecidas, jovens boêmios (Solfieri, Johann, Gennaro, Bertran, Hermann e Arnold) resolvem, por desafio, contar casos verdadeiros e escabrosos que tivessem vivido. O livro compõe-se dessas narrativas, e é o que de melhor a literatura brasileira possui no gênero fantástico, que tinha em Hoffmann seu modelo e em Edgar Allan Poe um verdadeiro gênio do terror.

Movido pela imaginação exacerbada, a obra apresenta os desvarios do poeta envolvido por uma conturbação febril, na qual se deixa influenciar por quase todas as grandes características das novelas mórbidas do século XIX. Visivelmente artificiais, as narrativas que constituem o cerne desta obra recebem certa dose de magia e coerência por envolver o leitor, prender-lhe a atenção, dirigi-lo ao final. E se as história relatadas não são verossímeis, pelo menos disfarçam suas incoerências pela atração com que o autor conduz sua imaginação, de modo que quase parecem reais, colocando-as envolvidas por uma onda infindável de orgias deboches, sátiras, paixões transfiguradas, relatadas pela pequena galeria de personagens boêmios que vão tomando a palavra. Das páginas de Noite na Taverna vão surgindo relatos impregnados de um clima inumano e anormal.

Noite na Taverna é uma narrativa (novela ou conto) construída em sete partes, contendo epígrafes e os nomes de cada personagem, como subtítulos, antecedendo as narrativas, contadas em uma taverna. Há, na última parte, o entrelaçamento da história de Johann e de alguns personagens.

Mais do que pelos elementos romanescos e satânicos que a condimentam (violentação, corrupção, incesto, adultério, necrofilia, traição, antropofagia, assassinatos por vingança ou amor), a obra impõe-se pela estrutura: um narrador em terceira pessoa introduz o cenário, as personagens, a situação, e praticamente desaparece, dando lugar a outros narradores - as próprias personagens, que em primeira pessoa contam, uma a uma, episódios de suas vidas aventureiras.

Na última narrativa, a presença física (na roda dos moços) de personagens mencionadas em uma narrativa anterior faz com que todo o ambiente fantástico e irreal dos contos se legitime como verídico.

Noite na Taverna, obra escrita em tom bastante emotivo, antecipa em vários aspectos a narração da prosa moderna: a liberdade cênica, a dupla narração e suas confluências, a mistura do real ao fantástico conferem atualidade à obra, apesar de toda a atmosfera byroniana.

Fontes: Vestibular1Passeiweb

17 de março de 2010

Ideais, sucessos e fracassos

Foto: Javier Soriano/AFP    
Todos nós temos ideais, noções de lugares perfeitos, situações que gostariamos  de viver  ou  então compartilhar. 

Eles muitas vezes fazem partes de nossos projetos de vida ou  amenizam as agruras do nosso dia a dia, os melhores exemplos estão no futebol, politica ou  danças  e/ou festivais populares. 

O  exemplo do futebol é marcante, mistura-se o real com o fantástico, o mágico com o cotidiano , dirigentes, jogadores e técnicos são deuses ou demônicos em questão de minutos , horas ou dias. Não faltam fatos  como na  foto da eliminação do poderoso clube Real Madrid na Liga do Campeões da Europa.  Este fato ligado as vaias dos torcedores espanhois soma-se ao um comportamento bem tipico nesta condição: a baixa tolerância ao fracasso e frustação nos seus ideais para o clube : Ser campeão é a recompensa aguardada pela sua torcida e é este envolvimento emocional que, quando frustado, rende cenas de selvageria em estádios de futebol. 

Ainda viva em nossa mentes (pelo menos na minha) a cena acontecida no estádio Couto Pere ira protagonizada pelos "torcedores" do Coritiba, não é nada perto da tragédia ocorrida  no  estádio de Heysel (Bélgica) pela final da Liga dos Campeões da Europa, isto em 29 de Maio de 1985. Jogavam a final Juventus, de Turim (Itália) e Liverpool (Inglaterra). Os distúrbios começaram ainda fora do estádio com ingleses e italianos a trocarem provocações. Uma joalheria foi roubada e lesada em 150 mil euros. 

