31 de janeiro de 2010

Clássicos da Musica Mundial - Barcarole de Offenbach

JACQUES OFFENBACH

Nascido em 1819, em Colônia, Alemanha, com o nome de Jakob, esse filho de um cantor de sinagoga se mudou, ainda muito jovem, para Paris, onde passou a se chamar Jacques. 

Após estudar no Conservatório, trabalhar como violoncelista no Opéra-Comique e como maestro da orquestra do Théâtre Français, em 1855 ele fundou o Bouffes-Parisiens, para o qual criou inúmeras operetas, como o seu primeiro grande sucesso "Orfeu no Inferno". Em 1873 se tornou diretor do Gaîté Lyrique, teatro que rapidamente foi à bancarrota. Arruinado financeiramente e com a saúde abalada, fez uma turnê pelos Estados Unidos, morrendo, em 1880, em Paris, antes de terminar seu projeto mais ambicioso, a ópera "Os Contos de Hoffmann".

OS CONTOS DE HOFFMANN

O tema para essa ópera ocorreu à Offenbach, quando ele assistiu, em 1851, à uma peça de Barbier e Carré, baseada em três histórias fantásticas de Ernst Theodor Hoffmann, extraídas, em parte, de um episódio real da vida desse compositor e escritor alemão. Mas, apenas em 1876, durante a turnê pelos Estados Unidos, o projeto começou a amadurecer. Após fracassada tentativa inicial de estrear a nova ópera no Théâtre de la Gaîté-Lyrique, que fechou suas portas, Offenbach promoveu, então, em 1879, uma audição em sua casa de nove números da partitura, em redução para canto e piano. Entre os 300 convidados estava Léon Carvalho, diretor do Opéra-Comique, que acabou ficando com os direitos de execução. 

Ansioso por ver sua ambiciosa obra encenada, Offenbach cedeu às inúmeras exigências feitas por Carvalho:

-- o papel de Hoffmann, originalmente para barítono, foi reescrito para tenor

-- entre os números cantados foram acrescentados diálogos falados

-- os 3 papéis femininos, originalmente para soprano lírico, foram reescritos para coloratura

A morte prematura de Offenbach, em 1880, o impediu de ver sua ópera encenada, bem como também de concluir a obra, embora os ensaios já tivessem começado !

Ele deixou o Iº ato inteiramente orquestrado, indicações precisas sobre a instrumentação do IIº, IIIº e início do IVº e trechos de composição faltando no final do IVº e no Vº.

Assim como em "Carmen", de G.Bizet, Ernest Guiraud foi chamado a completar a obra (ele escreveria, também, os recitativos para a estréia de Viena, em 1881). Léon Carvalho adiou várias vezes a estréia, enquanto continuava a fazer inúmeras alterações:

-- o papel duplo da Musa/Nicklausse, cantado por um mezzo-soprano, foi desmembrado em dois: a Musa virou um papel falado, e Nicklausse foi dado à um tenor

-- o IVº ato foi totalmente cortado, pois era "excessivo", segundo Carvalho, tendo alguns de seus melhores trechos simplesmente transferidos para outros atos

A premiére da obra, mutilada, finalmente aconteceu em 10 de Fevereiro de 1881.

Após a estréia, porém, nem todos os manuscritos (usados ou não) retornaram à família de Offenbach. A ausência dessas fontes seguras fizeram com que os Contos, por muito tempo, conhecessem várias versões, hipóteses que, hoje se sabe, traíam os desejos do compositor, "escondidos" em manuscritos que só viriam à tona a partir da década de 70 do século vinte. 

Fonte: Guia Erudito
 

30 de janeiro de 2010

Clássicos da Literatura - Vampiros Emocionais

Esta semana, excepcionalmente, tivemos indicação de dois livros, o primeiro foi Sybil, da escritora Flora Schreiber. Hoje no seu dia normal, vamos fugir um pouco a regra, vamos aceitar a indicação de uma querida amiga e colaboradora deste blog (com seus excelentes comentários) Leila Franca, ela falou e vamos publicar a resenha do livro Vampiros Emocionais

O livro ensina a lidar com colegas de trabalho, amigos e parentes que só querem sugar o bem-estar emocional e psicológico das outras pessoas. Trata de seres anti-sociais, histriônicos, narcisistas, obsessivo-compulsivos e paranóicos, que exibem qualidades tanto charmosas quanto perigosas e que conquistam a fé, a confiança e o afeto das pessoas à sua volta para sugar toda sua energia emocional. Oferecendo meios de compreender a natureza do comportamento e do funcionamento do cérebro destes vampiros, o dr. Albert J. Bernstein descreve minuciosamente uma série de tipos de personalidades e de reações humanas, e enumera o que esperar e com o que tomar cuidado O livro traz conselhos valiosos, perspectiva psicológica e o humor tão necessário a esses relacionamentos humanos mais difíceis e desgastantes. 

Colocaremos também aqui, trechos da critica do livro feita por Maurício Oliveira para a Veja on-line  : 

"..... Desde que o lendário conde Drácula ganhou vida na literatura e no cinema, reconhecer e identificar um vampiro passou a ser um esporte estimulante e divertido, já que sua pálida figura de dentes caninos salientes não se reflete em espelhos nem se deixa flagrar durante o dia."

"....De dia ou de noite, o mundo continua a ter uma boa cota de habitantes mesquinhos, invejosos ou inescrupulosos, no lar, no bar, no clube ou no escritório. Bernstein descreve com detalhes os cinco tipos mais comuns de vampiro, alertando para suas características específicas e sugerindo estratégias de convivência segura. Um deles é o vampiro inconstante, aquele que não assume compromisso com ninguém e com nada, namora todo mundo e vive trocando de emprego. O narcisista se acha o máximo, obviamente, e adora pisar nas pessoas. Outros tipos são o teatral, o obsessivo e o paranóico, numa adaptação livre dos termos empregados pelo autor . Assim como os vampiros do cinema recuam diante de crucifixos, alho ou água benta, os vampiros emocionais sentem-se ameaçados por experiências comuns, como o tédio, a incerteza e a responsabilidade, Bernstein define."

