Robert Alexander Schumann (8 de Junho de 1810, Zwickau, Alemanha - 29 de Julho de 1856, perto de Bonn, Alemanha) foi um músico e pianista alemão. Menino-prodígio como pianista, Robert Alexander Schumann também adquiriu notável cultura literária. Em 1826, o seu pai faleceu, fato que Robert jamais superou por causa do enorme sofrimento da sua perda. Pouco depois viajou até Leipzig, a cidade de Johann Sebastian Bach, a fim de matricular-se na faculdade de Direito. Mais tarde em Heidelberg, retomou o estudo das leis, inscrevendo-se na cátedra de Justus Thibaut. Todavia, os verdadeiros ensinamentos deste grande filósofo começariam após o horário escolar, quando este se reunia com o aluno para lhe confessar que era a música a sua verdadeira paixão. O facto de ter conhecido a pianista Ignaz Moscheles e o fascínio por Niccoló Paganini acabaram por lhe determinar o destino. Foi aluno, a partir de 1828, do famoso pedagogo Friedrich Wieck, e Heinrich Dorn, mestre de capela da catedral daquela cidade em Liepzig.
Enquanto este último lhe ensinou composição e harmonia, o primeiro transmitiu-lhe o amor pelo piano. Porém, em casa de Wieck, Schumann descobriu um outro importante foco de afeto: Clara, consumidora entusiasta de poesia e prometedora do piano. Robert apaixonou-se perdidamente por ela, sendo algumas das suas obras dedicadas a ela. Somente a activa oposição do velho Wieck conseguiu adiar o casamento até 1840. Apesar da relação feliz, os primeiros sintomas da perturbação mental de Schumann começaram a surgir.
Tendo o sonho de se tornar um solista, viu-se incapacitado devido a seu interesse pela composição, atividade que apreciava bastante. A sua tendência era revolucionária na época, não gostava das - usando suas próprias palavras - áridas escolas do contraponto e da harmonia. Teve na análise das obras de Mozart, Schubert e Beethoven, dentre outros, sua principal influência composicional.
Em conjunto com amigos e intelectuais da época fundou o Neue Zeitschrift für Musik (Nova Revista para a Música). Um jornal voltado para a música, em 1834. Nos dez anos em que esteve à frente deste, teve uma rica produção artística.
Em 1850 Schumann foi nomeado regente de orquestra em Düsseldorf. Em 1854, comete uma tentativa de suicídio. Logo a seguir, a seu pedido, é internado numa casa de saúde mental, onde morre.
Romantismo
Schumann é o maior compositor do Romantismo alemão. É forte, em sua obra, o lado noturno do Romantismo, o pessimismo profundo, influenciado por Byron.
A criação artística de Schumann realizou-se eruptivamente: muitas obras de valor em curto espaço de tempo, seguidas de intervalos, de produção menos importante. Em menos de três anos o compositor criou suas melhores obras pianísticas, altamente românticas e poéticas, só comparáveis às de Chopin.
Peças fantásticas é a mais romântica de todas as obras de Schumann. Os Estudos sinfônicos são, dentre as suas obras pianísticas, as mais difíceis, as mais elaboradas.
Dos numerosos Lieder de Schumann, os mais valiosos foram escritos no ano de 1840. Grande parte das canções são feitas sobre poemas de Heine. Os mais belos são os que pertencem ao Ciclo Eichendorff.
Schumann também foi excelente crítico de música. Foi severo com Rossini e Meyerbeer, reconheceu o valor de Mendelssohn, descobriu obras inéditas de Schubert, saudou devidamente Chopin e adivinhou o gênio de Brahms.
Schumann foi escritor notável, poeta em prosa. Sua música também parece literária; os títulos das pequenas peças são genialmente escolhidos, mas só foram inventados depois da melodia. Sua poesia musical é cheia de frescor - e, ao mesmo tempo, de melancolia profunda.
Schumann sempre preferiu as formas pequenas (a peça pianística, o lied), mas também compôs quatro sinfonias. Seu Quinteto para piano e cordas em si bemol maior é de beleza extraordinária, a mais bela música de câmara entre Schubert e Brahms.
Durante os seis últimos anos de sua carreira musical, Schumann escreveu febrilmente, já marcado pela doença mental. Desse período, é notável a sombria abertura para Manfred, de Byron, a obra mais soturnamente romântica do compositor.
Schumann não foi devidamente reconhecido em vida. Só depois da morte tornou-se um dos compositores mais queridos do público. Influenciou César Franck, Borodin, Dvorak e Grieg.
Vídeo Clipe (abaixo) : Concerto para Piano e Orquestra em Lá menor, Opus 54.
Eu frequento os estádios de futebol desde a década de 1970, lembro-me que no início desta década fui a primeira vez no estádio Olímpico, estádio do Grêmio FBPA, time que eu torço. Levado pelo meu irmão mais velho, cedo reparei que existem dois mundos bem diferentes, a vida dentro e fora do estádio. É como se as pessoas fossem duas, na vida real podem ser pacatas ou não, mas assistindo futebol são personagens do espetáculo, pelo menos eu entendia assim. Depois de assistir futebol na década de 1980, já com um primo de mesma idade, torcedor de mesmo time, descobri a violência entre torcedores rivais em um clássico Grenal.
Eu e meu primo estavamos no estádio Beira Rio, do S C Internacional, time que rivaliza com o Gremio FBPA. Estavamos sentados nas arquibancadas inferiores assistindo o jogo, decisivo para definir o campeão estadual. Como ambas as torcidas (local e adversário) dividiam as acomodações somente separados por uma grade de ferro, tive a pior experiência na minha vida de torcedor: Senti um pancada forte da cabeça, na testa, lado direito, quando meu primo visualizou, era uma pilha grande de rádio que causou um forte inchaço na cabeça.
Este fato fez com que afastasse-me dos estádios só retornando após apelos de meu sobrinho, em um jogo festivo da seleção brasileira, após conquistar a copa do mundo em 1994. Ai, não vivenciei porém assisti mais um triste espetáculo: em uma rua paralela a que eu estava, um arrastão de assaltantes fez uma "limpa" nos torcedores que sairam do estádio por aquela via.