Por volta das 19 horas, uma grande parte dos espectadores já se encontrava dentro do recinto do Heysel. Contrariamente ao previsto pela polícia, o lado norte do estádio estava partilhado por adeptos das duas formações, separados apenas por uma pequena barreira e alguns polícias. Meia hora mais tarde, os britânicos lançaram o primeiro "ataque" e os distúrbios começaram a ganhar proporções incontroláveis. As grades que separavam as bancadas cederam à pressão humana e deram lugar à tragédia. Dezenas de espectadores italianos foram espezinhados por hooligans, que usaram barras de ferro para bater nos rivais. Com a pressão dos espectadores em pânico, o muro caiu, arrastando na queda mais algumas dezenas de pessoas.                        

A expectativa em relação ao jogo era grande e a UEFA decidiu pela realização do mesmo. O balanço final da tragédia apontou 38 mortos e um número indeterminado de feridos. A polícia não efectuou nenhuma detenção. Os hooligans ingleses foram responsabilizados pelo incidente, o que resultou na proibição das equipas britânicas participarem em competições europeias por um período de cinco anos. As reacções do povo inglês foram todas no sentido da reprovação e incredulidade pelos actos violentos dos adeptos do Liverpool, o que levou a própria rainha Isabel II a condenar publicamente o comportamento dos hooligans e a apoiar a suspensão das equipas inglesas. (Fonte: Wikipedia)

Assim é nossa baixa tolerância ao fracasso e frustação de expectativa que nos leva a apatia ou a violência. A propria sociedade só fala em vencedores, a reação contra a derrota leva-nos a um clima de revolta, desespero e muitas vezes a dor é insuportável, tornando-nos um "carro" desgovernado. Nem vou aqui falar em frustaçao na politica, fica para outro artigo.

15 de março de 2010

As Masmorras e o IDH

As condições de prisões brasileiras serão discutidas em Genebra, Suiça pelas péssimas instalações e pela falta total de humanidade no trato dos ali encarcerados. As prisões são consideradas "masmorras" , na  definição livre da Wikipédia : "Tipo de prisão, que normalmente se situa em pisos inferiores (como caves) e que tinha como função reter prisioneiros, muitas vezes por longos períodos. Eram muito utilizadas até ao tempo da Revolução Industrial, altura em que se começou a ter mais cuidados e dignidade para com os prisioneiros."  

Esta dignidade falta no Brasil, especificamente no estado do Espirito Santo, onde as atitudes do governador Paulo Hartung serão discutidas num painel paralelo à reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas

Na reunião de Genebra estará dispónível um "Dossiê" sobre a situação prisional do Estado do Espírito Santo . Tem umas 30 páginas e oito fotografias que ficarão cravadas na história da administração de Hartung. Elas mostram os corpos esquartejados de três presos. Um numa lata . Outro em caixas e uma cabeça dentro de um saco. Todos esses crimes ocorreram durante sua administração. Desde a denúncia da fervura de presos no Uzbequistão o mundo não vê coisa parecida.

As "masmorras capixabas" são antigas, mas a denúncia teve que ser levada à ONU porque as organizações de defesa dos direitos humanos não conseguem providências do governo do Espirito Santo, nem do governador federal.  (fonte: Movimento Nacional dos Direitos Humanos)


Estas  questões levam-nos a uma triste realidade, a repetida Lei de Ricupero (ministro da Fazenda do governo Itamar Franco) :

O que é bom a gente assume, o que é ruim divide com os outros - esse parece ser o caso.

- O que é bom a gente mostra, o que é ruim esconde.

Antes que me perguntem: Lugar de bandido é a cadeia, mas nada que possa infligir direitos a humanidade e civilidade, dentro da lei e da ordem. Tenho minhas opiniões sobre a legislação penal, mas como não sou da área, guardo-as para mim.

13 de março de 2010

Classicos da Música Mundial - Frederic Chopin

Frederic Chopin era filho do professor francês Nicolas Chopin, que dava aulas de francês e literatura francesa, e da pianista polonesa Justina Krazizanovska. Dez meses após o seu nascimento, a família foi morar em Varsóvia, onde transitava entre os nobres e a burguesia.