"....Uma característica freqüente entre os vampiros emocionais é o poder de sedução. Nos primeiros contatos, sempre parecem mais interessantes que as pessoas comuns. São bons de papo e gentis, mas, quando se sentem impelidos a saciar a sede por sangue, são capazes de avançar no pescoço da própria mãe e de quem mais estiver por perto. A descrição de Bernstein vale tanto para o colega de trabalho que se acha o sujeito mais inteligente do mundo quanto para aquela vizinha que sorrateiramente vigia cada um de seus passos. Como as crianças de colo, os vampiros imaginam que os outros existem apenas para suprir as suas necessidades. Parecem adultos por fora, mas continuam bebês por dentro. "As estratégias mais bem-sucedidas no trato com os vampiros emocionais são precisamente as mesmas a que você recorreria com uma criança de 2 anos para definir limites", ensina Bernstein. Com a diferença de que os bebês não têm caninos afiados para enterrar em sua jugular."  

A dica está dada e o agradecimento a Leila feito.. agora se você é quem eu (gourmet de bons livros) deguste esta obra sem moderação, ela é um valioso compêndio para entender as figuras e/ou caricaturas de pessoas que nos cercam. Bom Proveito!!!

(Com informações da Veja on-line e Livraria Cultura)

29 de janeiro de 2010

Comportamento dissociativo e falsos personagens

Eu sei que, nas sextas-feiras, eu sempre publico aqui no blog, uma história de Romance Forense do site Espaço Vital. Mas hoje excepcionalmente, irei indicar um livro, ilustrando melhor a minha idéias e opinião sobre o assunto que fascina-me há muito. Porém este assunto só foi possivel quando uma amiga minha, profissional da área de saúde mental e professora universitária, falou  e emprestou um livro emblemático, polêmico e com uma história impressionante. 

Sybil conta a história verídica da paciente psiquiátrica Sybil Isabel Dorsett, que sofria de Transtorno Dissociativo de Identidade (também conhecido como MPD – Multiple Personality Disorder ou Transtorno de Múltiplas Personalidades, e que passou a ser oficialmente chamado de DID - Dissociative Identity Disorder a partir de 1994). Ao longo do tratamento, foram identificadas 16 personalidades de Sybil (incluindo a personalidade atuante, e várias personalidades femininas e masculinas, de diversas idades).





Após a morte de Sybil em 1998, sua verdadeira identidade foi revelada; ela era Shirley Ardell Mason, (foto) uma artista e professora de arte; o pseudônimo Sybil foi criado pela escritora Flora Schreiber e pela Dra Cornelia Wilbur para proteger a privacidade da paciente. Muito talentosa, Sybil pintava e desenhava em vários estilos diferentes; na verdade, cada personalidade tinha um estilo artístico próprio.

Sua história foi contada em livro, escrito por Flora Rheta Schreiber e lançado em 1973; a autora foi convidada a escrever o livro pela Dra Wilbur, a psiquiatra de Sybil. Flora e Sybil conviveram por três anos durante o tratamento, e por muitos anos, como amigas, até a morte da escritora, em 1988. O livro foi aprovado pela paciente e pela psiquiatra, e tornou-se um sucesso de vendas logo após o lançamento.

Generalidades


Estes transtornos são os mais explorados pela indústria cinematográfica, dada sua curiosa forma de apresentação. O aspecto central dos transtornos dissociativos (ou também chamados conversivos) é a perda total ou parcial de uma função mental ou neurológica. As funções comumente afetadas são a memória, a consciência da própria identidade, sensações corporais, controle dos movimentos corporais. Esses acometimentos estão por definição ligados a algum evento psicologicamente estressante na vida do paciente cuja ligação o paciente costuma negar e conseqüentemente o psiquiatra precisa de auxílio para detectar
.
Dada a comprovação da inexistência de um fator físico detectável, sua rápida instalação e a preservação das demais funções mentais e neurológicas, as pessoas diretamente prejudicadas pelo distúrbio do paciente consideram simuladores. Esses casos ainda não foram inteiramente compreendidos o que não significa que sejam simulações. Reconhecemos nossa ignorância e justamente por ela não temos como negar sua existência. Por enquanto admite-se a existência da paralisia neurológica e psiquiátrica, uma de bases definidas, outra de bases indefinidas justamente como foi no passado com a neurologia.

Vamos tentar levar este comportamento para o mundo virtual, twitter, redes sociais e grupos virtuais. Conheço um caso no grupo virtual que participei, um homem confessou que além da identidade dele tinha mais quatro identidades falsas ou "fakes" sendo que duas eram mulheres. O que leva uma pessoa a ter estes comportamentos? Bom acho que o artigo acima é bem explicativo, utilizar consciente ou inconscientmente perfis falsos não pode e nem devem ser considerado ditamente "normal". Utilizar personagens de sexo diferente também deve ser um comportamento que denota uma pessoa que necessita urgentemente procurar um profissional da área de saúde mental.  

(Com informações dos sites Psicosite , Rato de Biblioteca)

25 de janeiro de 2010

Comportamentos histriônicos na blogosfera


Vou voltar a falar sobre certos comportamentos nas blogosfera, desta vez falando sobre os histriônicos (ou histéricos). São considerados como tal os “bebês chorões”, “malandros”, “conspiradores” ou “manipuladores”. Já falei em artigo anterior sobre o comportamento dos valentões da blogosfera, os trolls. 

Vamos falar agora sobre este tipos de comportamento já definido por Platão (400 aC),  como: “ ... também nas mulheres e pelas mesmas razões, a chamada matriz ou útero é um animal que vive nelas com o desejo de fazer filhos. Quando fica muito tempo estéril, após o período da puberdade, tem dificuldade em suportá-lo, indigna-se, erra por todo o corpo, bloqueia os condutos do hálito, impede a respiração, causa mal-estar extremo e ocasiona doenças de toda espécie”.  

Então entendemos que esta definição de Platão aplica-se na blogosfera como a produção, divulgação e popularização de nossos artigos, opiniões, comportamentos e influências no meio digital. Observo, principalmente, este tipo de ações quando são citadas expressões como: “ninguém lê meus artigos, ninguém comenta, ninguém retransmite minhas opiniões e comentários”. No caso do Twitter, reclamam : “Ninguém dá RT (retweet ou retransmitir) nas minhas indicações”.  

No histérico, o traço prevalente e mais unanimemente reconhecido entre diversos investigadores é o “histrionismo”. A palavra, que significa teatralidade, surgiu na Roma antiga para designar como histrião, o comediante, que representava papeis. 

Portanto, o histrionismo do histérico clássico é representado por seu caráter afetado, exagerado, exuberante como se estivesse fingindo. Sua representação sempre varia de acordo com as expectativas da platéia. É um comportamento caracterizado por colorido dramático, extrovertido e eloqüente, com notável tendência em buscar contínua atenção. Trata-se dos únicos distúrbios de personalidade mais freqüentes no sexo feminino. 