Domingo passado (21/02), mais uma vez reforçou a minha convicção de manter-me fora da frequência de jogos de futebol em estádios, principalmente em clássicos.
O que poderia dizer do "espetáculo" proporcionados por "torcedores" do São Paulo e Palmeiras ? Selvageria, vandalismos ou pura violência? marcados por impunidade, leis que não os atingem (pelo menos com eficácia que desejamos), atacaram-se uns aos outros como se aquele ato fosse normal. Retiro deste episódio dois conceitos que me dão arrepios : "hooligans" e "vandâlos". Vamos explicar:
Hooligans
São grupos de torcedores europeus, em especial os de times de futebol, eles vão aos estádios preparados para brigar, fazendo do futebol uma desculpa para os atos de violência. Em diversos países a entrada desses torcedores é barrada, principalmente se tem um grande evento marcado para aquela data. Pois os Hooligans sentem prazer ao entrar em confronto com torcedores de outro time, seria uma forma de tentar medir o poder, disputando qual deles seria o mais forte. Os casos mais freqüentes de confronto entre esses torcedores ocorrem na Inglaterra. Por ser um dos países europeus que possui grandes clubes de alto nível, conseqüentemente essas equipes acabam ganhando inúmeros torcedores, alguns deles ultrapassam o amor pelo time concretizando um sentimento de fanatismo pela equipe.
A maioria dos Hooligans é jovem e de nível econômico alto que sentem ódio pela torcida do time adversário, principalmente se o time adversário vencer a partida. A polícia local das cidades, onde ocorrem os eventos futebolísticos, prepara um forte esquema para inibir a violência antes, durante e depois da partida, porém os Hooligans encontram formas de se confrontarem e caso a polícia apareça eles se dispersam para dificultar a prisão. Além da violência entre torcidas, os Hooligans também promovem o vandalismo pela cidade, destruindo tudo o que vê pela frente. Por se mostrarem tão agressivos e ao mesmo tempo apaixonados pelo seu clube de coração é que os Hooligans acabaram tornando-se temas de diversos filmes, onde é tratada toda a sua história desde como uma pessoa passa a fazer parte do grupo até as conseqüências dos confrontos.
Os Vândalos eram uma tribo germânica oriental que penetrou no Império Romano durante o século V e criou um estado no norte da África, centralizado na cidade de Cartago. Os vândalos invadiram Roma no ano de 455, saqueando-a e destruindo muitas obras primas de arte que se perderam para sempre.
Acepção atual
Chamamos hoje vândalo quem destrói ou depreda bens públicos pelo único prazer da destruição ou aqueles que cometem ações selvagens e desalmadas. A acepção atual de vândalo no sentido de depredador provem do adjetivo francês ‘vandalisme’, cunhado em 1794 pelo bispo republicano Grégoire, para criticar os depredadores de tesouros religiosos.
Herança moderna
Um tanto injustamente, o nome dos vândalos se tornou sinônimo para os saques bárbaros e destruição, visto que eles capturaram Roma em pouco tempo, mas não causaram danos maiores que outros invasores, inclusive de exércitos cristãos.
Pessoas que não se aprofundam na história geralmente ligam os Vândalos à anarquia, pois o velho Romanocentrismo ignora todas as outras civilizações do mesmo período auto-declarando Roma como a capital do Mundo (no mesmo período os Neo-Persas ou Partos estavam vivendo um grande apogeu civilizacional; os próprios rotulados de "bárbaros" ergueram estados e só eram agressivos com Roma por que esta o foi primeiro para com eles).
Caros Amigos e leitores do blog, para quem me conhece sabe que eu gosto de futebol, aliás são poucas as pessoas que eu conheço que não tem preferencia por um time de futebol.Sendo um torcedor do Grêmio FBPA tenho uma segunda paixão futebolistica, o AC Milan (parece que não só eu, 16% dos brasileiros declaram torcer pelo Milan com segunda opção). Só que sou torcedor dos antigos, só de Milan tenho 36 anos de devoção
Mas não pensem em mim como um torcedor fanático, sou apaixonado pelo que faço e pelo que torço, considero os hinos do Grêmio e do Milan os mais lindos do futebol. Se você quiser conferir, abaixo os vídeos com o hino do Grêmio (versão gauchesca 2007) e milan
O objeto que tirou o fanatismo de minha cabeça (literalmente) foi uma pilha de rádio grande jogado por um torcedor do time adversário quando eu e meu primo assistiamos um clássico no estádio rival. Perdemos o título na decisão mas eu ganhei um "galo" (hematoma) na testa. Ali descobri os poderes da moderação, agir com planejamento prévio.
Se você está acostumado (ou não) a me acompanhar aqui no Blog do Pharis, no Blog do Cele ou no RS em Foco vou apresentar o meu segundo time na blogosfera : NOVO NA REDE . Vai ser um projeto de qualidade com vários colunistas "fera" que terão conteúdo de sobra pra encantar seus leitores. Espero passar um pouco da "alma castelhana" que me caracteriza como torcedor do Imortal Tricolor, nos meus textos, na minha convivência com os demais colegas de blog, trazendo muita transpiração e um pouco de inspiração.
Mas hoje, dia de estréia do novo projeto que faço parte, não me dará um hematoma (espero Tico!!) mas satisfação e vitórias, agora o "frio" na barriga da estréia vai ser inevitável.
Caros amigos e leitores do blog, hoje é dia da biografia do mestre do Barroco, acompanhem a biografia e música (em vídeo).