Chopin teve uma infância culta. Aos seis anos passou a ter um professor de piano, Adalbert Zwini, que lhe apresentou as obras de Bach e Mozart.

Seu primeiro concerto público ocorreu quando ele tinha oito anos. Na mesma época viu publicada sua primeira obra, uma polonaise. Prosseguiu conciliando seus estudos no Liceu de Varsóvia com as aulas de piano.

Em 1825, apresentou-se para o czar Alexandre I. No ano seguinte ingressou no Conservatório de Varsóvia, onde iniciou seus estudos com o compositor Joseph Elsner.

Em 1830, dias antes de eclodir a Revolução Polonesa contra a ocupação russa, Chopin resolveu deixar Varsóvia e partir para Viena, que vivia sob o regime autoritário de Metternich. Em julho do ano seguinte, Chopin seguiu para Paris, onde logo integrou-se à elite local, passando a ser requisitado como concertista e como professor. Nessa época conheceu músicos consagrados, como Rossini e Cherubini, e outros de sua geração, como Mendelssohn, Berlioz, Franz Lizst e Schumann.

Em uma de suas viagens pela Europa, em 1835, reencontrou Maria Wodzinska, que conhecera ainda criança em Varsóvia. Chopin apaixonou-se, mas, apresentando já os primeiros sinais de tuberculose, acabou rompendo o noivado por pressão da família de Maria.

Em 1838 Chopin uniu-se à controvertida escritora Aurore Dupin, que usava o pseudônimo masculino de
George Sand. O casal resolveu passar um tempo em Maiorca, mas o clima úmido da ilha piorou o estado de saúde do compositor. Em 1839, os dois voltaram para a França e em 1847 romperam definitivamente o relacionamento.

No dia 17 de outubro de 1849, Frederic Chopin faleceu, aos 39 anos. Foi sepultado no cemitério de Père Lachaise, em Paris. Seu coração foi colocado
dentro de um dos pilares da igreja de Santa Cruz, em Varsóvia, conforme o seu pedido.

Chopin dedicou toda sua obra ao piano, com exceção de apenas algumas peças. Várias de suas obras têm influência do folclore polonês, como é o caso das mazurcas e das polonaises

Abaixo video da música Nocturne in E-flat, Op. 9, No. 2




Poesia, vida e morte na obra de Alvares de Azevedo

A boa educação, fundamento básico para formação do cidadão, começa pela escola e segue pela casa e vida. Apreciar a boa literatura, lendo e comentando sobre os autores que deixaram obras imortais levam-nos muito além do podemos supor. Lá pelo fim dos anos 70, a Literatura embriagou-me com um período de grande autores do Romantismo, entre eles, Castro Alves, Casimiro de Abreu e claro o meu preferido, Alvares de Azevedo.  

Dele extraio aqui a biografia e minha poesia preferida, musicada no vídeo abaixo, com trilha sonora de fundo, Listen to Rain, do Evanescence.

Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu na cidade de São Paulo em 12 de setembro de 1831, filho do doutor Inácio Manuel Álvares de Azevedo e dona Luísa Azevedo. Ainda criança transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro, onde fez o curso primário. 

Em 1848, retornou a São Paulo e matriculou-se no curso de Direito.

Nessa cidade não se sabe ao certo como foi sua vida. Alguns dizem que viveu uma intensa e tumultuada vida boêmia, já outros falam que sua vida foi calma e serena. O que sabemos ao certo é que durante esse período sua produção poética foi muito intensa.

A partir de 1851 o poeta passa a ter fixação pela idéia da morte. Isso fica claro nas cartas destinadas à mãe e à irmã.
Pertenceu à chamada segunda geração do Romantismo brasileiro, influenciada pelo poeta Byron
e Musset. 

Sua poesia é marcada pelo subjetivismo, melancolia e um forte sarcasmo. Os temas mais comuns são o desejo de amor e a busca pela morte. O amor é sempre idealizado, povoado por virgens misteriosas, que nunca se transformam em realidade, causando assim a dor e a frustração que são acalmadas pela presença da mãe e da irmã, cuja poesia se caracterizou pelo ultra-romantismo, subjetividade e pessimismo frente à vida.