Os pacientes histriônicos tendem a exagerar seus pensamentos e sentimentos, apresentam acessos de mau humor, lágrimas e acusações sempre que percebem não serem o centro das atenções ou quando não recebem elogios e aprovações. São pessoas freqüentemente animadas e dramáticas, tendendo sempre a chamar atenção sobre si mesmas. De início elas costumam encantar as pessoas com quem travam conhecimento, principalmente devido ao seu entusiasmo, à aparente franqueza e fragilidade ou, simplesmente, devido à exímia capacidade de sedução. Tais qualidades, contudo, perdem sua força à medida que esses indivíduos passam a exigir continuamente o papel de "dono da festa" .

Sendo assim, tentam ou ser chorões, ou manipuladores tentando desconsiderar seus "pretensos desafetos digitais" ou atacar de maneira indireta, já que ninguém ou poucas pessoas consideraram relevante comentar sobre "o massacre das focas albinas na Zâmbia do Norte".


(Com informações dos sites Psiqweb e Psicosite)

24 de janeiro de 2010

Clássico da Música Mundial - Valsa Danúbio Azul


Johann Strauss, dito II (nascido Johann Baptist Strauss  ou Johann Sebastian Strauß) (Viena, 25 de Outubro de 1825 — Viena, 3 de Junho de 1899) foi um grande compositor austríaco da Era Romântica famoso por ter escrito mais de 500 Valsas, polkas, marchas, e quadrilhas. Filho de Johann Strauss I, e irmão dos compositores Josef Strauss e Eduard Strauss.Conhecido como "O Rei da Valsa", foi responsável pela popularidade da valsa em Viena durante o século XIX. Algumas das mais famosas obras incluem The Blue Danube(O Danúbio Azul), Wein Weib und Gesang, Tales from the Vienna Woods, Tritsch-Tratsch-Polka, o Kaiser-Walzer, e da opereta Die Fledermaus (o Morcego)

 

Vida

Estudou música com Joseph Dreschler. Em 1844, aos dezenove anos, fundou uma orquestra de danças. O repertório era formado por valsas e outras danças de vários autores, de seu pai e outras de sua autoria. Fez grande sucesso. Uma de suas composições teve que ser repetida dezenove vezes.

Em 1872, Strauss se apresentou nos Estados Unidos. Seus concertos atraíam tanto o público como compositores consagrados como Liszt, Brahms e Wagner . Este gostava tanto da obra de Strauss que considerava o Danúbio Azul a maior composição clássica de todos os tempos.

Johann Strauss II compôs mais de duzentas valsas, 32 mazurcas, 140 polcas e oitenta quadrilhas, num total de 479 obras publicadas, mais dezenas de peças manuscritas e outras realizadas em parceria com seus irmãos.

Casou-se três vezes, mantinha inúmeras aventuras sexuais e ficava constantemente doente tanto por "excessos amorosos" como por seu ritmo intenso de composição.

Na década de 1870 começou a escrever operetas. As duas primeiras foram Indigo, de 1871, e O carnaval de Roma, em 1873. A obra mais consagrada foi em 1874, com O Morcego, com libreto de Carl Haffner e Richard Genée, a partir de Le Réveillon, de Henri Meilhac e Ludovic Halévy, ambos libretistas de Jacques Offenbach.

É autor das operetas Uma noite em Veneza, de 1883, O barão cigano, de 1885, Sangue vienense, de 1899, entre outras.
 

O vídeo abaixo retrata a valsa Danúbio Azul, (em alemão: An der schönen blauen Donau, "sobre o belo Danúbio azul"), Op. 314, é uma valsa composta por Johann Strauss II em 1866 que estreou no Wiener Männergesangsverein em 13 de fevereiro do ano seguinte.




23 de janeiro de 2010

Classicos da Literatura Mundial - República, de Platão


Platão (em grego: Πλάτων, transl. Plátōn, "amplo"[¹]  Atenas, 428/427[a]  – Atenas, 348/347 a.C.) foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. 

Juntamente com seu mentor, Sócrates, e seu pupilo, Aristóteles, Platão ajudou a construir os alicerces da filosofia natural, da ciência  e da filosofia ocidental.[²]  Acredita-se que seu nome verdadeiro tenha sido Arístocles; Platão era um apelido que, provavelmente, fazia referência à sua característica física, tal como o porte atlético ou os ombros largos, ou ainda a sua ampla capacidade intelectual de tratar de diferentes temas, entre eles a ética, a política, a metafísica e a teoria do conhecimento.

A República (em Grego Πολιτεία) é um diálogo socrático escrito por Platão, filósofo  grego, no século IV a.C.. Todo o diálogo é narrado, em primeira pessoa, por Sócrates. O tema central da obra é a justiça.

No decorrer da obra é imaginada uma república fictícia (a cidade de Callipolis, que significa cidade bela) onde são questionados os assuntos da organização social (teoria política, filosofia política).

O diálogo tem uma extensão considerável, articulada pelos tópicos do debate e por elementos dramáticos. Exteriormente, está dívido em dez livros, subdividida em capítulos e com a numeração de páginas do humanista Stéphanus da tradição manuscrita e impressa.


A ordem da cidade é uma incorporação na realidade histórica da idéia do bem, o agathon. A incorporação deve ser levada a cabo pela pessoa que contemplou o agathon e deixou que a sua consciência fosse ordenada pela visão, o filósofo. Na parte central do diálogo, Platão trata do governo dos filósofos e da visão do Bem, na famosa Alegoria da Caverna.

A parte central é antecedida e seguida pelo debate dos meios que asseguram a substância fisiológica e anímica adequada a uma cidade bem ordenada. A Parte II trata do casamento, da comunidade de bens mulheres e filhos entre os guardiões e das restrições da guerra entre os Gregos. A Parte II,4 trata da educação filosófica dos governantes que irão preservar a ordem na existência.

A Parte II, a incorporação da Paradigma é precedida pela construção genética da ordem justa para a cidade na Parte I; e é seguida pela análise na Parte III das fases do declínio sofrido pela ordem justa após a sua instauração. As três partes em conjunto formam o corpo principal do diálogo com a discussão da ordem justa, a incorporação, a sua génese e o seu declínio.

O conjunto das três partes é enquadrado por uma Introdução e uma Conclusão. O debate da ordem justa surge a propósito da questão sobre se a justiça é melhor que a injustiça ou se o homem injusto terá uma vida mais regalada que a do justo. Após a questão e o debate prolongado sobre a ordem justa, surge a resposta conclusiva de que a justiça é preferível à corrupção.