Georg Friedrich Händel (Halle an der Saale, 23 de Fevereiro de 1685 — Londres, 14 de Abril de 1759) foi um célebre compositor da Alemanha, naturalizado cidadão britânico em 1726. Desde cedo mostrou notável talento musical, e a despeito da oposição de seu pai, que o queria um advogado, conseguir receber um treinamento qualificado na arte da música. A primeira parte de sua carreira foi passada em Hamburgo, como violinista e maestro da orquestra da ópera local. Depois dirigiu-se para a Itália, onde conheceu a fama pela primeira vez, estreando várias obras com grande sucesso e entrando em contato com músicos importantes. Em seguida foi indicado mestre de capela do Eleitor de Hannover, mas pouco trabalhou para ele, e esteve na maior parte do tempo ausente, em Londres. Seu patrão mais tarde se tornou rei da Inglaterra como Jorge I, para quem continuou compondo. Fixou-se definitivamente em Londres, e ali desenvolveu a parte mais importante de sua carreira, como autor de óperas, oratórios e música instrumental. Quando adquiriu cidadania britânica adotou uma versão anglicizada de seu nome, George Frideric (ou Frederick) Handel.[1]
Tinha grande facilidade para compor, como prova sua vasta produção, que compreende mais de 600 obras, muitas delas de grandes proporções, entre elas dezenas de óperas e oratórios em vários movimentos. Sua fama em vida foi enorme, tanto como compositor quanto como instrumentista, e mais de uma vez foi chamado de "divino" pelos seus contemporâneos. Sua música se tornou conhecida em muitas partes do mundo, foi de especial importância para a formação da cultura musical britânica moderna, e desde a metade do século XX tem sido recuperada com crescente interesse. Hoje ele é considerado um dos grandes mestres do Barroco musical europeu, só comparado a Bach
Caro leitor e/ou visitante, você já leu o artigo Blogar é Uma Arte do Caio Lausi? Se não o fez, leia depois de sair daqui (reproduzindo o trecho):
"...É galera, as coisas estão indo de vento em popa. Realmente estou satisfeito com o reconhecimento dos meus trabalhos.."
Pois eu estou também colhendo os frutos de reconhecimento sobre as minhas postagens aqui, realmente está sendo muito gratificante todas estas manifestações em meus artigos. Claro que devo isto muito a pessoas do diHITT que colaboram muito com esta repercussão aqui. Mas isto começou a algum tempo atrás, quando a Juliana Sardinha, do Dicas Blogger em seu artigo Como atrair visitantes afirma: "...Antes de mais nada, quero lembrá-los de que o conteúdo ainda é rei..".
E foi isto que fiz, investi em conteúdo, o resultado vem devagarinho atingindo minhas metas.
Fui convidado nesta semana para participar de um projeto novo, um desafio que ainda não tinha experimentado, e para isto estou escrevendo aqui, repercutindo o fato. Siga-me abaixo:
O projeto é a nova fase do Novo na Rede, do blogueiro Tico Esteves. Reproduzo o trecho em que ele revela o desejo dele de tornar além de um blog, um portal:
"Não só um blog, mas um portal onde você possa encontrar de tudo. Dos tutoriais mais básicos aos não tão básicos assim, até dicas para quem é novo na rede, mas não quer saber de blogar, simplesmente quer encontrar os melhores lugares para viajar, comer, ouvir boa música, dicas de filmes, comportamento, enfim… um lugar realmente voltado para quem é novo na rede de uma forma geral e quer informação de qualidade sem perder tempo.
Hoje, graças a Deus e com a ajuda de uma turma mais que especial esse sonho está começando a se tornar realidade!"
Nesta turma especial estou eu, conforme a apresentação:
Geraldo Voltz Laps
Tema: Comportamento
O Geraldo é o criador e editor responsável do Blog do Pharis, Blog do Cele e do RS em Foco. Administrador de Empresas, estudante de Genealogia Alemã e Imigração para o RS. Também gosta de estudar Pedigree de cavalos PSI (turfe) e é amante da boa leitura sobre psicologia, comportamento e história.
E ele será o responsável por tratar aqui de assuntos relacionados ao comportamento humano (e seus transtornos).
Eu conheço alguns colaboradores desta equipe do diHITT e do Twitter, mas conforme desejo do Tico, quer todos formando uma equipe forte e geradora de conteúdo de excelente qualidade.
Agradeço então a todos aqueles que me ajudaram neste momento de felicidade, e também nos (muitos, espero) outros momentos felizes que teremos pela frente.
Ontem acabou a apuração das notas das escolas de samba do Rio de Janeiro e terça foi feita a apuração de São Paulo. A cada nota 10 dos jurados era aquela vibração e a festa da escola campeã então, só alegria. Agora fica tudo para 2011, e eu pergunto e a sua vida tem um enredo nota 10? No carnaval é tudo é planejado, esperado, desejado. Quando acaba você fica pensando em que? Ou no que?
Agora você vai planejar, colocar em um cronograma, ter a definição de uma estratégia perfeita, organização acurada. Vai ter objetivos claros com normas rígidas ou ao contrário vai deixar a vida te levar?
Você percebeu que estou colocando para você várias opções de escolha? É são voluntárias ou automáticas, conscientes ou inconscientes, suas escolhas vão determinar o enredo da sua vida. Baseados em escolhas, tudo vai ser mais fácil ou dificil dependendo das suas decisões.
Você é coerente em suas escolhas? Tem harmonia nelas? Ou acha que isto é papo só para tua escola de samba, bloco ou trio elétrico? Gosta muito de ver aquelas pessoas (geralmente) com um apito na boca ditando o ritmo do desfile ? É, mas muitas pessoas ficam apenas vendo a "banda passar" (igual a música de Chico Buarque). Ficando inertes, avessos a compromissos e decisões que o desagradem, ficar apenas com o lado "bom" e "fácil" da vida.
Infelizmente (ou será felizmente) a vida cobra resultados, é a máxima evangélica : A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória
Se um jurado te desse nota baixa para o enredo de sua vida, você ia pensar o que? Injustiça? Ou falta de empenho para ter uma nota maior? Sei que estou muito consultivo neste artigo, mas depois de ver apurações de notas do carnaval, fico assim, pensando nas alegorias que utilizo, se tenho a flexbilidade e magia do casal mestre sala e porta bandeira. E eu que não sou apaixonado pelo carnaval, mas da alegria, do alto astral que a época proporciona para as pessoas. Só não sou a favor dos amores passageiros e dos excessos sexuais e etilicos.
Mas fazer o que, se eu não tenho o enredo folião como artigo importante na minha vida?