Em todo o mundo, os integrantes dessa tendência romântica olhavam com desencanto para a vida e consideravam o sentimento do tédio como o "mal do século" e
Álvares de Azevedo, o seu representante brasileiro mais legítimo. Levavam vidas boêmias e desregradas, o que levou grande parte deles a contrair tuberculose.  

O paradoxo é que sendo ele o poeta dos versos sombrios e cinzentos, foi também quem introduziu o humorismo na poesia brasileira, devido à irreverente ironia de alguns dos seus poemas, como o famoso "Namoro a cavalo" ou "A lagartixa" que começa com os seguintes versos:

"A lagartixa ao sol ardente vive/ E fazendo verão o corpo espicha:/ O clarão de teus olhos me dá vida/ Tu és o sol e eu sou a lagartixa.

Em 25 Abril de 1852, quando tinha apenas 20 anos, Álvares de Azevedo morreu vítima de tuberculose, deixando uma obra relativamente extensa, para quem viveu tão pouco.    

De sua obra, toda ela publicada postumamente, destacam-se os contos do livro "Noite na Taverna" (1855), a peça de teatro "Macário" (1855) e o livro de poesias "Lira dos Vinte Anos" (1853).

Álvares de Azevedo é a patrono da Cadeira no 2 da Academia Brasileira de Letras.

(Com informações do Mundo Cultural   e da  UOL Educação)

12 de março de 2010

OMS alerta para risco de saúde para 34 milhões de crianças no mundo

OMS / C.de Bode
A Organização Mundial de Saúde (OMS) faz um alerta aos pais: no mundo todo, 34 milhões de crianças em idade pré-escolar são obesas ou estão acima do peso e elas já têm as doenças de adultos. A informação é do Bom Dia Brasil, da Rede Globo. Segundo o mesmo programa, as causas provaveis: Chocolate, pizza, massas, doces - as deliciosas barreiras que não deixam emagrecer. Sem falar das horas e horas sentados diante do videogame ou do computador. Eles são jovens, simpáticos, conversadores e têm ótimo apetite. Particularmente para aquele tipo de comida nem um pouco aconselhada para quem já está acima do peso. 

A OMS define a obesidade e o sobrepeso como anormal ou excessivo acúmulo de gordura que apresenta um risco para a saúde. Uma medida população bruto da obesidade é o índice de massa corporal (IMC), peso de uma pessoa (em quilogramas) dividido pelo quadrado da sua altura (em metros). Uma pessoa com um IMC de 30 ou mais é geralmente considerada obesa. Uma pessoa com IMC igual ou superior a 25 é considerado sobrepeso.
 
O sobrepeso ea obesidade são importantes fatores de risco para uma série de doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares e câncer. Uma vez considerado um problema apenas nos países de alta renda, o sobrepeso e a obesidade estão a aumentando drasticamente em baixa e países de média renda , especialmente em ambientes urbanos.

Aqui no blog já tratei algumas vezes  sobre o assuntos, tanto na Blogagem coletiva do Dia Nacional de Combate a Obesidade   como a palavra campeã em buscas no meu blog: Porangaba  , não conhece Porangaba? Dá uma olhadinha no artigo, ela se relaciona  com  o desejo de muitas pessoas, ela considerada "milagrosa" para emagrecimento. Se ela emagrece? Não tenho idéia, até porque isto varia para cada pessoa com seu biotipo particular. 

Mas caso você seja adepto "junk food" e modo "Homer Simpsom"  de ser, comendo em excesso na frente da tv, ingerindo muita cerveja e zero de exercício, a tendência é correr todos os riscos citados pela OMS.                

10 de março de 2010

Medidas Perigosas em atitude do MEC

Créditos da foto: Peter Griffin
Ao ler esta noticia: "..As novas diretrizes nacionais para o Ensino Fundamental, com aprovação prevista para maio, devem recomendar a abolição da reprovação até o terceiro ano. O Ministério da Educação (MEC) apresentará a proposta em audiências públicas que ocorrem neste mês e em abril. A intenção é transformar os três primeiros anos em uma espécie de ciclo de alfabetização, durante o qual o aluno não deve ser retido."  

Não sou profissional de ensino público ou privado, mas isto nem me impede ou isenta de dar opinião. 