O corpo principal do diálogo bem como a introdução e conclusão são enquadrados pelo prólogo que constitui um curto diálogo aporético sobre a justiça em que se debatem as opiniões correntes doxai e o epílogo que levanta questões respondidas com o mito da salvação.

A República usa uma argumentação dialética. O pensamento dialético caracteriza-se por apreender a realidade à luz de posições contraditórias, uma das quais acaba por ser compreendida como verdadeira e a outra falsa. A imagem correspondente é a do confroto entre luz, sol, claridade e trevas, escuridão e caverna. A dialéctica ascendente apresenta a ideia por confronto com os pontos de partida empíricos; a dialéctica descendente verifica a corrupção da ideia devido à sua incorporação numa situação empírica. É particularmente interessante notar como as idéias do livro viriam a influenciar os autores posteriores.


 

[¹] Diógenes Laércio 3.4; p. 21, David Sedley, Plato's Cratylus, Cambridge University Press 2003.
[²] "Plato". Encyclopaedia Britannica. (2002).
Fonte: Wikipédia
Imagem: Platão, em detalhe da Escola de Atenas, de Rafael Sanzio (c. 1510). Stanza della Segnatura. Palácio Apostólico, Vaticano.

22 de janeiro de 2010

Romance forense - O noivo fujão



Hoje neste nosso espaço de Romance Forense, enfocamos a divertida história do noivo em fuga. Esta divertida (e inusitada) história está relatada abaixo, confiram



Já na manhã seguinte à festa de bodas, ocorrida no melhor clube da cidade interiorana, o zum-zum não deixava por menos: "o homem sumiu".
 
Nas semanas seguintes houve um angustiosa busca que revelou que, comprovadamente, ainda na madrugada das núpcias, ele tomara um táxi que o deixou, no amanhecer, no aeroporto da capital do Estado. Dali - soube-se depois quando a companhia aérea respondeu a uma requisição judicial - tomara, cedo na manhã, um avião para a capital da Bahia, sem nunca mais ser notícias dele.
 
Imagens disponibilizadas pela Infraero da capital baiana mostraram o fujão descendo sozinho - e despreocupado - no aeroporto de Salvador.

Dois meses depois, a jovem ex-esposa ingressou com a ação de anulação de casamento, por erro essencial. A citação do réu foi editalícia.
 
Após coletar a contestação oferecida por curador e colher a prova, o juiz de primeiro grau desacolheu o pedido. Na sentença, fundamentou que "a autora, mulher com formação universitária e com vivência, certamente já teria se capacitado, antes,  que o seu casamento seria uma incerteza. Em outras palavras, conhecia bem o ´homem´ com quem iria casar".
 
O caso, assim - pela avaliação do magistrado singular - seria de separação judicial litigiosa. Houve apelação.

Em agosto/09, a Câmara Cível do TJ anulou o casamento, fundamentando que "todas as tentativas de localizar o réu foram frustradas, porque mesmo sendo oficiado a diversos órgãos públicos, ouvidas as testemunhas e consultados os pais do demandado, nada disso ajudou para localizar aquele, razão pela qual sua citação se deu por edital".

Essa conjunção era uma das "provas provadas" de que "o casamento não foi consumado, até porque as partes sequer permaneceram juntas até o final da festa de casamento".

Na cidade interiorana, onde já cumprida a averbação da anulação do casamento, o processo ficou conhecido como "o caso da enfim só". É uma paródia ao romântico "enfim sós" - expressão que marido e mulher apaixonados, e recém casados, costumam trocar durante as delícias da lua de mel. 
 
Fonte:  Espaço Vital  com Charge de Gerson Kauer

20 de janeiro de 2010

Comportamentos erráticos na blogosfera

Confesso que alguns comportamentos na blogosfera são muito estranhos: são pessoas que procuram fazer “barulho” com suas atitudes, alguns por imaturidade, por inveja e desejo incontrolável de destruir a imagem, a honra e credibilidade de certas pessoas que se destacam neste meio.

   Já escrevi alguma coisa a respeito, quando os “kibadores” e os “trolls” forçaram  Juliana Sardinha a dar umas “férias” para seu metablog Dicas Blogger.

Via Twitter, a Juliana, que também é médica psiquiatra, levantou a hipótese, de, que todos os ataques virtuais que recebeu poderiam ser devidos a transtornos de comportamento.

Fui atrás de uma bibliografia para entender e embasar este artigo, achei este que transcrevo um trecho, os autores são Isabel AS Bordin e David R Offord, médicos psiquiatras do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo.: 

Certos comportamentos, como mentir e matar aula, podem ser observados no curso do desenvolvimento normal de crianças e adolescentes. Para diferenciar normalidade de psicopatologia, é importante verificar se esses comportamentos ocorrem esporadicamente e de modo isolado ou se constituem síndromes, representando um desvio do padrão de comportamento esperado para pessoas da mesma idade e sexo em determinada cultura. 

A literatura internacional aborda o tema do comportamento anti-social sob diferentes pontos de vista, levando em conta os aspectos legais (criminologia) e psiquiátricos. Do ponto de vista legal, a delinqüência implica em comportamentos que transgridem as leis. No entanto, como nem todas as crianças ou jovens anti-sociais transgridem as leis, o termo delinqüente ficou restrito aos menores infratores (definição legal). Os atos anti-sociais relacionados aos transtornos psiquiátricos são mais abrangentes e se referem a comportamentos condenados pela sociedade, com ou sem transgressão das leis do Estado.

Com base em critérios diagnósticos internacionais, como os da última edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-IV), observa-se que o comportamento anti-social persistente faz parte de alguns diagnósticos psiquiátricos. O transtorno da conduta (conduct disorder) e o transtorno desafiador de oposição (oppositional defiant disorder) são categorias diagnósticas usadas para crianças e adolescentes, enquanto o transtorno de personalidade anti-social (antisocial personality disorder) aplica-se aos indivíduos com 18 anos ou mais. “

Seguindo esta linha de raciocinio percebemos que, protegidos por um "pretenso anonimato" estes comportamentos e ataques "digitais" se propagam por pessoas que tem comportamento, no mínimo, errático. Passa de um lado ou outro, protegendo ou detratando pessoas que não estão de acordo com o seu comportamento ou meio inserido.