Provérbios sempre fizeram parte das culturas humanas, desde suas mais remotas origens. Hieróglifos do antigo Egito já registram a ocorrência de provérbios, partes do saber de Sócrates e Aristóteles estão expressas na forma de provérbios, a Bíblia contém milhares de provérbios, muito do que se sabe da milenar cultura chinesa foi transmitido ao longo de gerações na forma de provérbios, e o alcorão é a maior fonte de provérbios árabes.
Provérbios, também conhecidos por ditado popular, máxima, adágio, anexim, sentença, rifão, aforismo, etc., constituem parte importante de cada cultura. Provérbio é a expressão do conhecimento e da experiência popular traduzida em poucas palavras, de maneira rimada e ritmada, muitas vezes na forma de uma metáfora, com alegria e bom humor, uns satíricos, alguns sábios, outros geniais. Sob a luz da lingüística, provérbios são expressões de forte conteúdo semântico e alto poder comunicativo.
Então vamos utilizar dos proverbios mais conhecidos que tem uma curiosa correlação no dia a dia do negócios no Japão, segundo o artigo de Helio Ciffoni :
No aru taka wa tsume o kakusu: Literalmente pode ser traduzida como “o falcão inteligente esconde suas garras afiadas”. Diz-se dos indivíduos que podem ser perigosos no trabalho, algo como no Brasil se diz de alguém que é “águas paradas… (são profundas e perigosas)”
Olhando para a mitologia grega, reforça-nos a personalidade de Poseidon (Netuno para o romanos):
O Mar coube a Poseidon quando ele e seus irmãos Zeus e Hades tiraram a sorte para dividir o mundo.
É o mar que representa o nosso inconsciente em sonhos ou metáforas. As emoções afloram na superfície e em suas camadas profundas habitam seres misteriosos, primitivos e miríades de formas que representam o inconsciente coletivo. É das profundezas do mar que Poseidon, por vezes, ergue-se enfurecido para depois recolher-se novamente. Ele é conhecido também como o "Portador das Inundações" e "Aquele que a Terra sacode", exprimindo seu enorme poder de perturbar e destruir a natureza humana.
Imagine-se contemplando o azul espelho da superfície do mar, sabendo que lá no fundo reina um deus irado e vingativo pronto para explodir a qualquer instante num acesso de fúria! Pois saiba, que estas são as características do arquétipo de Poseidon. "Águas paradas são profundas", diz a sabedoria popular e, podem também serem traiçoeiras. Esta é uma grande verdade, pois este arquétipo é encontrado em toda aquela pessoa que luta muito para manter o controle, propiciando que o seu mundo de emotividade fique reprimido, escondido nas profundezas de seu ser, mas que pode a qualquer instante, brotar do subterrâneo, como as lavas de um vulcão, colocando para fora todo o seu ódio e dor.
Tal comportamento encontra total acolhida no cerne da palavra Hipocrisia:
A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.
François duc de la Rochefoucauld revelou, de maneira mordaz, a essência do comportamento hipócrita: "A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude". Ou seja, todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos.
O termo “hipocrisia” é também comumente usado (alguns diriam abusado) num sentido que poderia ser designado de maneira mais específica como um “padrão duplo”. Um exemplo disso é quando alguém acredita honestamente que deveria ser imposto um conjunto de morais para um grupo de indivíduos diferente do de outro grupo.
Hipocrisia é pretensão ou fingimento de ser o que não é. Hipócrita é uma transcrição do vocábulo grego "hypochrités". Os actores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam numa peça teatral. É daí que o termo hipócrita designa alguém que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência.
Encerramos por aqui, mostrando que por mais que o comportamento superficial mantenha uma "máscara" muitas vezes irreal, ela cai com o tempo, sobrevindo a sua verdadeira face. E esta, apenas, que é real e a qual devemos expor e conviver com ela em toda nossa vida, afinal nós somos reais? ou apenas uma ilusão?
Muitos dizem que Johannes Brahms dominou, junto a Richard Wagner, a música clássica da segunda metade do século 19. Um dos maiores nomes da cultura alemã, o compositor dedicou-se a quase todos os gêneros --exceto ópera e balé-- por meio do que acreditava ser realmente uma música pura. Talvez por isso seja tão difícil compreendê-lo.
Ele nasceu em 1833 em Hamburgo, umas das principais cidades portuárias da Alemanha. Filho de músico --o pai era contrabaixista e tocava em tavernas da cidade--, desde pequeno possuía dotes especiais para a arte. Aos sete anos, incentivado pela família, começou fazer aulas de piano. O talento do menino era tanto que, com apenas dez anos, realizou o primeiro concerto público com composições de Mozart e Beethoven.
Pouco tempo depois, começou a tocar nas noites com o pai. Foi neste período que se revelou como um homem bruto, extremamente grosseiro --zombava de todas as mulheres. Nesta mesma época, iniciou as aulas de composição e conheceu importantes nomes da música, como os violinistas Eduard Reményi e Joseph Joachim e os compositores Franz Liszt e Robert Schumann.
Durante um longo período, Brahms percorreu algumas cidades alemãs e dividiu o tempo morando nas residências de Joachim, em Hannover, e Schumann, em Dusseldorf.
Apenas com a morte de Schumann, ele finalmente decidiu arrumar um emprego. Passou a trabalhar como mestre de capela em Lippe-Detmond, uma pequena cidade germânica, onde ficou por pouco mais de um ano.
Em 1863, o compositor foi morar em Viena. É na capital austríaca que ele obtém sucesso e dedica-se exclusivamente à composição. O mérito de grande compositor chegou com a estréia do Réquiem alemão, em 1868.
Graças a essa obra, foi convidado para dirigir a Sociedade dos Amigos da Música, principal centro artístico da cidade. Brahms ficou à frente da instituição por cerca de três anos (de 1872 a 1875).
Mesmo já consagrado como importante compositor, recebeu o título de "sucessor de Beethoven" com a sua primeira sinfonia, em 1876. Pouco antes de morrer, depois de terminar o Quinteto de cordas op. 111 decidiu parar de compor -- inclusive deixou um testamento preparado. No entanto, voltou rapidamente à rotina de músico e escreveu inúmeras obras de câmara para clarinete.