Começo a pensar que se a educação não é levada a sério, com ensino voltado a formação de qualidade minima, incorre em risco de incapacitar de avaliar o seu nível de conhecimento,   já que a progressão é automática. Vamos na realidade, na minha opinião, criar para alunos  para extender o nivel de Jardim de Infancia para as três primeiras séries. Lógico que há opiniões contra e favor da medida do MEC, o Jornal Zero Hora colheu opiniões de educadores e autoridades do sistema público de educação no Rio Grande Sul, transcritas logo abaixo:

Para a professora de psicologia da educação da UFRGS Tania Marques, a estratégia traz vantagens e riscos. Ela afirma que a ideia tem o mérito de respeitar o ritmo de cada aluno e de oferecer tempo para que a aprendizagem ocorra. Mas considera perigoso adotá-la sem um acompanhamento adequado e sem que as crianças sejam cobradas:

– Se isso não é muito bem administrado, o professor pode deixar de exigir do aluno tanto quanto deveria. Pode pensar que com o tempo as coisas vão acontecer, mas só a passagem do tempo não garante a aprendizagem.

Adriana Santos, coordenadora de Ensino Fundamental da Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre/RS, o pré-requisito para o sistema funcionar é garantir o aprendizado da criança.

– O aluno que tenha alguma dificuldade no aprendizado é promovido, mas com um plano de recuperação das lacunas no ano seguinte – explica.

Ervino Deon, secretário estadual da Educação, mostra-se favorável ao plano do ministério.

– Não é reprovando que o aluno vai aprender mais – avalia. 

Sônia Bier, diretora-adjunta do departamento pedagógico da SE/RS, não concorda com a aprovação automática também do segundo para o terceiro ano:

– É válido nos dois primeiros anos, mas além disso é polêmico. 

Eu continuo com minha opinião, trabalhar com esta avaliação de progressão automática transporta nossos alunos com lacunas tão grandes, inviabilizando a formação correta e adequada para os desafios da vida futura. Claro, posso estar errado, mas o panorama atual não está concorrendo para o erro da minha previsão.
(com informações do ZH Digital )


8 de março de 2010

Quando eu me apaixonar - Dia Internacional da Mulher

Photographer: Tina Phillips
Pensei muito em que eu iria escrever neste Dia Internacional da Mulher, quando uma música há muito soando de maneira melodiosa na minha cabeça: When I Fall In Love, de Nat King Cole. Homenageando minha esposa e minha filha, acredito estar homenageando a todas mulheres que fazem a diferença na vida de um homem. Pelo menos na minha vida, são aquelas que dão sentido a minha existência. Vídeo e tradução abaixo,

When I Fall In Love – Nat King Cole

Quando eu me apaixonar
Será para sempre
Ou eu nunca me apaixonarei
Em um mundo inquieto como esse
O amor acabou antes de começado
E tambem tantos beijos ao luar
Parecem tão frios no calor do sol
Quando der meu coração
Será por completo
Ou então eu nunca darei meu coração
No momento
Eu posso sentir que
Você se sente do mesmo jeito também
É quando eu me apaixono com você
No momento
Eu posso sentir que
Você se sente do mesmo jeito também
É quando eu eu me apaixono com você..

Fonte (tradução) : Vagalume

7 de março de 2010

Clássicos da Musica Mundial - Hungarian Rhapsody - Franz Liszt

Franz Liszt (pronuncia-se Lisst), em húngaro Liszt Ferenc, (Raiding, Boêmia, 22 de outubro de 1811 — Bayreuth, 31 de julho de 1886) foi um compositor e pianista teuto-húngaro do Romantismo. Liszt foi famoso pela genialidade de sua obra, pelas suas revoluções ao estilo musical da época e por ter elevado o virtuosismo pianístico a níveis nunca antes imaginados. Ainda hoje é considerado um dos maiores pianistas de todos os tempos, em especial pela contribuição que deu ao desenvolvimento da técnica do instrumento. Vive com a condessa Marie d''Agoult, com quem tem um filho e duas filhas (a última, Cosima, casa-se com Richard Wagner). Em 1844, separa-se da condessa e passa a viver com a princesa Caroline Sayn-Wittgenstein, em Weimar. Trabalha como diretor de ópera do Teatro de Weimar, tornando-o um centro musical importante. 