Para não "contaminar" com estas atitudes é que devemos "separar" o joio do trigo nesta selva que é a blogosfera, tendo respeito pelas opinião alheias e/ou reafirmando com sua postura, sem ser arrogantes e muito menos destrutivo. Ser civilizado é o mínimo que devemos ser para ter o respeito das pessoas, mesmo sabendo que comportamentos nenhum pouco simpáticos vão sempre cruzar pelo seu caminho.

(Informações via Portal da Educação, Portal da Psicologia Virtual)



17 de janeiro de 2010

Clássicos da Música - Valsa Coppelia



Léo Delibes (21 de fevereiro de 1836 - 16 de janeiro de 1891) foi um compositor francês  do século XIX que compôs várias obras musicais, entre elas, a ópera Lakmé, cuja ária  mais conhecida é o Dueto das Flores .

Biografia

Clément Philibert Léo Delibes nasceu em Saint-Germain-du-Val, agora parte da França. Seu pai era carteiro, sua mãe uma talentosa música amadora e seu avô um cantor de ópera. Foi criado principalmente por sua mãe e seu tio após a morte precoce de seu pai. Em 1871, com 35 anos de idade, o compositor casou-se com Léontine Estelle Denain. Delibes morreu 20 anos depois, em 1891, e foi enterrado no Cemitério de Montmartre, Paris.
 Obras

    * Ballets:

    La Source (1866)
    Coppélia (1870)
    Sylvia ou la Nymphe de Diane (1876)

    * Óperas:

    Le boeuf Apis (1865)
    La cour du roi Pétaud (1869)
    Le roi l’a dit (1873)
    Jean de Nivelle (1880)
    Lakmé (1883)
    Kassya (1893, op. póstuma)

    * Operetas:

    Deux le sous charbon
    La muchacha escocesa de Chatou
    L'Omelette à la Follembuche (1859)

    * Também compôs obras vocais, entre elas uma cantata e uma missa, e cultivou a canção.

 Discografía

    Les Trois Ballets - Coppelia, Sylvia & La Source com a Orquestra Filarmónica Nacional dirigida por Richard Bonynge.

 
    Coppélia, dirigida por Karajan e a Orquestra Filarmónica de Berlím para Deutsche Grammophon; e por Fricke, com a Orquestra Sinfónica da Radio de Berlím, para Capriccio.


    Lakmé, dirigida por J. Gressier, con M. Robin, Ch. Richard, P. Savignol, A. Disney, C. Maurante. Orquestra e coro de la Radio Lyrique de la RTF (1955). Rodolphe. Grabación histórica.


    Lakmé, dirigida por Richard Bonynge, com Joan Sutherland, A. Vanzo, G. Bacquier, J. Barbié, C. Calès. Orquestra e Coro Nacional da Ópera de Montecarlo (1967). Decca.


    Aria de las campanas gravado em álbuns e concertos de numerosas sopranos, entre elas gravações de Maria Callas num recital para CFP, e de Joan Sutherland para Decca.


    Le Roi s'amuse (comedia francesa). Suite de 6 danzas. Dirigida por Thomas Beecham com a Orquestra Filarmónica Real para EMI.


Valsa Coppelia



Coppélia é um ballet cómico-sentimental com coreografia original de Arthur Saint-Léon, com libretto de Saint-Léon e Charles Nuitter, e música de Léo Delibes. Baseia-se numa história macabra de E.T.A. Hoffmann intitulada "Der Sandmann" publicada em 1815. O ballet estreou a 25 de Maio de 1870 na Ópera de Paris, com Giuseppina Bozzachi no papel principal. Um primeiro momento de sucesso foi interrompido pela Guerra franco-prussiana e pelo cerco de Paris, tornando-se, posteriormente, o ballet mais representado na Opera Garnier.

Sinopse

As personagens principais são: o Doutor Coppelius, Swanilda e Franz. A acção decorre na aldeia de Cracóvia, na Polónia.
 

Ato I

Swanilda, a jovem mais bonita da aldeia, está noiva de Franz.

Certo dia ele fica encantado por uma moça que todas as tardes dedica-se à leitura na janela da casa do Doutor Coppelius, um velho que fabrica brinquedos e com uma reputação de bruxo. Ele faz de tudo para chamar a atenção dela: a chama para descer, convida-a para dançar, manda beijos, mas não obtém reação. Swanilda os flagra e promete vingar-se. Ela acaba por interrogar Franz sobre o acontecido, durante uma discussão.

Muda a cena. Na praça, os camponeses estão a dançar a mazurca enquanto Swanilda e Franz fazem um encontro forçado pelos amigos. Swanilda diz não ouvir o barulho de seu trigo, mas ele insiste que ouve, o que significaria a harmonização do amor entre o casal.

Os jovens e Franz decidem fazer uma brincadeira com doutor Coppelius, na qual sua chave fica caída no chão e Swanilda e suas amigas pegam-na e entram na casa do Doutor coppelius.
 

Ato II

Interior da casa do dr. Coppelius.

Swanilda descobre que Coppelia, a tal moça dedicada à leitura, na realidade é uma boneca. Nesse momento, o dr. Coppelius entra e flagra as moças, que fogem, mas Swanilda permanece escondida na varanda de Coppelia e resolve vestir sua roupa e fingir ser a boneca. Vários bonecos e bonecas dançam: escocesas, espanholas, arlequins etc.

Doutor Coppelius, intencionando insuflar vida a Coppelia e não percebendo ser Swanilda, começa a realizar mágicas. Pensa ter conseguido quando Swanilda dança, mas ao teimar com o velho e mexer nos bonecos, é mandada de volta para a varanda.

Franz invade a casa atrás de Coppelia e Swanilda e eles se encontram. Tanto Franz quanto doutor Coppelius descobrem a verdade.
 

Ato III

Na aldeia, celebra-se o casamento de Swanilda e Franz. Após a noiva jogar o buquê, o Dr. Coppelius aparece se queixando da destruição de seus bonecos. Os noivos lhe dão então o dote de Swanilda como indenização. Ele vai embora satisfeito. Os noivos e depois todos os convidados dançam, finalizando a peça..