Brahms considerava-se, orgulhosamente, um "pagão" por não acreditar em Deus. Manteve-se solteiro e dedicou a vida às viagens pela Europa, principalmente à Itália. Morreu aos 63 anos, de câncer no fígado, no dia 03 de abril de 1897.
Escrever sobre livros é sempre uma perigosa opção, sempre pode ser que o leitor tem muito mais horas de leitura que nós, pobres blogueiros. Mas decidi correr o risco e escrever sobre uma coleção diferente.Você já viu alguém escrever sobre história do Brasil e não ser historiador? Pois o Eduardo Bueno, este irrequieto jornalista, escritor e tradutor brasileiro, nascido em Porto Alegre/RS, topou o desafio. Escreveu uma série de 4 livros publicados pela Editora Objetiva , a coleção Terra Brasilis : Os dois primeiros livros da Coleção Terra Brasilis, A Viagem do Descobrimento e Náufragos, Traficantes e Degredadosganharam a menção de altamente recomendável e o prêmio de melhor informativo da Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil. AViagem do Descobrimento também ganhou o prêmio Jabuti em 1999. Vamos a ficha de cada um dos livros, fornecida pela Editora Objetiva:
O jornalista Eduardo Bueno, o Peninha, narra, em A VIAGEM DO DESCOBRIMENTO - primeiro volume da coleção Terra Brasilis - uma das maiores aventuras jamais experimentadas pelo homem. Esta história, que durante tanto tempo nos foi contada como mero punhado de nomes e datas a decorar, é agora desvelada como uma saga apaixonante, em que homens precisaram vencer seus limites na busca de um novo mundo.
Quem eram os homens que acompanharam Cabral em sua armada?
Quanto ganhavam para arriscar suas vidas nessa imprevisível saga?
E Cabral, quanto ganhou para capitanear a empreitada?
que e quanto comia a tripulação durante a travessia?
Como suportavam os longos dias de enervantes calmarias?
Como enfrentavam o inferno de mares tempestuosos?
Quem patrocinou a expedição?
Dos mais de mil homens que deixaram Lisboa com Cabral,
Segundo volume da coleção Terra Brasilis, que se tornou um dos maiores sucessos editoriais do país neste ano - o livro que abre a série, "A Viagem do Descobrimento", já ultrapassou o marco de 20 mil exemplares, liderando as listas de mais vendidos - "Náufragos, Traficantes e Degredados", de Eduardo Bueno, revela, com dramaticidade e riqueza de detalhes, um dos períodos mais empolgantes, porém menos abordados, da nossa história - as primeiras expedições ao Brasil, que ocorreram em seguida à descoberta, de 1500 a 1531.
Mais de trinta anos já se haviam passado desde que Pedro Álvares Cabral tomara posse do Brasil em nome da Coroa lusa. Foi somente em 1534 que Portugal decidiu realizar a partilha do vasto território localizado na margem oriental do Atlântico, até então virtualmente abandonado, em enormes lotes - as "capitanias hereditárias". Foram agraciados com essas terras 12 capitães-donatários, a maior parte conquistadores que haviam lutado na Índia e na África. A saga fascinante desses homens que vieram ocupar e colonizar o Brasil de 1530 a 1550.
No quarto volume da consagrada coleção Terra Brasilis – com mais de meio milhão de exemplares vendidos – o escritor Eduardo Bueno traça um panorama impressionante da primeira tentativa de colonização do Brasil feita com dinheiro da própria Coroa portuguesa. Com uma narrativa repleta de detalhes saborosos, A Coroa, a Cruz e a Espada revela a origem de algumas mazelas que, 450 anos depois, ainda minam o desenvolvimento do Brasil.
No quarto volume da coleção Terra Brasilis, Eduardo Bueno explica as origens de um Brasil corrupto e burocrata
“Povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la.” O jornalista Eduardo Bueno reconhece que a frase feita não passa de um chavão, mas a considera perfeita para definir a importância da coleção de história...."
Cepal discute promoção do trabalho decente e oportunidades de novos empregos para os jovens da região em encontro no Peru; apenas 32,4% das mulheres da América Latina com até três anos de escolaridade tem emprego.
Quanto mais baixo o nível educacional de jovens, menor será o acesso a empregos de qualidade e de alta produtividade, particularmente entre as mulheres.
A afirmação foi feita pelo secretário-executivo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, Antonio Prado, durante encontro em Lima.
Escolaridade
Prado participa do 2º Fórum América Latina e Caribe - União Europeia, que termina nesta quarta-feira no Peru.
O encontro de três dias reúne especialistas, ministros, representantes de governo e de organizações internacionais para discutir a promoção do trabalho decente e oportunidades de novos empregos para os jovens.
O secretário-executivo da Cepal lembrou que apenas 32,4% das mulheres da região com até três anos de escolaridade tem emprego. O índice sobe para 53% quando elas tem educação primária e secundária completa.
Segundo Antonio Prado, a relação entre escolaridade e nível de pobreza é parecida. Quase 25% dos jovens mais pobres da região não são economicamente ativos nem trabalham. Entre os ricos, apenas 7% estão na mesma situação.
Investimentos A fraca inserção no mercado de trabalho traria várias conquências, como baixa renda, desigualdade, transmissão de pobreza, má utilização de recursos investidos na educação e desintegração social.
O secretário-executivo da Cepal pediu mais investimentos em educação e capacitação de trabalho e medidas como ampliação das matrículas e aumento de jornada escolar para o nível primário.
As conclusões e recomendações do Fórum no Peru serão entregues aos chefes de Estado e governo que participam de encontro em Madri em maio.
Após escrever o artigo anterior, sobre violência e desrespeito contra as mulheres, lembrei-me desta minissérie que foi exibida na Rede Globo em 1982 no horário das 22h: Quem ama não mata!! Escrita por Euclydes Marinho e dirigida por Daniel Filho e Dennis Carvalho, exibida entre 12 de julho e 6 de agosto de 1982 teve 20 capítulos. O título Quem Ama Não Mata tem sua origem na onda de crimes passionais que ocorria no país na época e nas pichações nos muros das grandes cidades com a inscrição.