É considerado líder do movimento musical neo-alemão e divulga a música de Wagner. Recolhe-se à Ordem Terceira de São Francisco, em Roma, e torna-se abade, depois de deixar a princesa e abandonar o cargo de diretor em Weimar, recusando o sucesso e a glória.
 
Nesse período, compõe obras que antecipam o atonalismo expressionista alemão. Entre elas, Harmonias Poéticas e Religiosas (1848) e a sinfonia Fausto (1855). Com as 19 Rapsódias Húngaras (1846-1885), divulga para o mundo a música de seu país. Seu trabalho inclui peças para piano, sinfonias e missas. Morre na cidade alemã de Bayreuth, onde passa os últimos anos de vida, com Cosima e Wagner. 

Clipe Musical (abaixo) : Liebestraum cello and piano




4 de março de 2010

A infâmia e o desrespeito com a educação

Castro Alves
"Existe um povo que a bandeira empresta
Pr'a cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!..." -
O Navio Negreiro

Para não ser repetitivo, resolvi abrir o artigo uma poesia de Castro Alves, já que a tragédia é a mesma : Descaso na Educação. Assunto já tratado aqui no blog, confira:



 As reportagens que relatam o descaso com a educação são (quase) diárias, são falta de professores em escolas públicas, agressões contra alunos e prorfessores, falta de infraestrutura mínima para funcionamento. Pode-se dizer que a educação virou "produto valioso" para as escolas privadas e um "patinho feio" para o ensino público.  Sou de um tempo em que a diferença entre a qualidade do ensino da escola pública era mínimo comparado ao das escolas privadas, isto  porque tinha escolas públicas melhores  na época do ensino cientifico. Assisto com tristeza a queda na qualidade de ensino e todos os episódios correlatos nesta situação. 

Ontem uma imensa tristeza assolou-me vendo a reportagem na Globo, no Bom Dia Brasil, confira este trecho:
 
" No interior do Maranhão existe uma gente simples. São pais e mães cheios de vontade de dar aos filhos um destino diferente na vida. Mas, nesse início de ano letivo, não há motivo para se ter esperança por lá. Os sonhos de futuro esbarram em um presente repleto de escolas fechadas, caindo aos pedaços."
 
Estão roubando sonhos antigos (dos pais) e novos (dos filhos), enquanto isto o Brasil ganhou da Irlanda no último amistoso antes da Copa Mundo. Por que deveríamos nos preocupar com a educação, se este ano tem futebol? A seleção é uma das favoritas ao título e "contra o Brasil não há quem possa". Pena que isto não enche o prato de comida e muito menos coloca livros na sala de aula (que muitas vezes nem existe ou está em situação precária).
 
Acho que eu deveria me importar pouco com isto, afinal este ano poderemos ser HEXA. Estou me queixando a toa, Castro Alves deveria estar errado "Para cobrir a infâmia e covardia" não temos a bandeira, temos a Copa do Mundo!!!

1 de março de 2010

O homem que amava os livros - José Mindlin

Neste domingo (28/02) , os amantes do livros e da cultura perderam um dos seus maiores mentores, morreu José Mindlin, aos 95 anos em São Paulo. Um dos maiores legados que minha educação básica no Colégio Pastor Dohms, em Porto Alegre/RS  deixou foi o amor aos livros, paixão esta que eu levo para minha vida inteira. Lá desenvolvemos o gosto pelas obras de Machado de Assis, José de Alencar, Erico Verissimo e tantos outros. 

Mesmo estando fora do colégio, este gosto me acompanhou na universidade, quando minha visita a biblioteca era frequente. Após conhecer toda a bela trajetória de José Mindlin a frente deste amor pelos livros, só me basta lamentar em ver que, em um país carente de leitores, sua lenda viva, agora sopra a chama da vida e torna-se "imortal". Será sempre imortal para aqueles leitores que seguindo seu exemplo tratam o livro como "caro amigo".

Minha singela homenagem a este "gigante"   de comportamento e exemplo.

Abaixo um vídeo com o recebimento de uma homenagem na Unicamp em 2007, durante o Congresso de Leitores do Brasil.