Fonte : Wikipédia



16 de janeiro de 2010

Clássicos da Literatura Mundial - O Principe, de Maquiavel


Neste sábado a obra não poderia ser mais esclarecedora, polêmica, atual. Trata-se de uma obra, que as vezes mal interpretada, gerou situações que repercutem até hoje. Se você pensou que estou sendo maquiavélico apresentando esta obra, talvez você tenha razão, mas primeiro leia o artigo, publicado no site Cultura Brasil :

Mais de quatro séculos nos separam da época em que viveu Maquiavel. Muitos leram e comentaram sua obra, mas um número consideravelmente maior de pessoas evoca seu nome ou pelo menos os termos que aí tem sua origem. "Maquiavélico e maquiavelismo" são adjetivo e substantivo que estão tanto no discurso erudito, no debate político, quanto na fala do dia-a-dia. Seu uso extrapola o mundo da política e habita sem nenhuma cerimônia o universo das relações privadas. Em qualquer de suas acepções , porém , o maquiavelismo está associado a idéia de perfídia , a um procedimento astucioso, velhaco, traiçoeiro. Estas expressões pejorativas sobreviveram de certa forma incólumes no tempo e no espaço, apenas alastrando-se da luta política para as desavenças do cotidiano."
 
    Assim , hoje em dia , na maioria das vezes, Maquiavel é mal interpretado. Maquiavel, ao escrever sua principal obra, O PRÍNCIPE, criou um "manual da política", que pode ser interpretado de muitas maneiras diferentes. Talvez por isso sua frase mais famosa: -"Os fins justificam os meios"- seja tão mal interpretada. Mas para entender Maquiavel em seu real contexto, é necessário conhecer o período histórico em que viveu. É exatamente isso que vamos fazer.

Painel histórico :
 
    Maquiavel viveu durante a Renascença Italiana , o que explica boa parte das suas idéias.

    Na Itália do Renascimento reina grande confusão. A tirania impera em pequenos principados, governados despoticamente por casas reinantes sem tradição dinástica ou de direitos contestáveis. A ilegitimidade do poder gera situações de crise instabilidade permanente, onde somente o cálculo político, a astúcia e a ação rápida e fulminante contra os adversários são capazes de manter o príncipe. Esmagar ou reduzir à impotência a oposição interna, atemorizar os súditos para evitar a subversão e realizar alianças com outros principados constituem o eixo da administração. Como o poder se funda exclusivamente em atos de força, é previsível e natural que pela força seja deslocado, deste para aquele senhor. Nem a religião nem a tradição, nem a vontade popular legitimaram e ele tem de contar exclusivamente com sua energia criadora. A ausência de um Estado central e a extrema multipolarização do poder criam um vazio, que as mais fortes individualidades têm capacidade para ocupar.

    Até 1494, graças aos esforços de Lourenço, o Magnífico, a península experimentou uma certa tranqüilidade.

    Entretanto, desse ano em diante, as coisas mudaram muito. A desordem e a instabilidade ficaram incontroláveis. Para piorar a situação, que já estava grave devido aos conflitos internos entre os principados, somaram-se as constantes e desestruturadoras invasões dos países próximos como a França e a Espanha. E foi nesse cenário conturbado, onde nenhum governante conseguia se manter no poder por um período superior a dois meses, que Maquiavel passou a sua infância e adolescência.

Separando a ética da política

    Maquiavel faleceu sem ter visto realizados os ideais pelos quais se lutou durante toda a vida. A carreira pessoal nos negócios públicos tinha sido cortada pelo meio com o retorno dos Médici e, quando estes deixaram o poder, os cidadãos esqueceram-se dele, "um homem que a fortuna tinha feito capaz de discorrer apenas sobre assuntos de Estado". Também não chegou a ver a Itália forte e unificada.

    Deixou porém um valioso legado: o conjunto de idéias elaborado em cinco ou seis anos de meditação forçada pelo exílio. Talvez nem ele mesmo soubesse avaliar a importância desses pensamentos dentro do panorama mais amplo da história, pois " especulou sempre sobre os problemas mais imediatos que se apresentavam". Apesar disso, revolucionou a história das teorias políticas, constituindo-se um marco que modificou o fato das teorias do Estado e da sociedade não ultrapassarem os limites da especulação filosófica.

    O universo mental de Nicolau Maquiavel é completamente diverso. Em São Casciano, tem plena consciência de sua originalidade e trilha um novo caminho. Deliberadamente distancia-se dos " tratados sistemáticos da escolástica medieval" e, à semelhança dos renascentistas preocupados em fundar uma nova ciência física, rompe com o pensamento anterior, através da defesa do método da investigação empírica.

"Princípios maquiavélicos"

    Maquiavel nunca chegou a escrever a sua frase mais famosa: "os fins justificam os meios". Mas com certeza ela é o melhor resumo para sua maneira de pensar. Seria praticamente impossível analisar num só trabalho , todo o pensamento de Nicolau Maquiavel , portanto, vamos analisá-lo baseados nessa máxima tão conhecida e tão diferentemente interpretada.

    Ao escrever O Príncipe, Maquiavel expressa nitidamente os seus sentimentos de desejo de ver uma Itália poderosa e unificada. Expressa também a necessidade ( não só dele mas de todo o povo Italiano ) de um monarca com pulso firme, determinado que fosse um legítimo rei e que defendesse seu povo sem escrúpulos e nem medir esforços.

    Em O Príncipe, Maquiavel faz uma referência elogiosa a César Bórgia, que após ter encontrado na recém conquistada Romanha , um lugar assolado por pilhagens , furtos e maldades de todo tipo, confia o poder a Dom Ramiro d'Orco. Este, por meio de uma tirania impiedosa e inflexível põe fim à anarquia e se faz detestado por toda parte. Para recuperar sua popularidade, só restava a Bórgia suprimir seu ministro. E um dia em plena praça , no meio de Cesena, mandou que o partissem ao meio. O povo por sua vez ficou , ao mesmo tempo, satisfeito e chocado.

    Para Maquiavel , um príncipe não deve medir esforços nem hesitar, mesmo que diante da crueldade ou da trapaça, se o que estiver em jogo for a integridade nacional e o bem do seu povo.

    " sou de parecer de que é melhor ser ousado do que prudente, pois a fortuna( oportunidade) é mulher e, para conservá-la submissa, é necessário (...) contrariá-la. Vê-se , que prefere, não raramente, deixar-se vender pelos ousados do que pelos que agem friamente. Por isso é sempre amiga dos jovens, visto terem eles menos respeito e mais ferocidade e subjugarem-na com mais audácia".

    Para Maquiavel, como renascentista que era, quase tudo que veio antes estava errado. Esse tudo deve incluir os pensamentos e as idéias de Aristóteles. Ao contrário deste, Maquiavel não acredita que a prudência seja o melhor caminho. Para ele, a coerência está contida na arte de governar. Maquiavel procura a prática. A execução fria das observações meticulosamente analisadas, feitas sobre o Estado, a sociedade. Maquiavel segue o espírito renascentista, inovador. Ele quer superar o medieval. Quer separar os interesses do Estado dos dogmas e interesses da igreja.