As noticias de agressões e violências contras as mulheres são histórias e atingem celebridades, no ano passado o cantor Chris Brown confessou que tinha a agredido a ex-namorada, a também cantora Rihanna. A agressão deixou Rihanna, cantora de sucessos como "Umbrella", contundida e ensanguentada, segundo noticia publicada no site G1.
Voltemos a minissérie (cuja abertura em vídeo reproduzo abaixo), no capítulo final depois de uma séria discussão Jorge (Cláudio) acaba matando sua esposa Alice (Marilia Pera).
Qualquer relação com a realidade não será mera coincidência, aliás triste e repetitiva realidade.
Recomendo a vocês a leitura do apelo da blogueira Maria de Fátima Jacinto no blog Uma Mulher , se você poder ajudar-la, faça isto ou retransmita esta mensagem até que ela possa ter sua dignidade de volta.
Nos últimos anos, a sociedade brasileira entrou no grupo das sociedades mais violentas do mundo. Hoje, o país tem altíssimos índices de violência urbana (violências praticadas nas ruas, como assaltos, seqüestros, extermínios, etc.); violência doméstica (praticadas no próprio lar); violência familiar e violência contra a mulher, que, em geral, é praticada pelo marido, namorado, ex-companheiro, etc...
Mas a violência contra a mulher, seja no contexto domiciliar ou público reveste de amplo espaço de tempo. Vamos tentar colocar alguns casos históricos e atuais.
Sóror Joana Angélica de Jesus (Salvador, 12 de dezembro de 1761 — 19 de fevereiro de 1822) foi uma religiosa concepcionista baiana, nascida no Brasil colônia, que morreu defendendo o Convento da Lapa em Salvador (Bahia) contra soldados portugueses.
Joana Angélica era filha de José Tavares de Almeida e sua esposa, Catarina Maria da Silva. Aos vinte anos de idade, a 21 de abril de 1782, entrou para o noviciado no Convento de Nossa Senhora da Conceição da Lapa, na capital baiana.
Ali foi escrivã, mestra de noviças, conselheira, vigária e, finalmente, abadessa.
Ocupava a direção do Convento, em fevereiro de 1822, quando a cidade ardia de agitação contra as tropas portuguesas do brigadeiro Inácio Luís Madeira de Melo - que tinham vindo para Salvador desde o Dia do Fico.
Grande resistência opunham os nativos baianos: no ano anterior (1821) a cidade já tinha sido palco de revoltas. A posse de Madeira de Melo tinha sido obstada, em 18 de fevereiro, mas a superioridade das forças do Brigadeiro impingiram a derrota dos nativos.
Soldados e marinheiros portugueses se embriagam e cometem excessos pela cidade, comemorando e, a pretexto de perseguir eventuais "revoltosos" atacam casas particulares e, continuando a sanha desenfreada pelo dia seguinte, tomam as ruas e dirigem-se ao Convento da Lapa.
Sólida construção colonial, ainda hoje existente na Capital Baiana, o Convento da Lapa compõe-se de uma clausura, cuja principal entrada é guarnecida por um portão de ferro.
Os gritos da soldadesca são ouvidos no interior. Imediatamente a Abadessa, pressentindo certamente objetivos da profanação da castidade de suas internas, ordena que as monjas fujam pelo quintal.
O portão é derrubado e, num gesto heróico, Joana Angélica abre a segunda porta, postando-se como último empeço à inusitada invasão.
Conta a tradição, reproduzida por diversos historiadores, que então exclamou:
Para trás, bárbaros. Respeitai a Casa de Deus. Antes de Conseguis-tes os vossos perfidos desiguinos passareis por sobre o meu cadáver.
— Joana Angélica
Abrindo os braços, num gesto comovente, tenta impedir que os invasores passem. É, então, assassinada a golpes de baioneta - penetrando no sagrado recinto, onde encontram apenas o velho capelão, Padre Daniel da Silva Lisboa - a quem espancam a golpes de coronhas, deixando-o como morto.
Joana Angélica tornou-se, assim, a primeira mártir da grande luta que continuaria, até a definitiva libertação da Bahia, no ano seguinte, a 2 de julho, data efetiva da Independência da Bahia.
Jacobina e João Jorge Maurer se conheceram em Hamburgo Velho, na metade do século XIX. Casaram-se e mudaram-se para Leoner-Hof (como era denominada Sapiranga). Jacobina sofria de ataques epilépticos, desde criança, o que fazia com que ela fosse vista como vítima de um transtorno do sistema nervoso, agravados por leituras de natureza religiosa. Além disso, Jacobina auxiliava o marido no curandeirismo. Naquela época, os médicos eram escassos. Então, as pessoas apelavam para os curandeiros. Aos poucos, Jacobina misturava a religião com o atendimento aos doentes, através de leituras de passagens bíblicas para os pacientes. Logo, ela tornava-se famosa por suas meditações milagrosas. Os adversários de Jacobina, preocupados com os acontecimentos no Ferrabraz, realizaram um abaixo-assinado, levando a imprensa da época a tomar partido contra Jacobina. Em pouco tempo surgiram diversos conflitos entre esses dois grupos, acarretando em violência e mortes. Em 28 de junho de 1874, forças policiais atacaram os muckers, que venceram o conflito. Isso contribuiu para a crença da divindade de Jacobina. Após outro ataque falho, Jacobina conseguiu fugir e se esconder no Ferrabraz. O fim do conflito se deu em 2 de agosto do mesmo ano, quando um traidor levou as forças policiais até o esconderijo de Jacobina Mentz, que foi morta junto da maioria dos muckers.
Em 1976, Ângela se apaixonou por Raul Fernandes do Amaral Street, o Doca Street. Ela o conheceu durante uma festa na casa da mulher de Doca. Três meses depois de conhecer Ângela, Doca mudou-se para o apartamento dela e assumiu o romance.