    Maquiavel não era o vilão que as pessoas pensam. Ele não era nem malvado. O termo maquiavélico tem sido constantemente ml interpretado.

    "Os fins justificam os meios" .Maquiavel , ao dizer essa frase, provavelmente não fazia idéia de quanta polêmica ela causaria. Ao dizer isso, Maquiavel não quis dizer que qualquer atitude é justificada dependendo do seu objetivo. Seria totalmente absurdo. O que Maquiavel quis dizer foi que os fins determinam os meios. É de acordo com o seu objetivo que você vai traçar os seus planos de como atingi-los.

   A contribuição de Nicolau Maquiavel para o mundo é imensa. Ensinou, através da sua obra , a vários políticos e governantes. Aliás, a obra de Maquiavel entrou para sempre não só na história, como na nossa vida cotidiana atual, já que é aplicável a todos os tempos.

    É possível perceber que "Maquiavel, fingindo ensinar aos governantes, ensinou também ao povo". E é por isso que até hoje, e provavelmente para sempre, ele será reconhecido como um dos maiores pensadores da história do mundo.

Algumas máximas maquiavélicas:

"Os fins justificam os meios"
"Não se pode chamar de "valor" assassinar seus cidadãos, trair seus amigos, faltar a palavra dada, ser desapiedado, não ter religião. Essas atitudes podem levar à conquista de um império, mas não à glória"
"Homens ofendem por medo ou por ódio"
"Assegurar-se contra os inimigos, ganhar amigos, vencer por força ou por fraude, faze-se amar a e temer pelo povo, ser seguido e respeitado pelos soldados, destruir os que podem ou devem causar dano, inovar com propostas novas as instituições antigas, ser severo e agradável, magnânimo e liberal, destruir a milícia infiel e criar uma nova, manter as amizades de reis e príncipes, de modo que lhe devam beneficiar com cortesia ou combater com respeito, não encontrará exemplos mais atuais do que as ações do duque."
"Um príncipe sábio deve observar modos similares e nunca, em tempo de paz, ficar ocioso""
"...Pois o homem que queira professar o bem por toda parte é natural que se arruíne entre tantos que não são bons."
"... vindo a necessidade com os tempos adversos, não se tem tempo para fazer o mal, e o bem que se faz não traz benefícios, pois julga-se feito à força, e não traz reconhecimento."
"Tendo o príncipe necessidade de saber usar bem a natureza do animal, deve escolher a raposa e o leão, pois o leão não sabe se defender das armadilhas e a raposa não sabe se defender da força bruta dos lobos. Portanto é preciso ser raposa, para conhecer as armadilhas e leão, para aterrorizar os lobos."
"Pelo que se nota que os homens ou são aliciados ou aniquilados"

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14 de janeiro de 2010

Um anjo voltou ao céu


Acredito que de tempos em tempos, Deus envia alguns de seus anjos para tornar a vida na Terra menos díficil. Estes anjos vem com objetivos próprios demonstrando com ações simples, firmes e coletivas como a prática do bem e da esperança de dias melhores, possa modificar a dura realidade que nos encontramos no dia-a-dia. Um de seus anjos voltou ao céu na noite desta terça-feira, concluindo com êxito sua enorme tarefa. No céu, este anjo até poderia ter outro nome, mas na Terra ela chamava-se Zilda Arns Neumann.

Todos conhecem o formidável trabalho que esta mulher fez à frente da Pastoral da Criança. Uma ação de inequívoco apelo social, mas também de grandeza moral. Em vez de usar as dificuldades da população pobre como matéria de proselitismo, a exemplo de um sem-par de ONGs movidas a vigarice política, Zilda seguia a máxima cristã: deixava-se conhecer pela Palavra, mas também pela obra. A famosa “farinha múltipla” salvou certamente milhares de vidas. Como poderia dizer o  o mentor espiriitual de Chico Xavier, Emmanuel: "o homem jactancioso está sempre rodeado pela ação benéfica de Espíritos iluminados e generosos, que, quanto mais revestidos de poder divino, mais se compadecem das fragilidades humanas, estendendo-lhes mãos acolhedoras para o caminho e jamais pronunciando juízos condenatórios diante do Senhor".. Zilda, como se diz, metia a mão na massa, trabalhava efetivamente para minorar o sofrimento daquelas pessoas que as esquerdas preferem chamar “os oprimidos”.

Ela agora  volta ao céu  nesta tragédia no Haiti, no momento em que  estava levando a aquele povo igualmente sofrido um pouco da sua luz, do seu amor e da sua sabedoria. Compreender a história deste anjo que deixará sempre saudade em nossos corações. O céu deve esta júbilo, pois recebe este anjo que com todo merecimento cumpriu bem sua atividade, com muita paz e discernimento.


11 de janeiro de 2010

Reflexões sobre os kibadores e o fim do Dicas Blogger



Você não entra impunemente na Blogosfera, você tem que fazer com que o seu recado seja feito com conteúdo e atrativo, assim os visitantes terão prazer em retornar ao seu blog. Muitas atitudes que são tomadas no início de tua "vida digital" são tomadas em contato com teus objetivos;

   1. Fazer um relato de teu dia-a-dia
   2. Divulgar tua atividade ou teu segmento profissional
   3. Escrever,divulgar e vender produtos e serviços
   4. Ser um mero copiador de conteúdo alheio
   5. Ser um copiador de conteúdo e lucrar com isto.

        Bom, cair no erro do  item 4 é que mais se faz, já o item 5 denota desonestidade e caráter  predador. Mas o que aconteceu com a Juliana Sardinha, que mantinha o excelente metablog Dicas Blogger foi além de tudo que relatado no item 5, uma mostra do  caráter de pessoas que não tem respeito por todo o esforço, criatividade e disponibilidade da editora.

      Conheci a Juliana Sardinha no Orkut, quando ela era dona de uma comunidade  realcionada com Dicas de Segurança para PC, lá aprendi muito sobre como trabalhar nesta área da informática.
 

      Quando resolvi aventurar-me no mundo dos blogs, depois de vários erros iniciais, achei o metablog dela, o Dicas Blogger. 

      Um manancial de informações corretas e de muita ajuda, fizeram eu repensar meus caminhos, orientar os rumos e pensar mais no que iria publicar. Tem responsabilidade com aquela publicar, relacionar-me eticamente com os autores de qualquer conteúdo que tu achar relevante para publicar.