Em 30 de dezembro do mesmo ano, dia do crime, o casal estava em Búzios para passar o réveillon. Segundo amigos de Ângela, a paixão dela por Doca já não existia mais. Depois de passar toda a tarde bebendo, Ângela, completamente embriagada, discutiu violentamente com Doca.
Durante a briga, disse que não queria mais viver com ele, segundo afirmou Doca na época. Doca então foi embora. Mas voltou. E implorou para que Ângela ficasse com ele. Ângela concordou. Mas, ainda segundo Doca, impôs uma condição: ele teria que aceitar relacionamentos dela com outros homens. Nesse instante, Doca sacou uma arma e matou Ângela com quatro tiros. Depois de passar por dois julgamentos, ele acabou condenado a 15 anos de prisão em regime fechado.
Este caso ficou famoso pela defesa alegada pelo réu: "Legítima defesa da Honra"! Que honra teria sido ofendida para que o assassino cometesse tamanho desatino?
O último caso que será tratado neste artigo é bem atual e revoltante, o relato está publicado no blog Uma Mulher :
Peço um favor, que você leia está carta até o final e deixe o seu coração tomar a decisão.
Nessa carta exponho uma parte da minha vida: Meu nome é Maria de Fátima Jacinto, tenho 49 anos, sou mãe de três filhos, dos quais um faleceu em janeiro de 2009. Somos meus filhos e eu, vitimas de violência doméstica.
Camille Saint-Saëns (Paris, 9 de outubro de 1835 – Argel, 16 de dezembro de 1921) foi um compositor, pianista e organista francês.
Biografia
Seu pai morreu quando ele tinha apenas quatro meses de idade, e Camille foi criado pela mãe e por uma tia.
Como havia um piano na casa, aos dois anos e meio de idade o garoto já gostava de brincar com as teclas, e em pouquíssimo tempo já tocava pequenas melodias sem ter sido ensinado por ninguém. Sua mãe e sua tia lhe deram as primeiras lições de teoria musical.
Aos 7 anos de idade já escrevia pequenas peças. Recebeu lições de piano de Camille Stamaty e Alexandre Boëly, e harmonia de Pierre Maleden, e aos 10 anos já conseguia tocar algumas das peças mais difíceis de Mozart e Beethoven.
Apresentou-se em público pela primeira vez na Sala Pleyel de Paris a 6 de maio de 1846, sem ter completado ainda 11 anos de idade. Aos 13, entrou para o Conservatório de Paris, onde estudou órgão com Benoist, contraponto e fuga com Jacques Fromental Halévy.
Para auxiliar a família, tocava órgão na Igreja de St. Merry, e em 1857 obteve o cargo de organista na Igreja da Madeleine, cargo esse que ocuparia por 20 anos. Aos 25 anos já era famoso na Europa inteira como pianista e compositor, tendo escrito três sinfonias, um concerto para violino, um quinteto, peças de música sacra.
Travou amizade com Liszt.
Saint-Saëns conhecia música profundamente, familiarizado com as obras dos grandes compositores europeus antigos e modernos. Possuia uma vasta e sólida cultura em filosofia, ciência e literatura. Em astronomia chegou a alcançar verdadeira autoridade. Escreveu um livro de filosofia, Problèmes et Mystères, versos, uma comédia, e escreveu ele mesmo os libretos de várias de suas óperas.
Saint-Saëns gostava muito de viajar. Movido por impulsos súbitos, fazia excursões repentinas às partes mais distantes do planeta, dava-lhe prazer conhecer lugares exóticos.
Visitou a Espanha, as Canárias, o Ceilão, a Indochina, o Egito, esteve várias vezes na América. Deu concertos no Rio de Janeiro e em São Paulo em 1899, com a colaboração de Luigi Chiafarelli, uma figura de destaque no ambiente musical brasileiro. Visitou também San Francisco na Califórnia.
A morte veio colhê-lo numa cama de hotel em Argel, na Argélia, no dia 16 de dezembro de 1921. Acredito que agora chegou mesmo o meu fim, murmurou, e fechou os olhos para sempre. Já fazia tempo que este homem feliz desejava a morte secretamente.
A obra de Camille Saint-Saëns é imensa: sinfonias, concertos para piano e violino, peças para órgão, música vocal e instrumental, sacra e profana. Entre as peças mais conhecidas deste compositor, podemos citar: o Concerto para violino nº3 em si menor (op. 61), a Danse Macabre, Introdução e Rondò Capriccioso para violino e orquestra (uma peça extremamente brilhante para o violino), o Carnaval dos Animais.
Uma amostra da riqueza de suas composições pode ser admirada nas telas de cinema: no primeiro dos filmes do porquinho Babe, o 4º e último movimento da Sinfonia nº3 "Órgào" serve de fundo para a cena do fazendeiro, que canta uma versão inglesa para a belíssima melodia, chamada "If I Had Words".
Saint-Saëns compôs várias óperas, mas somente uma delas é tida pela posteridade como uma obra prima imortal: Samson et Dalila (Sansão e Dalila).
Samson et Dalila ("Sansão e Dalila" em francês) é uma ópera em três atos do compositor francês Camille Saint-Saëns, com libreto de Ferdinand Lemaire, baseado nos capítulos 13 a 16 do Livro dos Juízes da Bíblia. Estreou a 2 de dezembro de 1877 no Hoftheater de Weimar, na Alemanha.
Personagens
Sansão (guerreiro-chefe dos hebreus) tenor Dalila (sacerdotisa dos filisteus) mezzo-soprano Sumo Sacerdote de Dagom (O Sumo Sacerdote de Dagom, deus dos filisteus) barítono Abimeleque (O sátrapa de Gaza, e condena os hebreus por se negarem a aceitar Dagom como seu deus) baixo
A história se passa na Palestina em tempos bíblicos.
Sinopse
É a história de um homem que foi forte o suficiente para derrotar os inimigos de Israel, os filisteus, mas não o suficiente para resistir à malícia de uma mulher.
Ato I
A história se passa na Palestina entre os anos 1050 a.C. e 1000 a.C..
Uma praça pública em Gaza, junto à entrada do templo de Dagom.
Uma multidão de hebreus, homens e mulheres, choram sua derrota diante dos filisteus, e invocam a piedade do Deus de Israel. Entre eles está Sansão, que assume a liderança e os exorta a não perderem a fé nem a esperança. A princípio, a multidão parece desanimada e descrente, mas pouco a pouco Sansão consegue reacender neles a chama do fervor e da coragem.
Chega Abimelec, que insulta com grande insolência o povo hebreu e seu Deus: "Não vedes que vosso Deus permanece surdo aos vossos gritos? Ele que mostre seu poder, e venha quebrar vossas correias e vos dar a liberdade! Vosso Deus treme diante de Dagoooooo, o maior dos deuses!" Os hebreus cantam um hino de desafio: Israël romps ta chaîne! O peuple, lève-toi! Abimelec se precipita sobre Sansão com a espada na mão para feri-lo; Sansão, num golpe de arte marcial o lança ao chão e, pegando da espada, dá morte a Abimelec ali mesmo.
Reina grande confusão, e os hebreus fogem seguindo Sansão. O Sumo Sacerdote de Dagom sai do templo, acompanhado de guardas e soldados, e se depara com o cadáver de Abimelec. O sacerdote os incita a vingarem aquela morte e a exterminarem da face da terra os filhos de Israel, mas os filisteus são tomados de terror. Soldados filisteus carregam o corpo de Abimelec. Um mensageiro palestino traz a notícia de que os israelitas, liderados por Sansão, causam devastação, terror e morte entre os filisteus. Alguns velhos hebreus reunidos na praça cantam um hino de louvor ao Deus de Israel. Sansão reaparece, acompanhado de alguns hebreus.
As portas do templo de Dagão se abrem e surge Dalila acompanhada de lindas jovens palestinas que levam nas mãos buquês de flores e, com suaves cânticos, saúdam a chegada da primavera. Dalila começa a empregar suas armas de sedução, dirigindo-se a Sansão: Je viens célébrer la victoire, eu venho celebrar a vitória daquele que reina em meu coração. O ato termina com Dalila cantando uma ária com tal poder de sedução que é muito difícil pôr a culpa em Sansão - quem não se deixaria seduzir? - Printemps qui commence. A ária é plena de um lânguido sensualismo oriental, de forma que, ao terminar de ouvi-la, estamos totalmente embriagados.
Ato II
O vale de Sorec, na Palestina
Vê-se à esquerda a habitação de Dalila, com um ligeiro pórtico recoberto de verdejantes folhagens e plantas orientais. Sentada sobre uma rocha, deslumbrantemente vestida, Dalila parece pensativa. A orquestra toca uma música sensual, sugerindo odaliscas dançando nuas. Dalila se preocupa: será que Sansão virá? Será que eu vou poder seduzi-lo? Amour, viens aider ma faiblesse.
O Sumo Sacerdote chega para conversar com Dalila. Eles cantam um longo dueto, exprimindo suas preocupações e ansiedades. Ambos estão interessados na destruição de Sansão. O sacerdote oferece a Dalila dinheiro para que ela descubra o segredo da força de Sansão. Ela diz a ele que não se preocupe: seu desejo de vingança já é mais que suficiente. O dueto termina num reverberante pacto de vingança: Unissons-nous tous deux! Mort au chef des hébreux! O sacerdote agora se afasta, para não ser surpreendido por Sansão que já vem chegando. Dalila o cobre de carícias numa ária de resplandecente beleza, Mon coeur s'ouvre à ta voix.
Na conversa com Sansão, porém, ela bate sempre na mesma tecla: "Tu não me amas de verdade, Sansão, porque se tu me amasses, tu me revelarias o segredo da tua força." Quando Sansão nasceu, seus pais fizeram uma promessa ao Deus de Israel: Sansão seria consagrado a Deus, seu cabelo jamais seria cortado. Sansão não pode revelar este segredo a ninguém.
O que começou num terno diálogo de amor termina num discussão violenta: Dalila pede a Sansão que saia de sua presença e não volte mais. Sansão hesita. Voltando-se para Dalila, ele acaba lhe revelando o segredo fatal. Os dois entram na casa. A tempestade, o trovão e o relâmpago açoitam com fúria aquela casa. Assim que Sansão adormece, Dalila abre a janela e acena para uns soldados filisteus que se escondiam na moita. Sansão grita: Trahison!
Ato III
Cena 1
Uma prisão em Gaza
Cortaram os cabelos de Sansão, o cegaram e acorrentaram. Nós o vemos atado a uma manivela que move a pedra de um moinho. Ouve-se uma música triste, fúnebre, pesada e angustiada. Vois ma misère, hélas! Vois ma détresse! geme Sansão. Lá fora, ouve-se o coro dos hebreus escravizados, que o recriminam sem parar. Na verdade, é a própria consciência de Sansão que o atormenta.
Cena 2
Interior do templo de Dagão
No interior do templo, vê-se uma estátua do deus, semelhante a um peixe, e a mesa dos sacrifícios. No meio do santuário, duas colunas de mármore parecem sustentar todo o edifício. Vemos o Sumo Sacerdote de Dagão circundado de príncipes filisteus e Dalila junto com jovens palestinas coroadas de flores e com taças na mão. O templo está cheio de gente.
Cantam um hino em homenagem a Dagão e depois vem o Bacanal, uma peça orquestral muito excitante, um balé em homenagem ao deus dos filisteus. Sansão entra, conduzido por um garoto.
A humilhação de Sansão é o ponto alto do espetáculo; Dalila e o Sumo Sacerdote zombam dele. O sacerdote ordena ao garoto que conduza Sansão para o centro do templo, para que todo o povo possa vê-lo. Apoiando-se nas colunas do templo, Sansão faz uma prece ao Deus de Israel: "Permite-me, Senhor, vingar meus olhos aos filisteus!" Jeová ouve-lhe a prece, e restitui-lhe a força no último momento da sua vida. O templo desaba, matando Sansão, Dalila, e mais filisteus do que Sansão matou em toda a sua vida. (Confiram o clipe logo abaixo)