      Acompanhei via blog e via twitter, todo seu calvário com os "kibadores" (copiadores de conteúdo) e com pessoas que só tinham nela uma fonte infinita de cópias para fins financeiros escusos.
 

      E com tristeza, mas entendo totalmente a sua decisão, que ela decidiu dar um ponto final na sua história no Dicas Blogger.

      Mas a Juliana Sardinha é mais forte que tudo isto (kibadores e outros "chupins"  que habitam o "lodo" da blogosfera), com apoio que ela tem e com seus amigos ela vai vencer a luta.
 

      A amizade e o carinho que ela amealhou não como "kibar", ela é nosso "patrimônio e referência ética digitar".

      Que possamos ter um final feliz ou pelo menos continuar compartilhar a sua companhia no Twitter ou qualquer outro veículo digital.

10 de janeiro de 2010

Clássicos da Música Mundial - Anel dos Nibelungos




               Der Ring des Nibelungen (O Anel do Nibelungo) é um ciclo de quatro óperas épicas do compositor  alemão  Richard Wagner. Elas são adaptações dos personagens de personagens mitológicos das sagas nórdicas e do Nibelungenlied.

Wagner escreveu o libreto e a música por cerca de vinte e seis anos, de 1848 a 1874. Entretanto, ele não se dedicou exclusivamente a isso durante esse período. As óperas que compõem o ciclo do anel são, em ordem cronológica do enredo: Das Rheingold (O Ouro do Reno), Die Walküre (A Valquíria), Siegfried e Götterdämmerung (O Crepúsculo dos Deuses). Apesar delas serem apresentadas como obras individuais, a intenção de Wagner era apresentá-las em série.

A primeira apresentação de todo o ciclo aconteceu em Bayreuth, 13 de agosto de 1876. Das Rheingold já havia estreado em Munique em 1869, a contragosto do autor.


História


Das Rheingold

Wagner criou a história do anel ao fundir elementos de diversas histórias e mitos das mitologias germânica e escandinávia. Os Eddas forneceram material para Das Rheingold, enquanto Die Walküre é amplamente baseada na Saga dos Volsungos. Siegfried contém elementos dos Eddas, da Saga dos Volsungos e da Saga Thidreks. A ópera final, Götterdämmerung, é baseada no poema do século XII Nibelungenlied, que foi a inspiração original para o Anel.

Ao agregar tais fontes numa história concisa, Wagner também acrescentou diversos conceitos modernos. Um dos principais temas do ciclo é a luta do amor, o que está associada à natureza, e liberdade, contra o poder, o que está associada à civilização e à lei. Logo na primeira cena, o anão Alberich define o tema ao renunciar o amor, um ato que o permite adquirir o poder de dominar o mundo ao forjar o anel mágico. Na última cena da primeira ópera o anel é tirado do anão, então ele o amaldiçoa.
 

Die Walküre

O centro da história é o anel mágico forjado pelo anão Alberich, o nibelungo do título, a partir o ouro roubado do rio Reno quando as donzelas do Reno se distraíram. Diversas personagens míticas lutam pela posse do objeto, incluindo Wotan, o chefe dos deuses. Os acontecimentos são bastante influenciados pelos planos dele, que leva gerações para superar as próprias limitações.

A valquíria Brünnhilde, a mais querida das nove pelo pai Wotan, é o tema da segunda ópera. Como as irmãs, é encarregada de levar para o Valhala as almas dos guerreiros mortos. Ela hesita em obedecer o pai separando os irmãos-amantes que são filhos do Walsung, o próprio Wotan em forma de lobo. A morte de Siegmund é exigência da deusa da fidelidade conjugal, Fricka. A criança que nascerá da união ilegal é Siegfried. O castigo de Brunhilde é dormir cercada por um círculo de fogo, até que alguém que não tenha medo venha resgatá-la.
 

Siegfried

Em Siegfried, o filho de Siegmund e Sieglinde já é um jovem, que foi criado pelo anão Mime. Siegfried, que Wotan pretendia fosse se apoderar do anel para ele, tem a Nothung, espada dada a seu pai por este avô cuja identidade desconhece. Ele consegue forjá-la (o próprio Wotan a havia quebrado na luta entre Siegmund e Hunding) e vence o dragão que guarda o anel, Fafner, que em Das Rheingold assumia a forma de gigante. Após provar do sangue do dragão, passa a entender a linguagem dos pássaros. Um pássaro o avisa que Mime quer traí-lo e matá-lo para ficar com o anel. O herói mata o anão e é avisado pela mesma ave da existência de Brünnhilde. Wotan tenta impedir que ele chegue até a sua filha, mas é em vão. Siegfried resgata Brünnhilde, que dorme entre as chamas, e ambos se apaixonam.

Em Götterdämmerung, depois das cenas das nornas, que perdem a capacidade de ver o destino, Siegfried se despede de Brünnhilde para partir a novas aventuras. No entanto, Hagen, filho de Alberich, dá a Siegfried bebida que lhe retira a memória. O herói esquece de Brünnhilde, resolve casar-se com a irmã de Gunther, Gutrune - eles são herdeiros do trono dos Gibichungos (Hagen é o irmão bastardo de ambos). Siegfried assume a forma de Gunther e rapta a própria Brünnhilde para entregá-la a ele, pouco depois de a ex-valquíria ter recusado desfazer-se do anel. Waltraute, sua irmã, transmitiu-lhe esse pedido de Wotan como única forma de salvar os deuses.
 

Götterdämmerung

Brünnhilde descobre ter sido traída pelo próprio Siegfried, embora não saiba a razão, e o acusa em público. Ela revela a Hagen como assassiná-lo - pelas costas. Durante uma caça, depois de Siegfried ter recusado devolver o anel às Filhas do Reno, Hagen fá-lo beber de uma poção que lhe recobra a memória. Ele invoca Brünnhilde, o que dá a Hegen o pretexto de matá-lo.

Depois de uma longa marcha fúnebre, chega-se à cena final da obra: Hagen mata Gunther para ficar com o anel, mas a mão do cadáver de Siegfried impede que ele lhe seja tirado. Brünnhilde, na longa cena de imolação, faz com que o ouro e o anel sejam devolvidos às Filhas do Reno e ela mesma se imola, bem como aos deuses e a Valhala, na purificação final pelo fogo. Hagen morre afogado no Reno, tentando recuperar o anel.



Fonte: Wikipédia